RSS
Mostrando postagens com marcador alimentação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador alimentação. Mostrar todas as postagens

Frutas: uma boa ideia!


Durante as estações mais quentes, as frutas reinam entre as opções mais indicadas para o consumo diário, principalmente no café da manhã, no intervalo das refeições ou mesmo como sobremesa,  pois as frutas possuem inúmeros nutrientes importante para nosso corpo. 

A maioria das frutas possuem baixo valor calórico, as com maiores teores de gorduras e calorias são: o coco (polpa), o abacate e o açaí. 

Algumas frutas chegam a ter 90% de água em sua composição, o caso da melancia. Essa enorme quantidade de água contribui para repor a perda do suor, que é mais intenso no calor. 

Ricas em vitaminas e minerais, nutrientes que contribuem para o bom funcionamento do nosso organismo, os mais encontrados são: 

Vitamina C – presente nas frutas cítricas: laranja, limão, acerola, kiwi, morango, goiaba, caju, abacaxi;

Betacaroteno – precursor da Vitimanina A, encontrado nas frutas de coloração alaranjada ou avermelhada: manga, mamão, caqui, pitanga, melão, pêssego. 

Em relação aos minerais, o potássio constitui o mais abundante nas frutas. As principais fontes nesse caso são: banana, cereja, uva passa, maracujá, damasco, melão. 


Oferte para as crianças frutas de uma maneira divertida! 


Cristine Cassel - cristinenutri@espacodomquixote.com.br 
Nutricionista do Espaço Dom Quixote

Agite (-se) antes de beber!

Agite (-se) antes de beber!

Você sabe o que as crianças estão bebendo?

Assista e descubra.



Assista também no link: http://www.youtube.com/watch?v=gOIUGWrAKPQ#t=136


Cristine Cassel - cristinenutri@espacodomquixote.com.br
Nutricionista do Espaço Dom Quixote

O poder da Quinoa



A quinoa, ainda muito pouco conhecida, é um alimento de alto valor biólogico e foi considerada pela FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) “o alimento completo” por possuir os 16 aminoácidos que não são produzidos pelo nosso organismo de extrema importância para o corpo humano. 

Além disso, possui uma grande concentração de proteínas, ferro, zinco, magnésio, manganês e potássio, vitamina B1, B2, B3, D e E. Possui propriedade cicatrizante, analgésica e anti-inflamatória.

Por ser rica em proteínas, a quinoa ajuda no fortalecimento muscular, principalmente para quem pratica atividades físicas. Suas quantidades significativas de ômega 3 e 6 são importantes aliados na prevenção de doenças cardiovasculares e redução do colesterol. Ela também é rica em cálcio prevenindo a osteoporose, e ótima para as crianças por estarem em fase de crescimento. 

As vitaminas do complexo B presentes na quinoa são parte essencial para o bom funcionamento do sistema nervoso, manutenção muscular e síntese de hormônios. Além disso, as fibras presentes no grão auxiliam o bom funcionamento do intestino e dão a sensação de saciedade, podendo favorecer o emagrecimento. 

Por não conter glúten, é altamente indicado aos celíacos. 

A quinoa pode ser encontrada em grãos, flocos e farinha, pode ser adicionada a sucos, sopas, no arroz, feijão. Flocos podem ser utilizados no lugar da aveia, flocos de arroz, cereal matinal (granola), adicionado em salada de frutas, saladas salgadas, etc. 

Pode ser encontrada nos supermercados ou casas de produtos naturais. 


Cristine Cassel - cristinenutri@espacodomquixote.com.br 
Nutricionista do Espaço Dom Quixote

Vai uma pipoquinha aí?



Um friozinho... uma tarde chuvosa... um filminho... e... PIPOCA!!! 

Mas e agora? Pipoca: Vilã ou mocinha? 

Costuma ser acusada de ser um tanto quanto traiçoeira para a saúde. A presença de gordura e o fato de nos incentivar a extrapolar nas pitadas de sal estão entre os principais perigos. 

