Módulo "O corpo na aprendizagem"
on 30 de setembro de 2013
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O desenvolvimento da fala
on 26 de setembro de 2013
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Fonoaudiologia
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Sugiro a leitura deste texto que traz pontos importante sobre o desenvolvimento da linguagem e fala das crianças e ainda esclarece algumas dúvidas!
Trocar letras e gaguejar é comum até certa idade na infância
Fonoaudióloga Solange Dorfmann
A fala é a concretização de um processo que começou desde os cinco meses de vida intrauterina, quando a cóclea, principal responsável pela audição, se forma. A criança recebe estímulos desde então, por meio dos batimentos cardíacos da mãe, da voz dela e de pessoas próximas. O processo de maturação auditiva, essencial para o aprendizado da comunicação oral, se desenvolve intensamente até os sete anos de idade.
Quando observamos uma criança que ouve normalmente e demora mais de dois anos para falar as primeiras palavras, temos que analisar se ela não se comunica, se ela usa gestos comunicativos, se interage, se tem condições anatômicas íntegras do sistema sensório motor oral, entre outras. Uma demora a falar pode ter como causa pouca estimulação, como no caso de crianças que ficam com mães ou babás que falam pouco e não vão a escola nem tem irmãos, etc. Pode ser porque a família é bilíngue e ela tenha que processar duas línguas, ou então ela pode ser portadora de deficiência intelectual, motora. Cada caso é um caso.
Trocar as letras é normal?
Ao iniciar a fala, algumas crianças podem confundir fonemas parecidos, como o "pê" e o "bê". A discriminação desses sons é um refinamento do processo auditivo que pode vir a maturar até o sexto ano de vida, mas é desejável que até os cinco anos já esteja estabilizado devido ao processo de aletramento. A maior parte das crianças já fala corretamente nessa idade. Algumas demoram mais nesse processo e podem vir a ter complicações escolares. Uma minoria ainda carrega essa dificuldade até a vida adulta, devendo receber o acompanhamento adequado.
E se a criança gaguejar?
Por mais que seja normal a criança trocar algumas letras durante o processo de aprendizado, é importante que os pais a corrijam quando ela se equivocar
Durante o processo de desenvolvimento de linguagem é normal um período de disfluência fisiológica, que ocorre geralmente entre três e quatro anos. Nesse período a criança está processando diversas informações, como os sons que precisam ser emitidos, os significados, o sentido.
Essa fala disfluente, entretanto, caracteriza-se pelas repetições e hesitações, normalmente sem esforços ou bloqueios presentes na gagueira. Os pais podem contribuir aceitando e valorizando os esforços dos pequenos, promovendo momentos comunicativos significativos e jogos verbais. Contar estórias, narrar acontecimentos diários, jogos simples como procurar objetos que começam com uma letra específica naquele ambiente, jogos de significados como: "O que compramos na feira?", "que objetos usamos na pracinha?", ou "o que rima com..." são indicados.
Uso dos gestos para se comunicar
Algumas crianças, já em idade de falar, podem preferir se comunicar por meio de gestos, apontando objetos que ela quer pegar ou fazendo sinais de sim e não com a cabeça. Nesse caso, se a deficiência auditiva estiver descartada, a indicação é que se estimule a produção oral de criança, não "aceitando" apenas gestos indicativos. Assim os pais, mesmo sabendo o que a criança quer, devem verbalizar a pergunta. Um exemplo, se a criança aponta para um filtro, o pai pergunta: "Você quer o que? Água?" e valoriza as emissões mesmo que de parte das palavras.
Uma dica é retirar os objetos e brinquedos do alcance para ela ter que pedir. O gesto indicativo (apontar) é uma forma de comunicação bastante primitiva, mas se a criança passa a fazer gestos simbólicos, como uma gesticulação que indique estar bebendo água, já é um avanço com relação ao simples apontar.
