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Psicomotricidade



A psicomotricidade é uma modalidade de atendimento que se ocupa do sujeito que fala, através do seu corpo em movimento, ou seja, um sujeito que se expressa com os movimentos, as variações tônico-motoras, os gestos e esquema corporal. 

Para isso, o terapeuta psicomotricista deve estar disponível para olhar e escutar o sujeito/criança que se apresenta. O psicomotricista também deve disponibilizar o seu corpo no brincar pois, com as crianças, a clínica psicomotora se utiliza de brincadeiras para possibilitar colocar em cena os significados que a marcaram, ou seja, ela coloca em jogo seu desejo, sua história, medos e angústias para serem lidas pelo outro. 

O brincar é, assim, fundamental, pois é o meio mais importante de expressão das crianças, constituindo sua imaginação, seus pensamentos, seu campo simbólico. As brincadeiras abrem espaço para as crianças criarem, expressarem-se, relacionarem-se com os outros e com os objetos. 

A psicomotricidade procura, portanto, abrir espaço para a escuta do sujeito, de um olhar para cada criança, considerando sua história e sua individualidade, propiciando também experiências corporais sustentadoras do campo simbólico. 


Mayara C. Smaniotto – mayara@espacodomquixote.com.br 
Psicomotricista e Ed. Física do Espaço Dom Quixote

Nicolau ou menino Jesus

O Natal é a celebração cristã do nascimento de Jesus. Todos os anos as famílias comemoram esta data das mais variadas maneiras, independente da crença de cada uma. Em algumas casas o momento mágico é quando se monta o pinheirinho, enfeitando-o com bolas coloridas e brilhantes, colocando o presépio representado pelas figuras de José, Maria, o menino Jesus na manjedoura, pastores, ovelhas e os reis magos. Em outras o Advento, tempo de refletir e se preparar espiritualmente para o Natal, enche os lares com hinos de louvor, leitura de passagens bíblicas, cultos familiares. 

Os preparativos para as festas natalinas incluem, para muitos, a procura do presente ideal, a decoração da casa, a preparação da ceia e a visita do Papai Noel para as crianças. Aliás, em muitas casas, ele faz uma visita relâmpago dias antes do Natal. Trata-se de São Nicolau, ou Santa Claus, que passa deixando nas botinhas pequenas lembranças. 

Mas, de onde vem este costume? E quem é Nicolau? 

Estudiosos afirmam que a figura do bom velhinho foi inspirada num bispo chamado Nicolau que nasceu na Turquia em 280 d.C. O bispo, homem de bom coração, costumava ajudar as pessoas pobres, deixando saquinhos com moedas próximas às chaminés das casas. 

A associação da imagem de São Nicolau ao Natal aconteceu na Alemanha e espalhou-se pelo mundo em pouco tempo. Nos Estados Unidos, ganhou o nome de Santa Claus e no Brasil de Papai Noel. 

Até o final do século XIX, o Papai Noel era representado com uma roupa de inverno na cor marrom ou verde escura. Em 1886, o cartunista alemão Thomas Nast criou uma nova imagem para o bom velhinho mostrando-o com uma roupa nas cores vermelha e branca, com cinto preto. 

Em 1931, uma campanha publicitária da Coca-Cola mostrou o Papai Noel com o mesmo figurino criado por Nast, que também eram as cores do refrigerante. A campanha publicitária fez um grande sucesso, ajudando a espalhar a nova imagem do Papai Noel pelo mundo. 

Curiosidade: o nome do Papai Noel em outros países 

- Alemanha (Weihnachtsmann, O "Homem do Natal");
- Argentina, Espanha, Colômbia, Paraguai e Uruguai (Papá Noel);
- Chile (Viejito Pascuero);
- Dinamarca (Julemanden);
- França (Père Noël);
- Itália (Babbo Natale);
- México (Santa Claus);
- Holanda (Kerstman, "Homem do Natal);
- Portugal (Pai Natal);
- Inglaterra (Father Christmas);
- Suécia (Jultomte);
- Estados Unidos (Santa Claus);
- Rússia (Ded Moroz).

Talvez por haver tantas representações de Papai Noel fica difícil explicar para as crianças porque o Papai Noel da loja da esquina é magro, com barba falsa; o do shopping é tão simpático e verdadeiro, com barba e tudo e aquele da propaganda da TV tem uma voz diferente dos dois primeiros e por aí vai. 

Com tanta variedade de Noéis, nossas crianças, cada vez mais cedo, perdem a fantasia deste personagem simpático e dizem que ele não existe. Afinal, quem compra os presentes é o pai e a mãe, e não o Papai Noel. 

Sempre que uma criança me pergunta se Papai Noel existe eu digo que sim, mas que ele precisa de muitos ajudantes. Por isso encontramos tantos Noéis diferentes nas lojas e nas propagandas. Ah, e quem paga os presentes são os pais, mas quem coloca embaixo do pinheirinho é Papai Noel. Também explico que podemos ajudar Papai Noel a distribuir presentes para as crianças e idosos que não tem família ou não tem condições de ter um Natal com alguns presentes e comida gostosa. Sendo assim, Papai Noel faz parte do nosso Natal, ele pode ser incorporado a esta festa cristã, basta darmos a ele um sentido como na história de Nicolau. 

Qualquer um de nós pode brincar de ser Papai Noel, São Nicolau, Santa Claus e sair por aí distribuindo “Oh, oh, oh!”, presentes, carinho e brilho no olhar. 

Mas ninguém pode substituir o menino Jesus na manjedoura. Ele é o verdadeiro Natal, os votos de paz e esperança, a renovação e a confiança, a certeza da vitória porque um menino nos nasceu, um filho nos foi dado e o governo está sobre os seus ombros. E ele será chamado Maravilhoso, Conselheiro, Deus Poderoso, Pai Eterno, Príncipe da Paz. (Isaías 9: 6) 

Neste Natal podemos chamar Papai Noel, mas não podemos esquecer de manter nosso olhar na manjedoura. É dela que se renova a esperança de um mundo melhor, mais justo, mais verdadeiro, com paz e harmonia. 

Feliz Natal a todos e que 2013 inicie trazendo a renovação da união e amor nas famílias, saúde e trabalho para todos.