Entretanto estudos comprovam que as branquinhas são ricas em fibras e antioxidantes que combatem os radicais livres, aquelas moléculas perigosas que atacam as células e provocam desastres que vão de envelhecimento precoce a câncer. 

Mas preste atenção! 

Pipoca só se torna um alimento saudável se for feita do jeito tradicional, em uma panela ou pipoqueira na qual os grãos explodem no ar, sem muito óleo e sal, nunca esquecendo que pipoca é um carboidrato. As versões de microondas e as amanteigadas, como as vendidas nos cinemas, não são recomendadas, pois são ricas em gorduras e aditivos químicos, além de terem quase o dobro de calorias. 

Uma xícara de pipoca de panela tem, em média, 70 calorias. 




Cristine Cassel - cristinenutri@espacodomquixote.com.br 
Nutricionista do Espaço Dom Quixote

Documentário: Muito além do peso



É na infância começamos a “plantar a sementinha” da Educação Alimentar e com certeza esse hábito é para a vida inteira. 

Dados alarmantes comprovam que pela primeira vez na história da raça humana, crianças apresentam sintomas de doenças de adultos. Problemas de coração, respiração, depressão e diabetes tipo 2. Todos têm em sua base má alimentação e a obesidade. 

E quem são os verdadeiros culpados? 

Será que sabemos realmente o que estamos ingerindo? Vocês pais, sabem qual a real quantidade de açúcar “escondida” em um refrigerante ou em uma caixinha de suco? Produtos industrializados? Vilões? 

Essas e outras questões são abordadas no documentário SENSACIONAL "Muito além do peso: Uma reflexão sobre alimentação infantil". 

Recomendo aos pais que assistam esse documentário maravilhoso, que nos faz refletir sobre que tipo de alimentação estamos ofertando às nossas crianças. 

Assista em:
www.muitoalemdopeso.com.br ou http://www.youtube.com/watch?v=8UGe5GiHCT4 


Cristine Cassel - cristinenutri@espacodomquixote.com.br
Nutricionista do Espaço Dom Quixote

Hábitos alimentares nas férias



As férias escolares estão chegando, época em que a rotina e os hábitos alimentares são modificados, sendo necessário tomar alguns cuidados para que alimentação dos pequenos seja equilibrada e que não falte nenhum nutriente. Uma alimentação variada é responsável pelo desenvolvimento físico e intelectual e para fornecer a energia necessária para brincar, correr, pular, enfim, para que eles possam aproveitar muitos as férias. 

Junto com as férias vem o verão, onde o calor requer cuidados especiais, pois o corpo necessita de um consumo maior de líquidos nesse período, para compensar as perdas de água e sais minerais pela transpiração. Sendo assim, a alimentação nessa época do ano deve ser leve, com muitas frutas e líquidos, vale ressaltar que refrigerantes e sucos industrializados contém muito açúcar, podendo ser um facilitador do desenvolvimento da obesidade infantil. A preferência deve ser por sucos naturais, chá gelado, água de coco,  e uma boa saída é oferecer água aromatizada com pedaços de frutas como laranja, morango, melancia e hortelã. 

Nessa época as crianças costumam ter mais acesso à geladeira e à guloseimas como sorvetes, picolés, fast foods, que são ricos em aditivos e gorduras trans. O ideal é ter ao alcance delas alimentos saudáveis e uma dica é manter as frutas já cortadas e higienizadas em potes na geladeira, água em garrafinhas e preparações atraentes e saudáveis como gelatinas com frutas picadas em porções individuais, picolés caseiros feito com suco natural, estes agradam a criançada e são ricos em vitaminas e antioxidantes. 

