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O uso do andador infantil

O primeiro ano de vida do bebê é marcado pela aquisição de habilidades que são aprimoradas a cada mês. Uma delas é a aquisição do engatinhar entre o 8º e o 9º mês. Nessa fase é comum que os pais coloquem seus bebês em andador infantil com a finalidade de incentivar o desenvolvimento motor. Alguns estudos relatam que se deve evitar o uso do andador infantil, pois a criança perde a chance de engatinhar e desenvolver a noção de espaço, além de não poder testar sua capacidade de equilíbrio. Além disso, estes estudos apontam que o andador não influencia na habilidade do engatinhar e que o desenvolvimento motor sofre influência de vários fatores. A escolha dos pais de permitirem que seus filhos usem ou não o andador infantil pode fundamentar-se em crenças culturais, mitos sociais e/ou interesses pessoais. 



No ponto de vista da ortopedia, o engatinhar ajuda a fortalecer a coluna e posicionando-a de maneira correta, pois vendo crianças utilizando o andador observamos que ela caminha na ponta dos pés e quando começa a andar sua marcha é semelhante. 

Apesar de a Associação Brasileira de Pediatria desaconselhar esse dispositivo devido ao alto número de acidentes relacionados ao seu uso (quedas de escadas, traumatismos crânio-encefálicos) bem como à expectativa de atraso na aquisição da marcha relacionada ao uso do mesmo, muitos pais e cuidadores insistem no uso do andador devido à sua praticidade. 

O bebê é suscetível aos estímulos vindos do ambiente, o que torna essencial e oportuna as várias formas de movimentos que possam garantir o desenvolvimento e o crescimento adequados. Estas posturas variadas proporcionam competências para ela corresponder às suas necessidades e às de seu meio. O meio em que o bebê vive influencia seu aprendizado motor de maneira complexa, e a casa é o principal agente de aprendizagem e desenvolvimento. Neste contexto estão incluídos jogos, práticas culturais e brinquedos disponíveis à criança, os quais exercem grande influência no desenvolvimento de suas habilidades motoras e, principalmente, no incentivo dos pais nesse processo. 

Rolar, engatinhar, descobrir e explorar o local onde a criança vive é ideal para um perfeito desenvolvimento. O bebê precisa do chão da sala ou de qualquer lugar onde tenha um local limpo e seguro, além de alguns brinquedos direcionados, conforme a idade. 

É assim que uma criança vai crescer saudável e ter o seu desenvolvimento normal, não necessitando do andador.


Letícia Salin - leticiafisio@espacodomquixote.com.br
Fisioterapeuta do Espaço Dom Quixote

1 comentários:

Cristiane Pereira Gama disse...

Olá Leticia, adorei a matéria!... também sou contra aos andadores tradicionais....meus filhos nunca usaram e sempre prezei muito pela segurança deles, sempre participando e acompanhando os primeiros passinhos ....fica minha dica de um andador diferente dos tradicionais, e tipo um macacãozinho que uso no meu filho, a Ana adora e minhas costas agradecem ;), comprei no no site www.andanenem.com.br, Beijos.