Oficina de Férias



Hábitos alimentares nas férias



As férias escolares estão chegando, época em que a rotina e os hábitos alimentares são modificados, sendo necessário tomar alguns cuidados para que alimentação dos pequenos seja equilibrada e que não falte nenhum nutriente. Uma alimentação variada é responsável pelo desenvolvimento físico e intelectual e para fornecer a energia necessária para brincar, correr, pular, enfim, para que eles possam aproveitar muitos as férias. 

Junto com as férias vem o verão, onde o calor requer cuidados especiais, pois o corpo necessita de um consumo maior de líquidos nesse período, para compensar as perdas de água e sais minerais pela transpiração. Sendo assim, a alimentação nessa época do ano deve ser leve, com muitas frutas e líquidos, vale ressaltar que refrigerantes e sucos industrializados contém muito açúcar, podendo ser um facilitador do desenvolvimento da obesidade infantil. A preferência deve ser por sucos naturais, chá gelado, água de coco,  e uma boa saída é oferecer água aromatizada com pedaços de frutas como laranja, morango, melancia e hortelã. 

Nessa época as crianças costumam ter mais acesso à geladeira e à guloseimas como sorvetes, picolés, fast foods, que são ricos em aditivos e gorduras trans. O ideal é ter ao alcance delas alimentos saudáveis e uma dica é manter as frutas já cortadas e higienizadas em potes na geladeira, água em garrafinhas e preparações atraentes e saudáveis como gelatinas com frutas picadas em porções individuais, picolés caseiros feito com suco natural, estes agradam a criançada e são ricos em vitaminas e antioxidantes. 

Quanto às guloseimas que são inevitáveis, não devemos proibir,  mas sim impor limites. Escolha um dia para que as crianças possam escolher o cardápio, neste dia vale a pizza, sorvete e até o hambúrguer. Mas é muito importante os pais darem o exemplo, não adianta incentivar seu filho a comer frutas e saladas se esses alimentos não fazem parte do hábito dos pais. 

Vamos colocar em prática uma das dicas?

GELADO DE FRUTAS
Ingredientes:  
1 copo de iogurte natural;
1/2 xícara (chá) de leite;
3 colheres (sopa) de açúcar;
1 envelope de gelatina incolor sem sabor;
1/2 xícara (chá) de suco de laranja;
2 kiwis picados;
6 morangos picados;
1 manga picada.

Modo de Preparo:
Hidrate a gelatina com o suco de laranja. Leve-a ao banho-maria para dissolver por completo. Em uma vasilha, bata com o batedor de arame o iogurte, o leite e o açúcar e misture com a gelatina dissolvida. Junte as frutas picadas, mexendo cuidadosamente. Coloque a mistura em tacinhas individuais e leve à geladeira por 2 horas. Decore com frutas.

Cristine Cassel - cristinenutri@espacodomquixote.com.br
Nutricionista do Espaço Dom Quixote

Tolerância



“O cume da tolerância é mais rapidamente alcançado por aqueles que não andam carregados de convicções”. 
 Alexander Chase 

A palavra tolerância é oriunda do latin, tolerare (sustentar, suportar). No dicionário* quer dizer: disposição de admitir, nos outros, modos de pensar, de agir e de sentir diferentes dos nossos. É um termo que define o grau de aceitação frente a uma contradição: moral, religiosa, cultural, civil ou física. 

O ato de tolerar é variável de pessoa a pessoa e pode ser mutável. A tolerância é derivada das experiências vividas de cada um e de seus valores. Nos dias de hoje, você já parou para pensar como está seu limiar de tolerância em relação as pessoas, trânsito, política, religião?

Instigo a esta reflexão com algumas frases: 

"A lei de ouro do comportamento é a tolerância mútua, já que nunca pensaremos todos da mesma maneira, já que nunca veremos senão uma parte da verdade e sob ângulos diversos." Gandhi

"A necessidade de fazer tomar consciência às pessoas de que podem mudar a sociedade não é incompatível com a necessidade de torná-las tolerantes para com as fraquezas humanas." Wesker 

"A tolerância é sempre um indício de que um poder é visto como seguro; quando se sente em perigo, nasce sempre a pretensão de ser absoluto; nasce, portanto, a falsidade, o direito divino do seu privilégio, a inquisição." Frisch 

“Aprimorar a paciência requer alguém que nos faça mal e nos permita praticar a tolerância”. Dalai Lama 

“A primeira lei da natureza é a tolerância - já que temos uma porção de erros e fraquezas”. Voltaire

*http://www.dicio.com.br/tolerancia/  

Fernanda Soares Fernandes - fernandapsico@espacodomquixote.com.br
Psicóloga do Espaço Dom Quixote
Especialista em Psicologia Clínica - T.C.C

Oficina de Férias


Barulho do vizinho



Na semana passada uma notícia movimentou as redes sociais e os jornais. A escritora gaúcha Cintia Moscovich ganhou uma ação judicial contra a escola do Grêmio Naútico União que funciona ao lado de sua casa. A escritora alegou que o barulho que as crianças fazem durante o recreio tem tirado o sossego da vizinhança e atrapalha o trabalho dela. A medida determina que a escola não faça mais atividades que gerem barulho no pátio, ou seja, não haverá mais recreio para os alunos. A perícia realizada no local conclui que "o ruído médio é muito acima do valor máximo estabelecido pela legislação vigente."

Por se tratar de uma escola, muitas pessoas se manifestaram contra a escritora. A escola diz que o barulho é pequeno e a direção está preocupada com a situação, pois teme que a qualidade no ensino caia por não poder proporcionar atividades no pátio. Sem entrar na discussão gerada, pode-se aproveitar a situação para refletir sobre ela. 

Dados da Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Porto Alegre mostram que as denúncias de ruído são na maioria contra casas noturnas, mas também há denúncias contra comércios, indústrias, oficinas, postos e lavagens, principalmente. O nível de ruído permitido em zonas residenciais é de 60 decibel entre 7h e 19h e de 45 decibel das 19h às 7h. Isto representaria o barulho de uma conversação ou de um escritório de trabalho. Para se ter uma ideia, o tráfego em uma avenida já atinge de 70 a 90 decibel.