Quanto às guloseimas que são inevitáveis, não devemos proibir,  mas sim impor limites. Escolha um dia para que as crianças possam escolher o cardápio, neste dia vale a pizza, sorvete e até o hambúrguer. Mas é muito importante os pais darem o exemplo, não adianta incentivar seu filho a comer frutas e saladas se esses alimentos não fazem parte do hábito dos pais. 

Vamos colocar em prática uma das dicas?

GELADO DE FRUTAS
Ingredientes:  
1 copo de iogurte natural;
1/2 xícara (chá) de leite;
3 colheres (sopa) de açúcar;
1 envelope de gelatina incolor sem sabor;
1/2 xícara (chá) de suco de laranja;
2 kiwis picados;
6 morangos picados;
1 manga picada.

Modo de Preparo:
Hidrate a gelatina com o suco de laranja. Leve-a ao banho-maria para dissolver por completo. Em uma vasilha, bata com o batedor de arame o iogurte, o leite e o açúcar e misture com a gelatina dissolvida. Junte as frutas picadas, mexendo cuidadosamente. Coloque a mistura em tacinhas individuais e leve à geladeira por 2 horas. Decore com frutas.

Cristine Cassel - cristinenutri@espacodomquixote.com.br
Nutricionista do Espaço Dom Quixote

Atenção ao consumo excessivo de bebidas adoçadas


O consumo de bebidas adoçadas parece estar associado positivamente com ganho de peso em crianças, consequentemente ao aumento da glicemia (taxas de açúcar no sangue) em exames de rotina, levando assim a um possível desenvolvimento futuro de diabetes tipo 2. 

Por bebidas adoçadas entende-se refrigerantes, sucos industrializados, chás, águas saborizadas, refrescos, entre outras. É sugerido que o açúcar, quando consumido na forma líquida, apresenta um menor poder de saciedade, elevando assim o consumo deste tipo de bebida. 

Ciente deste panorama, o Conselho de Saúde da cidade de Nova York, nos Estados Unidos, aprovou a proibição da venda de bebidas adoçadas com um volume maior que 473 ml em lancherias e restaurantes. O desrespeito a esta conduta é passível de multa num valor de U$$200 (em torno de R$ 400 reais). 

Será que esta norma auxiliará na redução dos índices de obesidade infantil? 

LEMBRE-SE: 

Prefira sucos naturais, polpas de fruta congeladas, sucos concentrados ou versões industrializadas sem adição de açúcar. O suco em pó deve ser evitado, assim como o néctar de fruta que possui entre seus ingredientes apenas de 20 a 30% de polpa de fruta. 


Daniele Santetti – danielenutri@espacodomquixote.com.br 
Nutricionista do Espaço Dom Quixote

Palestra Dificuldade Alimentar


Palestra Dificuldade Alimentar


Nutrição e Exercício Físico


Qual a importância do nutricionista para a saúde do atleta e do praticante de exercício físico? 

Cada vez mais tem se dado importância a nutrição de atletas e praticantes de exercício físico regular tanto na idade adulta quanto ao longo da infância e adolescência. 

Uma boa nutrição está associada a um melhor condicionamento físico e, consequentemente, a uma melhor performance e produção de resultados ainda mais expressivos, sendo essa afirmação embasada em estudos científicos recentes. 

Importante pontuar que a conduta nutricional deve ser pensada tendo em mente o tipo de modalidade esportiva praticada pela criança e pelo adolescente, assim como sua duração, intensidade e frequência. O manejo dietético é pensado tendo como foco o efeito dos nutrientes no organismo em resposta ao esforço muscular produzido pelo exercício. 

Uma alimentação adequada, rica em vitaminas, minerais e fibras pode auxiliar também na prevenção de quadros de fadiga e lesões musculares atuando na regulação da resposta do organismo ao estresse oxidativo causado pela prática de exercícios. 

Lembre-se, para que sejam obtidos bons resultados, é necessário que o trabalho desenvolvido com atletas mirins tenha ênfase em qualidade de treinamento, recuperação muscular (período de descanso) e uma alimentação saudável. 


