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Singularidade



Ser singular é ser único, diferenciar-se num mundo de iguais. Não é nem ser mais, nem ser menos, mas é ser único. 

A vida é um encontro entre X e Y. Alguns encontros são “perfeitos”, outros deixam marcas, cicatrizes que acompanham o ser humano pelo resto de sua vida. 

Os portadores da Síndrome de Down apresentam esta marca na sua aparência física, no olhar, no falar, nos movimentos, na sua estatura. 

O tempo de aprender é outro, sem tanta pressa, mas cheio de possibilidades. Precisam de apoio e estímulo para acompanhar as muitas informações e selecionar as mais importantes. Com o envolvimento da família, professores e colegas desenvolvem sua aprendizagem e avançam na sua formação. 

O sorriso, a afetividade e a alegria fazem parte do jeito de ser de muitos representantes da Síndrome de Down. Mas há também aqueles mais determinados, quase teimosos, de tanto insistir quando querem alguma coisa. 

Dizem que o X é frágil, por isso essa diferença. Não vejo fragilidade, mas determinação em abrir espaço numa sociedade cheia de preconceitos e sem a maturidade para compreender a singularidade do ser humano. 

Descobrir-se e desenvolver-se é projeto pessoal de toda pessoa, mas para que todos tenham oportunidade é preciso a possibilidade de mostrar seus talentos. Os caminhos para tal são os mais diversos, principalmente nas artes onde exibir-se sem medo é essencial para o sucesso. 

O cinema tem criado possibilidades para portadores da Síndrome de Down mostrarem seu talento. Um dia você acorda, sai para a rua e acha que as pessoas a sua volta são diferentes, diferentes de você. Na verdade o diferente é você. O filme City Down, de José Mattos, mostra a história contada na perspectiva dos portadores de Down e como o diferente para uns pode ser o normal para outros. 

Está estreando no cinema outro filme, “Colegas”, de Marcelo Galvão, que conta a história de dois rapazes aventureiros e uma garota romântica que tem em comum, além de sonhos, serem portadores da Síndrome de Down. Eles fogem do instituto onde vivem para realizar seus sonhos: ver o mar, casar e voar. 

Mas nem só no cinema há a possibilidade de ser visto e reconhecido. Um jovem talentoso, simpático, tímido e muito carinhoso mostra sua habilidade na bateria numa apresentação filmada pela família e postada no youtube. Vale a pena conferir o Alisson, amigo do Donqui, muito feliz e compenetrado, dando um show.

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Acesse também: www.youtube.com/watch?v=uMDUSMMcRPU

Dia 21 de março é o Dia Internacional da Síndrome de Down.


Janete Cristiane Petry - janetepp@espacodomquixote.com.br
Psicopedagoga do Espaço Dom Quixote

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