Ruído significa um conjunto de sons desagradáveis e frequentemente irritantes. Quando este ruído é exagerado, torna-se incômodo, sendo um obstáculo à comunicação e contribui para o aumento da fadiga, podendo provocar alterações no sistema nervoso. Ruído em excesso atrapalha os vizinhos e causa danos à nossa audição. É importante ressaltar que a exposição exagerada a sons muito intensos pode causar perda auditiva, por isso o bom senso é indispensável para determinar o que é aceitável e o que perturba os outros e, se há reclamações, o melhor é reduzir a intensidade.

* Algumas informações foram retiradas do jornal Zero Hora de 01 de dezembro de 2012.


Fernanda Helena Kley - fernandafono@espacodomquixote.com.br
Fonoaudióloga do Espaço Dom Quixote
Pós-Graduanda em Neuropsicologia UFRGS

Referências


As pessoas sempre buscam referências e modelos para espelhar-se, independente da idade. No “país do futebol” os jogadores lideram a lista de eleitos, principalmente dos meninos, neste quesito. Famosos, ricos, idolatrados, nem sempre letrados e cultos, acabam virando ícone de moda, penteado, valores. Artistas do cinema e da música que viram um sucesso de uma hora para outra, e nem sempre se sabe porque, vão parar nas páginas de cadernos, pôsteres e são amados pelas meninas. 

Referências para nossas escolhas: cada um destes e destas modelos ocupam um lugar de importância na construção de valores, opiniões e posturas de nossas crianças e adolescentes. A mídia se encarrega de apresentá-los e colocá-los neste pedestal de destaque, assim como os derruba quando não lhe servem mais ou novos “talentos” aparecem. 

Superficialidade e suscetibilidade de valores. Vivemos num tempo onde as coisas mudam rapidamente de importância, nada mais permanece e se mantém como referência. No processo de formação da personalidade pela qual todos passamos a família tem papel fundamental. É o pai e a mãe que deveriam ocupar este lugar de referência para a criança e adolescente, pois serão eles que acompanharão a vida e as escolhas destes jovens. Os “ídolos teen e pop” estão sujeitos a transitoriedade, mas a família permanece. 

É importante dar espaço para que as crianças discutam sobre os modelos apresentados pela mídia e questionem os valores por eles defendidos. Esta abertura para o diálogo possibilita a formação de caráter, a liberdade de expressão e a elaboração de referenciais mais humanos e sólidos na estrutura psíquica. 

Outro dia propus para uma menina de 10 anos que pesquisasse sobre uma jovem que ficou famosa por questionar dogmas e estruturas rígidas em seu país: o Paquistão. A pesquisa era sobre a jovem Malala Yousufzai, de 14 anos, que ousou questionar o governo que impedia as meninas de frequentarem as escolas na sua região. Este confronto acabou resultando num atentado sofrido por Malala, há poucas semanas atrás.  

Conhecer novas realidades, culturas diferentes, e tentar entender como conviver com estas diferenças faz parte da estruturação de valores de uma pessoa. Quanto mais cedo pudermos inserir estas experiências na aprendizagem de nossas crianças e adolescentes melhor será pois eles, muitas vezes, surpreendem pela maturidade com que entendem e refletem sobre estas questões. É importante que os pais, como referência primeira na construção de valores, apresentem aos seus filhos histórias de vida que possam inspirar e servir para refletir sobre nossa postura, escolhas e atitudes. A pesquisa de Sofia resultou numa discussão crítica e responsável. Para finalizar a tarefa propus que escrevesse um pequeno texto que vale a pena ser publicado. 

MALALA 

“Malala, uma menina de 14 anos, líder paquistanesa que teve coragem de escrever num blog sobre o que não gostava no governo e sobre as atitudes do governo. Ela começou a escrever no blog porque as meninas não podiam ir à escola, as mulheres não são respeitadas. Malala sofreu um atentado há algumas semanas atrás. Não se sabe quem atacou Malala, a polícia descobriu 9 suspeitos. Ela está na Europa. Passa bem, já está acordada e já se levantou com ajuda dos médicos. Acho que a atitude dela foi corajosa e perigosa. Perigosa porque ela estava escrevendo contra o governo, para o mundo todo. Corajosa porque escreveu num blog sua opinião sobre o governo.”


Janete C. Petry - janetepp@espacodomquixote.com.br
Psicopedagoga do Espaço Dom Quixote

E o final se aproxima



Já estamos no final do ano, época de correrias... correr atrás do tempo, atrás dos conteúdos que precisam ser finalizados, correr atrás dos alunos que precisam aprender. É tempo também de refletir sobre o que deu certo no ano que passou e o que devemos mudar para o ano que vem a seguir. Mas porque esperar se podemos começar agora mesmo esta mudança? Apesar de estarmos na reta final, ainda podemos fazer a diferença na vida dos nossos alunos. 

Embora o fim do ano esteja próximo, ainda podemos ajudar nossos pequenos a aprender, ainda temos condições de ensinar coisas novas, diferentes e “inventar algumas modas” para nos tornarmos inesquecíveis no coração e no pensamento de nossos alunos, resultando com isso novas aprendizagens. 

Sempre pensei que a escola deveria ser um lugar especial, “um pedacinho do céu” como diz a música “Professora” (novela Carrossel), e somos nós, professoras, que temos essa função de tentar fazer a diferença, e se nós conseguirmos atingir nosso objetivo, certamente a reciproca será verdadeira e nossos alunos nos darão a resposta que tanto esperamos. 

É importante deixar claro que fazer isso pelos alunos não significa fazermos todas as vontades deles e fazer malabarismos para que as crianças prestem atenção, mas sim ensinar com amor e dedicação e utilizando atividades diferenciadas de vez em quando, levando em conta as possibilidades de cada um. 

Boas recordações de maneiras que fogem ao habitual das atividades em sala de aula são essenciais para uma aprendizagem de qualidade. Algumas vezes dão trabalho, cansam, mas ver os olhinhos brilhantes e os comentários sobre as diferentes propostas sugeridas, e o mais importante... a certeza de que o conhecimento foi construído, se transforma em lembranças muito mais “gostosas” que ficarão guardadas na memória de professores e alunos pra sempre!