Corrija se ela disser algo errado
Por mais que seja normal a criança trocar algumas letras durante o processo de aprendizado, é importante que os pais não se adaptem ao vocabulário da criança e a corrijam quando ela se equivocar, mas sempre de forma positiva, oferecendo na fala o modelo adequado. Se ela fala "tadeira", por exemplo, a mãe pode falar, "você sentou na cadeira?", "essa cadeira é alta/baixa'... E por aí vai. Isso é melhor do que repetir o padrão errado numa critica ou represália, dizendo coisas como "não é uma tadeira!", mesmo porque a criança não tem culpa de falar errado. Ela é apenas imatura, foi pouco/mal estimulada ou apresenta alterações diversas como as já descritas.
Causas comuns de alteração da fala
Além de deformidades da cavidade oral, os fatores que ocasionam alterações de fala podem ser também hábitos alimentares, hábitos deletérios (sucção digital ou de chupeta), respiração oral, falta de estimulação, traumas emocionais, modelos inadequados, deficiência auditiva ou mental, entre outros.
Se você perceber que o seu filho está demorando muito para falar ou possui algum tipo de alteração suspeita da fala, procure um fonoaudiólogo.
Texto retirado de:
Fernanda Helena Kley - fernandafono@espacodomquixote.com.br
Fonoaudióloga do Espaço Dom Quixote
Pós-graduada em Neuropsicologia UFRGS
O sintoma na infância
on 23 de setembro de 2013
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psicologia
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A infância é repleta de sintomas. Fase que borbulha descobertas, em que a pequena criança começa a se aventurar por um universo de possibilidades para além daquele espaço em torno de si e do corpo da mãe. Mesmo quando tudo “vai bem”, os sintomas aparecem, são aqueles chamados estruturais - necessários, digamos assim, para que a criança possa neles sustentar seu crescimento. Aqui não falamos, então, de sofrimento psíquico, mas sim dos sintomas do desenvolvimento (que são para todos), frente à demanda do Outro.
Segundo Mannoni (1987), o sintoma vem no lugar de uma palavra que falta ou como uma máscara ou palavra cifrada.
O fantasma, isto é, o sintoma, aparece como um véu, cuja função é esconder o texto original ou o acontecimento perturbador. Enquanto o sujeito permanece alienado em seu fantasma, desordem se faz sentir ao nível do imaginário: é para Hans a sua fobia de cavalos; para o homem dos lobos, suas fobias e finalmente sua alienação nesse corpo fantasmado. O sintoma, como mostra Freud, inclui sempre o indivíduo e o Outro. (Mannoni, 1987, p. 38)
Para Freud (1926), um sintoma (pensando-se em sofrimento), é um sinal e um substituto de uma satisfação instintual que permaneceu em estado jacente; é uma consequência do processo de repressão. A repressão se processa a partir do ego quando este – pode ser por ordem do superego - se recusa a associar-se com uma catexia instintual que foi provocada no id. O ego é capaz, então, por meio de repressão, de conservar a ideia que é o veículo do impulso repreensível a partir do tornar-se consciente. A análise revela que a ideia amiúde persiste como uma formação inconsciente.
Em contraponto a isso, podemos pensar no desenvolvimento infantil, e nas crianças bem pequenas e seus medos, algo que lhes toma intensamente e que muitas vezes os impossibilita de realizar ou finalizar alguma atividade: um passeio com a intenção de “conhecer” o Papai Noel, mas que a criança paralisa a alguns passos de seu objetivo; ou ainda todo imaginário em torno de um quarto escuro e os monstros e bruxas que ali podem habitar. Existem ainda os amigos imaginários, que os possibilitam pensar (idealizar) e vivenciar como gostariam que suas relações se dessem no real. Enfim, a lista é bastante extensa, e está toda a serviço dessa árdua tarefa que é crescer e se constituir um sujeito.
Segundo Corso (2005), infância e monstros andam juntos. Tais monstros comparecem ao chamado delas, mas a questão é discernir quando eles vêm para ajudá-las, das vezes em que o susto é fonte de sofrimento. Segundo o autor, muitas vezes eles estão a serviço de ajudá-las no processo de crescimento, na medida em que catalisam a angústia difusa da criança, permitindo a transição da vigília para o sono. Pode parecer ruim, mas é melhor sentir medo de alguma coisa específica, que tem até nome (por exemplo, a “Cuca”), do que angústia.