Daniele Santetti - danielenutri@espacodomquixote.com.br
Nutricionista do Espaço Dom Quixote 
Mestranda em Saúde da Criança e do Adolescente 

Oficina de Comportamento Alimentar


Organize seu conhecimento sobre os alimentos



Muito se comenta na mídia sobre alimentação saudável e alguns dos termos utilizados acabam gerando dúvidas em grande parte das pessoas. 

Aí vai um “glossário alimentar”! 

ALIMENTO IN NATURA: alimento ofertado e consumido em seu estado natural, sem sofrer alterações industriais. 

ALIMENTO INTEGRAL: alimento pouco ou não processado que mantém em perfeitas condições o conteúdo de fibras dietéticas e nutrientes. 

ALIMENTO LIGHT: composição reduzida em, no mínimo, 25% o valor energético e/ou os seguintes nutrientes: açúcares, gordura saturada, lipídios totais, colesterol e sódio, comparado com o produto tradicional ou similar. 

ALIMENTO DIET: alimento industrializado em que um determinado nutriente como açúcar, carboidrato, gordura ou proteína está ausente ou em quantidades muito reduzidas, não resultando, necessariamente em um produto com baixas calorias. 

ALIMENTO ORGÂNICO: alimento cultivado sem o uso de agrotóxicos, adubos químicos e pesticidas. 

ALIMENTO FUNCIONAL: qualquer alimento ou ingrediente que possa proporcionar um benefício à saúde além dos nutrientes tradicionais que ele contém. 

Mais alguma dúvida? Escreve pra gente! 


Daniele Santetti - danielenutri@espacodomquixote.com.br
Nutricionista do Espaço Dom Quixote 
Mestranda em Saúde da Criança e do Adolescente – UFRGS 

Percepção do estado nutricional da criança no contexto familiar



Dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) demonstram que o excesso de peso atinge aproximadamente 42 milhões de crianças menores de cinco anos de idade. Atentando a este alarmante dado, entende-se que a prevenção da obesidade nesta faixa etária seria a melhor alternativa para desacelerar a incidência desta doença. 

Sabe-se que as intervenções bem-sucedidas dependem do envolvimento dos pais, uma vez que estes são modelos de conduta para seus filhos. São eles as figuras responsáveis pela alimentação e nutrição da criança, no que diz respeito à quantidade e/ou qualidade da dieta. No entanto, estudos indicam que a falta de envolvimento dos pais no tratamento nutricional seria um dos maiores entraves no sucesso da intervenção. É sugerido que essa ausência de comprometimento dos pais tem como base justamente a falta de percepção do peso real da criança e suas possíveis implicações na saúde dos filhos a curto e longo prazo. 

O estudo de Tenorio e Cobayashi (2011) teve como objetivo revisar as pesquisas atuais sobre a capacidade dos pais para perceber o peso corporal dos filhos, as crenças relacionadas ao peso e os fatores que influenciam esta percepção. Os achados centraram-se no fato de que a percepção dos pais quanto ao peso dos filhos é baixa, independente da região em que residem, do nível socioeconômico e do grau de escolaridade. Muitos pais de filhos com excesso de peso não reconhecem ou não consideram que este seja um problema de saúde. Com relação aos fatores que influenciam a percepção, destacam-se a idade das crianças (quanto menor, menos se percebe o excesso de peso); o sexo (o peso das meninas é percebido corretamente); a baixa escolaridade e o não entendimento das curvas de crescimento utilizadas pelos profissionais de saúde. 

Os pesquisadores concluem que a falta de consciência do excesso de peso e dos fatores de risco relacionados a esta condição dificultam o sucesso da prevenção e tratamento da obesidade infantil. Referem que a prevenção é um método efetivo para o controle da obesidade nesta faixa etária, porém, é necessário um melhor entendimento dos fatores associados ao comportamento dos pais para estimular um comprometimento maior no tratamento da obesidade. 