Clarissa Paz de Menezes - clarissapp@espacodomquixote.com.br
Psicopedagoga do Espaço Dom Quixote

Habilidades psicomotoras



As habilidades psicomotoras são importantes para o desenvolvimento da criança e várias atividades podem ajudar na aquisição destas habilidades. São elas: esquema corporal, motricidade ampla, motricidade fina, percepção espacial, percepção temporal.

- Esquema corporal: representação que temos do nosso próprio corpo, ou seja, é a capacidade que a criança tem de nomear e reconhecer as partes do corpo, das funções, das relações espaciais e da dimensão temporal do corpo. 

Exemplos de atividades: localizar as partes do seu corpo (barriga, perna, costas), localizar a parte do corpo no colega. 

- Motricidade Ampla: realização de grandes movimentos com todo o corpo, abrangendo as grandes massas musculares.

Exemplos de atividades: correr, pular, rastejar, marchar batendo palmas, subir e descer escadas.

- Motricidade Fina: capacidade para realizar movimentos específicos de forma eficiente, usando os pequenos músculos. 

Exemplos de atividades: recortar, desenhar, pintar, colar, escrever, abotoar e desabotoar, encaixar, empilhar. 

- Percepção Espacial: percepção da dimensão relacionada a tudo que nos cerca. É a noção do seu próprio corpo em relação a um determinado ambiente, espaço. É possuir a noção de direção como acima, abaixo, à frente, atrás, ao lado; e de distância, como longe, perto, curto e comprido. 

Exemplos de atividades: caminhar entre labirintos formados por classes, sem bater os lados; rolar uma bola para frente, para trás, para a direita, para a esquerda. 

- Percepção temporal: compreensão das dimensões do tempo em relação a acontecimentos do passado, presente e futuro. Conhecimento das noções básicas (agora, ontem, hoje, amanhã, dia e noite), sequência de ação, velocidade, duração, ritmo. 

Exemplos de atividades: jogar uma bola para cima e bater palmas, jogar uma bola bem devagar e depois rápido, bater palmas no ritmo da música.


Mayara C. Smaniotto - mayara@espacodomquixote.com.br
Educadora Física e Psicomotricista do Espaço Dom Quixote

Dia Mundial do Diabetes

Hoje, dia 14 de outubro, é o Dia Mundial do Diabetes e campanhas no mundo inteiro estão mostrando a dimensão desta doença e como nos prevenirmos dela.

A Federação Internacional do Diabetes (IDF) criou um vídeo sobre a doença e a conscientização deste problema, vale a pena ver e refletir sobre os nossos hábitos e dos nossos familiares e o que podemos fazer para mudar esta realidade.

video



O Diabetes Mellitus (DM) é uma doença crônica, representada por um grupo de distúrbios metabólicos que se caracterizam pelo aumento dos níveis de glicose na circulação sanguínea, conhecida como hiperglicemia, decorrente da deficiência na ação e/ou secreção do hormônio chamado insulina. 

O DM pode ser classificado em tipo 1 e tipo 2, além do DM presente durante a gestação. O DM1 é mais frequente em crianças e pessoas até 35 anos, sendo que seu desenvolvimento não tem relação direta com a dieta e o estilo de vida, mas sim com a destruição de células beta localizadas no pâncreas. Já o DM2 está estritamente relacionado à presença de excesso de peso, ausência de práticas alimentares saudáveis e inatividade física. Antigamente, dizia-se que era uma “doença de adulto”, porém com os níveis alarmantes de obesidade infantil presente em nossa sociedade, temos crianças e adolescentes sendo diagnosticados como diabéticos tipo 2. 

A Federação Internacional de Diabetes estima que mais de 300 milhões de pessoas tenham esta doença no mundo, sendo que grande parte desta população reside em países em desenvolvimento. No Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, o DM1 e DM2 juntos, atingem 10 milhões de pessoas. 

O dia 14 de novembro é conhecido como o Dia Mundial do Diabetes, ação que tem como objetivo colocar em discussão esta doença, assim como sua prevenção no caso do DM2 e seu manejo medicamentoso e dietético nos tipos 1 e 2. 

Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, o maior inimigo do diabético é o desconhecimento. O sucesso no tratamento do DM depende do estabelecimento de uma parceria entre o paciente, sua família e a equipe interdisciplinar constituída por endocrinologista, nutricionista, educador físico e psicólogo. 

O acompanhamento nutricional da criança e do adolescente com DM pode ser realizado de forma individual, com consultas regulares para avaliação do impacto da dieta e mudança de hábitos alimentares na glicemia. Outra forma de abordagem são os grupos transdisciplinares com a participação efetiva de áreas como Nutrição, Psicologia e Educação Física. 

No Espaço Dom Quixote trabalha-se com duas modalidades de grupos transdisciplinares com foco em saúde da criança e do adolescente. Um deles é o Grupo de Reeducação Alimentar, coordenado por nutricionista e psicóloga, onde o objetivo é dar suporte a criança na transformação do modo como lida com sua alimentação, visando a adoção de práticas alimentares saudáveis dentro do contexto familiar e social. Já o Grupo Mexa-se tem como foco a promoção de saúde através da educação alimentar e da prática de atividade física regular, servindo como um espaço lúdico para que o público infantil possa inserir-se num contexto de vida mais saudável.



Daniele Santeti - danielenutri@espacodomquixote.com.br
Nutricionista do Espaço Dom Quixote
Mestranda em Saúde da Criança e do Adolescente (UFRGS)

Grupo Mexa-se


Palestra na Dalkia

Nos dias 31 de outubro e 1º de novembro, a psicóloga Fabíola Scherer Cortezia esteve na empresa Dalkia ministrando uma palestra sobre “Motivação e trabalho em equipe: um desafio possível”. 

Cerca de 160 funcionários da empresa participaram da palestra e puderam pensar sobre seu papel dentro da empresa, a importância da iniciativa no trabalho em equipe e o quanto o diálogo auxilia no trabalho cotidiano. 

O Espaço Dom Quixote vem expandindo seu trabalho para além das palestras e oficinas nas escolas, englobando também as empresas, uma vez que os pais e cuidadores de crianças e adolescentes precisam estar bem para ajudarem seus filhos no desenvolvimento dos mesmos. 