“O medo é algo que se pode controlar, sabemos onde está, já a angústia não tem contornos, está em toda parte e ninguém pode nos ajudar. Seria muito pior ficar olhando a escuridão sem poder supor o que ela esconde, sabe por que? Porque no escuro ou ao adormecer os pequenos (e as vezes os grandes) perdem-se de seus contornos pessoais, sentem-se diluídos, inexistentes, dá vertigem, medo de morrer. Se o monstro está em baixo da cama, ou é nomeado pela cantiga de ninar, então a mãe, esse ser gigantesco e poderoso, que faz dos bebês o que quer, não é a encarnação do monstro. Paradoxalmente, nesse momento o monstro ajuda a criança a acalmar-se para adormecer.” (Corso, 2005; p. 2)
Referências bibliograficas:
CORSO, Mario. “Cada criança tem seu monstro da guarda”. Publicado no Jornal Zero Hora, Caderno Meu Filho – 2005.
FREUD, Sigmund. “Inibições, sintomas e ansiedade”. 1926 in Obras Completas.
MANNONI, Maud. “A criança sua “doença” e os outros”. Tradução A. C. Villaça – 3ª edição – Rio de Janeiro; Guanabara, 1987.
Janaína Carloto - janainapsico@espacodomquixote.com.br
Psicóloga do Espaço Dom Quixote
Módulo TDAH
on 19 de setembro de 2013
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cursos e palestras,
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O poder da Quinoa
on 16 de setembro de 2013
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nutrição
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A quinoa, ainda muito pouco conhecida, é um alimento de alto valor biólogico e foi considerada pela FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) “o alimento completo” por possuir os 16 aminoácidos que não são produzidos pelo nosso organismo de extrema importância para o corpo humano.
Além disso, possui uma grande concentração de proteínas, ferro, zinco, magnésio, manganês e potássio, vitamina B1, B2, B3, D e E. Possui propriedade cicatrizante, analgésica e anti-inflamatória.
Por ser rica em proteínas, a quinoa ajuda no fortalecimento muscular, principalmente para quem pratica atividades físicas. Suas quantidades significativas de ômega 3 e 6 são importantes aliados na prevenção de doenças cardiovasculares e redução do colesterol. Ela também é rica em cálcio prevenindo a osteoporose, e ótima para as crianças por estarem em fase de crescimento.
As vitaminas do complexo B presentes na quinoa são parte essencial para o bom funcionamento do sistema nervoso, manutenção muscular e síntese de hormônios. Além disso, as fibras presentes no grão auxiliam o bom funcionamento do intestino e dão a sensação de saciedade, podendo favorecer o emagrecimento.
Por não conter glúten, é altamente indicado aos celíacos.
A quinoa pode ser encontrada em grãos, flocos e farinha, pode ser adicionada a sucos, sopas, no arroz, feijão. Flocos podem ser utilizados no lugar da aveia, flocos de arroz, cereal matinal (granola), adicionado em salada de frutas, saladas salgadas, etc.
Pode ser encontrada nos supermercados ou casas de produtos naturais.
Cristine Cassel - cristinenutri@espacodomquixote.com.br
Nutricionista do Espaço Dom Quixote
Módulo de Transtornos de Personalidade
on 12 de setembro de 2013
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Cama elástica pode ajudar pessoas com autismo
on 9 de setembro de 2013
Marcadores:
autismo,
fisioterapia
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Segue uma reportagem bem legal sobre o uso da cama elástica com autistas.
Muitas pessoas acham que a cama elástica é utilizada só para pular. Porém ela beneficia muito na percepção do seu próprio corpo, na postura, no equilíbrio, fortalece a musculatura e ajuda a relaxar muito!
Acessem através do link:
http://camaselasticas.blog.br/2013/08/05/cama-elastica-pode-ajudar-pessoas-com-autismo/
Letícia Salin - leticiafisio@espacodomquixote.com.br
Fisioterapeuta do Espaço Dom Quixote
Pós-graduanda em Traumato Ortopedia - Universidade Gama Filho (RJ)