Foi um prazer passar uma manhã e uma tarde com os funcionários da Dalkia e perceber como estes momentos de reflexão nas empresas podem fazer bem para a equipe e para o andamento da empresa.








Filhos do divórcio



O momento da separação de um casal envolve muitos sentimentos, sofrimento, dor, dúvidas e podem ser vivenciados de diversas formas pelos filhos. No entanto, a maneira como os pais lidam com a situação não é sem consequências para seus filhos. Levando em conta esse tema, indico o texto da psicanalista Magda Mello que trata de forma clara e consistente a trama envolvida no processo de separação de um casal e as consequências psíquicas para os filhos. Boa leitura! 

Filhos do Divórcio

O tema do divórcio ou das separações entre casais atualmente circula em grande número de famílias, trazendo consigo consequências que poderão afetar os filhos. Mas poderíamos nos perguntar: será que o estado de desentendimento entre pais não abala o filho tão profundamente quanto à separação ou divórcio? Como é que numa casa em que vivem o pai e a mãe em estado de desentendimento a criança poderia não se sentir ameaçada na sua integridade física e mental? Muitos destes filhos são bastante angustiados e chegam a perguntar para os pais: “vocês vão se separar?” Eles gostariam de saber se os pais vão se separar ou continuar brigando. 

Na verdade o divórcio legaliza o estado de desentendimento e leva a uma libertação da atmosfera de discórdia e a uma nova situação para os filhos. Para estes, o assunto inicialmente é misterioso, mas não deve permanecer como tal. De fato, o divórcio é uma situação legal que traz uma solução também para os filhos. 

Por outro lado, estudos atuais nos apontam para a Síndrome de Alienação Parental que se caracteriza por um dos pais afastar os filhos do outro. As mães ou pais que afastam os filhos do ex não estão procurando prejudica-lo. Na maioria dos casos a alienação é feita de forma inconsciente, mas abriga claramente sentimentos de vingança em relação ao outro, em especial quando o(a) ex já se casou ou constituiu uma nova família. Também confundem conjugalidade com parentalidade, acreditando que os problemas do relacionamento dos dois se estendem à criança, que a pessoa acredita estar protegendo. A ideia não é prejudicar o filho, mas dificultar a vida do outro. 

As consequências das ações exercidas sobre as crianças em afastá-la de um dos pais podem ser bastante sérias: 

1) pode levar à psicose ; 

2) a criança poderá mais tarde rebelar-se contra quem detém a guarda e a colocou contra o pai ou a mãe; 

3) repetição do padrão de comportamento (esquizóide) cindido entre o bem e o mau para a sua própria vida futura. Quer dizer: se um dos pais é o bom e o outro o mau, assim ela imprime este padrão na vida com as ouras pessoas. 

O único tratamento para pais e crianças atingidos pelas consequências destes conflitos é a psicoterapia. O problema é que a maioria se recusa a reconhecer estas questões. Portanto, é preciso encontrar um arranjo que resolva a situação da separação sem afastar nem pai nem mãe dos filhos, amenizando os sofrimentos de todos. 

Cabe lembrar, que a construção das imagens dos pais servirão de modelos de identificação e de escolhas futuras do filho em relação a sua vida afetiva. O pai, por exemplo, só assume importância na vida da criança pequena pelo fato de a mãe nomeá-lo e pelo valor atribuído a ele nas suas palavras. A mãe tem valor por si só, mas o pai se reverte em recurso afetivo da mãe, a qual, referida a ele, torna-se o recurso afetivo do filho. Este é o padrão afetivo normal da família. O homem irriga a mulher e esta supre os filhos. Quando isto se rompe todo o cuidado é pouco para que não se destrua a imagem dos pais para os filhos! 

*Autora do texto: Magda Mello – psicóloga, psicanalista, Doutora em Psicologia. Texto retirado do site: www.sig.org.br/artigos/ 


Thaís C. Chies - thaispsico@espacodomquixote.com.br
Psicóloga do Espaço Dom Quixote
Especialista em Infância e Adolescência; Psicanalista em formação pela Sigmund Freud Associação Psicanalítica

Visite uma Feira do Livro



A importância da leitura para o desenvolvimento social e intelectual do indivíduo é indiscutível. O acesso à informação nos dias de hoje é instantânea, basta dar um clique que tudo está na nossa frente, mas a leitura não tem apenas um caráter informativo e é esse outro lado que tem sido deixado de lado.

A leitura de bons livros auxilia no desenvolvimento do pensamento crítico. Quanto mais livros lemos mais aptos seremos a entender o que acontece à nossa volta, na nossa sociedade e no mundo inteiro. Livros trazem à tona a nossa imaginação, a nossa capacidade de abstrairmos a essência do que está escrito, a mensagem que o autor pretende passar para os seus leitores. Além, é claro, de auxiliar na ampliação do vocabulário e no aprendizado da escrita correta das palavras.

Muitos reclamam que os livros são muito extensos, que o vocabulário é difícil... enfim acham chato! Porém a diversidade de literatura que podemos encontrar é variadíssima e não precisamos começar com autores como Kafka ou Goethe, os chamados best sellers também podem ser opções para quem quer se aventurar no mundo da leitura.

Os pais têm um papel muito importante na criação do hábito de leitura nos seus filhos. Desde bebês o contato com a literatura é enriquecedor e para cada faixa etária há ótimas opções, é só entrar em uma livraria e procurar! Ou melhor ainda, ir a uma feira do livro! Até o final do ano várias cidades estão programando as suas feiras do livro, não deixe de se informar quando é a da sua cidade.

A Feira do Livro de Porto Alegre iniciou no dia 26 de outubro e até o dia 11 de novembro é um passeio para crianças, adolescentes e adultos. Além dos estantes dos livros há uma programação com mesas-redondas e debates, programação artística, oficinas, contação de histórias, teatros. 

Acesse o site e programe a sua visita: www.feiradolivro-poa.com.br


Fernanda Helena Kley - fernandafono@espacodomquixote.com.br
Fonoaudióloga do Espaço Dom Quixote
Pós-Graduanda em Neuropsicologia (UFRGS)


Comemorações no Espaço Dom Quixote


No último dia 19 de outubro, cerca de 30 crianças entre pacientes e amigos vieram ao Espaço Dom Quixote para uma comemoração dupla! 

O dia das crianças, que foi dia 12/10, e o aniversário de 3 anos do Espaço Dom Quixote, comemorado no dia 10/09.

As crianças que compareceram se divertiram com brincadeiras diversas e com o jogo kinect! 

No final da festa todas as crianças ganharam uma lembrancinha do Espaço Dom Quixote!

Foi uma noite muito divertida, veja as fotos!














2º Encontro de professores e equipe da Ambientoterapia


OFICINA: PRÁTICAS INCLUSIVAS

A diferença não pede tolerância, respeito ou boa-vontade. A diferença, desrespeitosamente, simplesmente difere.”
(SILVA, 2002, p. 66)


Foi realizado no dia 20 de outubro (sábado pela manhã) o 2º encontro de professores e equipe da Ambientoterapia. Foi um momento de ótimas trocas de experiências, que enriquecerá com certeza os nossos saberes e práticas.

O Espaço Dom Quixote agradece a todas as escolas participantes!

Profissionais que coordenaram a oficina:

- Caroline Ciceri - Psicóloga;
- Fabíola Scherer Cortezia - Psicóloga com Especialidade em Infância e Adolescência
- Fernanda Soares Fernandes - Psicóloga com Especialidade em Psicologia Clínica (TCC) e Coordenadora da Ambienoterapia
- Janete C. Petry - Psicopedagoga com Especialidade em Processos de Aprendizagem.






Não sei fazer isso, mas sei fazer aquilo!



Já estamos na reta final do ano letivo, agora as dificuldades se intensificam e os pais e professores começam a “correr atrás da máquina” para evitar repetências. 

Muitas vezes a solução está à nossa frente, está na maneira em que encaramos o problema. Algumas vezes uma mudança na forma de avaliarmos uma dificuldade faz toda a diferença. 

Deixo aqui como inspiração o documentário da HBO. Não sei fazer isso... mas sei fazer aquilo, conta histórias de crianças com diferentes dificuldades que conseguiram superar seus problemas quando foram percebidos além das suas dificuldades. 

O filme está todo no youtube...apertem o play e inspirem-se 

Parte 1:
http://www.youtube.com/watch?v=WurheIyza0s

Parte 2:
http://www.youtube.com/watch?v=MGoAlGUhtTA

Parte 3:
http://www.youtube.com/watch?v=epi-JsT6-Gk


Clarissa Paz de Menezes - clarissapp@espacodomquixote.com.br
Psicopedagoga do Espaço Dom Quixote

Atenção ao consumo excessivo de bebidas adoçadas


O consumo de bebidas adoçadas parece estar associado positivamente com ganho de peso em crianças, consequentemente ao aumento da glicemia (taxas de açúcar no sangue) em exames de rotina, levando assim a um possível desenvolvimento futuro de diabetes tipo 2. 

Por bebidas adoçadas entende-se refrigerantes, sucos industrializados, chás, águas saborizadas, refrescos, entre outras. É sugerido que o açúcar, quando consumido na forma líquida, apresenta um menor poder de saciedade, elevando assim o consumo deste tipo de bebida. 

Ciente deste panorama, o Conselho de Saúde da cidade de Nova York, nos Estados Unidos, aprovou a proibição da venda de bebidas adoçadas com um volume maior que 473 ml em lancherias e restaurantes. O desrespeito a esta conduta é passível de multa num valor de U$$200 (em torno de R$ 400 reais). 

Será que esta norma auxiliará na redução dos índices de obesidade infantil? 

LEMBRE-SE: 

Prefira sucos naturais, polpas de fruta congeladas, sucos concentrados ou versões industrializadas sem adição de açúcar. O suco em pó deve ser evitado, assim como o néctar de fruta que possui entre seus ingredientes apenas de 20 a 30% de polpa de fruta. 


Daniele Santetti – danielenutri@espacodomquixote.com.br 
Nutricionista do Espaço Dom Quixote

E a luz se fez...




Os soldados voltavam da “grande” guerra. Encontraram a aldeia tal como a deixaram, cem anos atrasada em relação aos lugares que percorreram.
E à noite, no serão, enquanto o candeeiro fumacento tremeluzia, os mais ousados observavam:
-        E dizer que temos uma grande nascente, bem no meio da aldeia, que faz girar o moinho do André, e que com essa água seria tão fácil produzir eletricidade!
Os sonhadores de planos, os fazedores de projetos, os palradores repetiam:
-        E isso seria tão fácil!
-        Poderíamos iluminar-nos com tão pouca despesa!
-        A nossa aldeia ficaria tão transformada!
Os céticos, porém, sabendo o resultado daquelas veleidades, concluíram:
-        Sempre vivemos com a nossa madeira resinosa e o nosso candeeiro fumacento... Dizer e fazer são duas coisas diferentes...
Um dia, Mathieu pôs mãos à obra: fundou um sindicato, mandou estudar um projeto, arranjou fundos. Não é preciso dizer que as autoridades, a administração e a prefeitura puseram-se contra ele.
E os “inovadores” tão corajosos e os sonhadores de planos divertiram-se a perturbar, com o seu ceticismo, a empresa temerária daquele que pretendia transpor para a realidade os sonhos dos palradores.
Mas, certa noite, a eletricidade iluminou a aldeia!... A luz se fez!... Em volta dos candeeiros espalhados ao longo das ruas, a juventude dançou festejando o milagre finalmente realizado.
A luz tornara-se, então, uma coisa pública, evidente e definitiva, e os “inovadores”, os sonhadores de planos e os palradores elogiaram seus benefícios. Hábeis na arte de explorar o trabalho dos outros, formaram um comitê, informaram os jornais e, na inauguração oficial, convidaram aqueles mesmos que  se haviam oposto ao projeto audacioso, o prefeito à frente.
No entanto, esqueceram-se de Mathieu, que pegou a enxada e foi para o campo, cuidar da futura colheita. Aliás, já tivera sua recompensa, pois fizera jorrar a luz!
( fragmento do livro “Pedagogia do bom senso”, de Célestin Freinet)

Esta história de Freinet retrata, ainda hoje, a educação brasileira: temos muitos professores sonhadores, fazedores de projetos e palradores que estão sempre planejando a escola ideal, descrevendo o aluno desejado, discutindo as propostas adequadas e discursando sobre a importância da educação.
Aí chegam os céticos da profissão e despejam um balde de água fria dizendo que não vale a pena sonhar, planejar e discutir porque nada vai mudar.
Com certeza as mudanças, a “reforma” na educação não acontecerão apenas nos gabinetes, nos palanques e nos discursos dos mais inflamados intelectuais. As mudanças acontecerão graças ao trabalho dos Mathieu das escolas, daqueles que sonham, planejam, discutem e realizam o trabalho pedagógico diariamente.
O professor pode estar insatisfeito com sua profissão, com a falta de valorização e o desrespeito crescente mas, ao assumir a tarefa de educar assume uma postura ética de compromisso com a verdade e  aprendizagem. Assume o papel de inovar e desenvolver conhecimento, tanto para si como para com seus alunos, respeitando as possibilidades de cada um.
A estes professores, os Mathieu das escolas, que desejam e merecem a valorização e reconhecimento, mas não esperam por ela para realizar seu trabalho queremos parabenizar e encorajar. Parabenizar pela seriedade com que realizam seu trabalho, não medindo esforços para todos os alunos desenvolvam aprendizagem. Encorajar a continuar com um trabalho ético e responsável em suas salas de aula construindo redes de energia para que seus alunos possam irradiar conhecimento e construir pontes com novos saberes.

Parabéns professores e professoras!

Janete Cristiane Petry - psicopedagoga do Espaço Dom Quixote
janetepp@espacodomquixote.com.br

Palestra Dificuldade Alimentar


Dia de ser criança


A dica de dia das crianças é clichê. Mas, ela só continua sendo clichê porque ainda temos dificuldade em a levarmos a sério. Precisamos tornar o dia das crianças simbólico, novamente. Digo com isso que precisamos diminuir nos presentes caros, nas inúmeras aulas, danças, línguas e lutas das quais enchemos os horários de nossas crianças. Precisamos deixar que as crianças sejam e ajam como crianças. E para isso precisamos mostrar a elas como se faz.
Lembro-me de quando era criança e de todas as fantasias que rodeavam o mundo adulto. Quem nunca brincou de ser adulto? Ou imaginou que tudo fosse diferente?  Mas, talvez um pouco decepcionados (ou realistas), percebemos que a vida adulta nem sempre é tão divertida ou invencível como imaginávamos. Bem pelo contrário, nos tornamos adultos sérios, fechados e sem criatividade. Esquecemos como se ri de piadas sem graça, como é bom andar de pé no chão ou até mesmo tomar um banho de chuva. Esquecemos que um quebra-cabeça pode ser muito divertido, algumas latas podem fazer muito barulho ou simplesmente olhar um filme de desenho animado pode ser o melhor programa para uma tarde vazia.
Com o tempo esquecemos e perdemos a simplicidade e ingenuidade que a infância nos permite. Perdemos a satisfação com pequenas lembrancinhas ou presentinhos. Precisamos sempre de mais, muito mais. E o que acontece com isso? Ensinamos àqueles que ainda estão vivendo essa fase tão mágica que brinquedos precisam ser grandiosos, que não podemos nos sujar ou ter um tempo livre para brincar no pátio de casa. Ensinamos inconsciente ou conscientemente (ainda não sei), para nossas crianças a serem pequenos adultos. Perdemos a ingenuidade da Páscoa e seu coelhinho, do Natal e seu Papai Noel, dia das crianças e seu simbolismo.
Que nesse dia das crianças possamos presentear nossos pequenos com carinho, bagunça, risadas e algumas guloseimas. Que os presentes não representem nossas faltas, erros ou até mesmo chantagens emocionais. Pelo contrário, que as pequenas lembrancinhas, presentinhos criados com sucata, desenhos e criações sejam fruto da nossa presença e do nosso reconhecimento deste dia.
Que você, adulto, consiga demonstrar para sua criança o real significado e sentido do dia das crianças e da infância tão cobiçada por nós adultos. Que deixemos nossas crianças serem apenas crianças. E para você adulto: redescubra sua criança interior. Depois disso? Feliz dia das crianças para todos nós, eternas crianças!
Caroline Ciceri - Psicóloga do Espaço Dom Quixote
carolinepsico@espacodomquixote.com.br

Cursos da semana - Inclusão e Autismo

No dia 04 de outubro a psicopedagoga Clarissa Paz de Menezes esteve palestrando para os professores da Escola São José em São Leopoldo sobre inclusão e práticas inclusivas com a palestra "Inclusão, um desafio possível". Os professores puderam discutir o que está sendo feito a respeito da inclusão e como agir frente a casos desafiadores.

Já no dia 06 de outubro ocorreu no auditório do Espaço Dom Quixote a Oficina Estimulação de Crianças com Autismo ministrado pelas psicólogas Caroline Ciceri e Fabíola Scherer Cortezia, a fonoaudióloga Fernanda Helena Kley e a psicopedagoga Clarissa Paz de Menezes. A manhã foi inteiramente dedicada a atividades e dinâmicas que podem ser utilizadas com crianças com autismo e as 24 participantes puderam conhecer vários materiais e experimentarem elas próprias as atividades sugeridas.

Alguns dos materiais utilizados na oficina

Professores, profissionais da saúde e mães participaram

As profissionais do Espaço Dom Quixote

Atividade com o para-quedas

Todo mundo experimentando

Colocando "a mão na massa"

Brincando com música

O Espaço Dom Quixote pode ir até a sua escola para ministrar estas oficinas. Entre em contato conosco.

Palestra Dificuldade Alimentar


Oficina Estimulação de Crianças com Autismo


Turma confirmada! Últimas vagas, aproveite!


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O brincar e o Autismo



Já sabemos que a brincadeira e o ato de brincar é uma das nossas primeiras aprendizagens e de onde exercitamos, interagimos e descobrimos o mundo. Para os autistas, onde há uma defasagem desses quesitos, é fundamental a ajuda do outro para que se descubram esses caminhos e se explore o mundo ao redor. 

Pais, professores, profissionais ou qualquer envolvido no mundo autista reconhece o quanto esse percurso é delicado, trabalhoso e muitas vezes cansativo. Por isso, seguimos com algumas dicas básicas para estimular e brincar com os autistas. 

Lembramos que nossas dicas podem e devem ser adaptadas de acordo com as capacidades e necessidades de cada um, onde o principal é apreciar e curtir a hora do brincar! 

Para dar início à sua participação e contato, é importante que os brinquedos utilizados sejam sempre do cotidiano da criança. Aqueles com os quais ela gosta de estar e pelos quais ela tenha apego. É relevante que a entrada do adulto na brincadeira seja gradual e percebida pela criança. Não invada seu espaço sem anunciar sua chegada! 

Assim que sua aproximação for percebida, seja paciente, pois isso poderá levar algum tempo até que sua entrada seja aceita e incluída no brincar. Por isso, não desista na primeira tentativa e não se frustre. Sua participação acontecerá depois de muita observação, insistência e paciência. 

Brinque com seus brinquedos, repita seus movimentos, chame atenção para aquilo que você também está percebendo. Dê significado e sentido para suas palavras. Reaprenda a brincar, se coloque neste outro lugar. Elogie iniciativas, diga o nome dos objetos e suas cores. Tudo isso deve sempre ser feito com frases curtas, objetivas e claras. 

É importante permitir à criança, e incentivá-la, a descobrir novas texturas, cheiros e lugares. Permita a sujeira, a meleca, a criação. Se suje também! A resistência irá acontecer, mas deve ser trabalhada de acordo com o tempo da criança e do adulto (todos temos dificuldades com alguma coisa ou outra), insira materiais novos aos poucos. Passe confiança e participe. 

Procure seu olhar, sempre que possível. Chame a atenção para suas expressões faciais, movimentos da boca e do corpo. Celebre a troca de olhares, a compreensão de uma fala. Exagere nas caretas, surpresas e aprovações, torne sua participação interessante e seu rosto tradutor de acontecimentos, sentimentos. 

Junto a tudo isso é necessário não exagerar nos estímulos e nas distrações sensoriais. Tudo deve ser moderado para que sua organização aconteça. Exagere apenas naquilo que lhe é conhecido, aceito. Exagere sempre no carinho, no afeto. Exagere na paciência, na persistência e nos pequenos detalhes. Reconheça pequenos avanços e não desista frente à indiferença! 

Quer mais dicas práticas? Entre em contato com o Espaço Dom Quixote e participe da oficina de Estimulação de Crianças com Autismo que ocorrerá dia 06 de outubro. 


Caroline Ciceri - carolinepsico@espacodomquixote.com.br
Psicóloga do Espaço Dom Quixote

Oficina de Estimulação de Crianças com Autismo


Música na Sala de Aula?



Sempre recomendo a utilização da música e/ou seus recursos dentro da sala de aula. É um recurso que todas/os podem utilizar, propicia uma atividade diferente, interessante e prazerosa, sem custo nenhum. Promove diversos benefícios e pode fazer toda a diferença. Atividades musicais podem auxiliar em praticamente todos os objetivos que se quer trabalhar, pois envolvem todas as áreas do cérebro. 

Fica a dica! A música e/ou seus elementos aumenta a concentração e atenção, auxilia na fixação dos conteúdos, além de poder ser utilizada para melhorar a interação entre as/os alunas/os e alunas/os e professoras/es, aprimorar a coordenação, introspecção, autoestima, entre outros. 

Imagine aquele dia em que estão todos desatentos e agitados. Ou com muito sono em um dia chuvoso. Como arranjar uma maneira de fazer as alunos prenderem a atenção e assimilarem o conteúdo? Por que não utilizar uma atividade musical como recurso? Uma atividade que exija atenção como “morto e vivo musical” (ao ouvir uma palma, levanta, um assovio, abaixa), ou estabelecer sílabas ou sons para cada gesto (levantar um dedo – dizer “Du”, levantar dois dedos dizer “Dudê”). Cada aluno pode comandar um pouco, ou o famoso “espelho”, onde cada um tem que imitar os gestos do comandante da forma mais sincronizada possível. Essas atividades exigem o máximo de atenção e concentração, excelentes para passar o conteúdo após. Qualquer canção ou atividade que se diminuía a velocidade progressivamente, diminui também a velocidade da respiração, dos batimentos cardíacos, acalmando e aumentando a atenção. 

E como facilitar o aprendizado? Atividades musicais auxiliam na memorização e compreensão do conteúdo. Hoje em dia há vários grupos musicais como Palavra Cantada, Thelma Chan, Beto Herrmann, Bia Bedran, entre outros, com músicas específicas para determinadas disciplinas ou conteúdos, seja português, estudos sociais, ciências, matemática, geografia, línguas estrangeiras, literatura, além do universo de músicas para a educação infantil, que auxiliam na linguagem, alfabetização, todo o cognitivo, como a percepção, memória, concentração, raciocínio, auxiliam na rotina, desenvolvem a expressão, sensibilidade, criatividade, autoestima, afetividade, o toque, a cooperação, respeito, diminuem a ansiedade, promovem a interação social, a aceitação do outro, o aprender a lidar com o novo, com frustrações, limites, além da coordenação motora, e muito mais. 

Criar canções, modificar o texto de uma música inserindo o conteúdo da disciplina são excelentes meios dos alunos se envolverem e realmente fixarem o conteúdo. Uma apresentação de composições realizadas em grupo rende uma aula e tanto! 

A música é um excelente recurso para inclusão por promover a interação, facilitar o aprendizado, além de tantas outras habilidades como as citados acima. É uma atividade prazerosa que deixará os alunos mais motivados para aprender. Rodas cantadas, histórias cantadas, jogos de copos, jogos de mãos, criação de instrumentos musicais, brincadeiras rítmicas, composição, utilizar música de fundo para controlar o volume do som das crianças/adolescentes (eles mesmos se policiam de modo que se não estiverem escutando a música, precisam diminuir o barulho) são algumas das tantas possibilidades e vantagens do uso da música em sala de aula. 


Luciana Steffen - lucianamt@espacodomquixote.com.br 
Musicoterapeuta do Espaço Dom Quixote 
Mestranda em Teologia (Gênero e Musicoterapia) - EST