Fonte: TENORIO, AS & COBAYASHI, F. Obesidade infantil na percepção dos pais. Rev Paul Pediatr 2011;29(4):634-9. 


Daniele Santetti - danielenutri@espacodomquixote.com.br
Nutricionista do Espaço Dom Quixote 
Mestranda em Saúde da Criança e do Adolescente –UFRGS 

Transição Nutricional


As origens da chamada transição nutricional estão fortemente ligadas às mudanças nos padrões de consumo de alimentos, mas também às modificações de ordem demográfica e social como a inserção da mulher no mercado de trabalho, a maior concentração das pessoas nos centros urbanos, a diminuição do esforço físico e a industrialização dos alimentos. A urbanização parece ter acelerado esta série de mudanças de caráter econômico e social, criando um ambiente obesogênico. A população urbana tende a consumir maior quantidade de alimentos processados, como carnes, gorduras, açúcares e derivados do leite e aquelas residentes da área rural consomem mais cereais, raízes e tubérculos.

As alterações na estrutura da dieta, associadas a mudanças econômicas, sociais e demográficas e suas repercussões na saúde populacional, vêm sendo observadas em diversos países em desenvolvimento. Estas alterações incluem um grande aumento no consumo de gordura e açúcar de adição, em conjunto com uma elevada ingestão de alimentos de origem animal e diminuição no consumo de carboidratos complexos e fibras. Ainda com relação a mudanças na estrutura da dieta, verifica-se um significante aumento no consumo de elducorantes calóricos, de óleos comestíveis, de alimentos de origem animal e, consequentemente, uma elevada densidade energética da dieta, principalmente em países de baixa renda.

O processo de industrialização dos alimentos tem sido apontado como um dos principais responsáveis pelo crescimento energético da dieta da maioria das populações do Ocidente. A sociedade urbano-industrial abriga famílias deslocadas de áreas rurais que já não produzem alimentos para seu próprio consumo. A alimentação fora de casa também é cada vez mais freqüente. Tais mudanças favorecem o consumo de alimentos processados e de alta densidade calórica, com crescente substituição de carboidratos integrais e ricos em fibras por gorduras e de proteínas de origem vegetal por proteínas de origem animal. Populações mais pobres têm, por força do menor custo e da desinformação, maior acesso a estes tipos de alimentos, o que tem gerado o rápido crescimento da obesidade entre estas pessoas.

Este é o panorama de alimentação e de saúde que encontramos hoje em nosso país, fazendo-se necessário que as pessoas se conscientizem da importância de uma alimentação saudável já desde os anos iniciais. A educação em nutrição é hoje uma prática que precisa ser difundida entre as famílias brasileiras para uma melhor qualidade de vida.

Referências
Popkin BM, Bisgrove EZ. Urbanization and nutrition in low—income countries. Food Nutr Bull 1998; 10(1):3-23.
Popkin BM. Urbanization, lifestyle changes and the nutrition transition. World Development 1999; 27: 1905–1916.
Popkin BM. The nutrition transition and obesity in the developing world. J Nutr 2001; 22: 355-75.
Popkin BM, Nielsen SJ. The sweetening of the world’s diet. Obesity Research 2003; 11: 1325 1332.
Popkin BM. The nutrition transition in the developing world. Development Policy Review 2003; 21: 581–597.
Drewnowski A, Popkin BM. The nutrition transition: new trends in the global diet. Nutrition Reviews 1997; 55: 31–43.
Popkin BM, Lu B, Zhai F. Understanding the nutrition transition: measuring rapid dietary changes in transitional countries. Public Health Nutrition 2002; 5: 947–953.
French S, Story M, Jeffery R. Environmental influences on eating and physical activity. Annu Rev Public Health 2001; 22:309-335.

Daniele Santetti - danielenutri@espacodomquixote.com.br
Nutricionista do Espaço Dom Quixote
Mestranda em Saúde da Criança e do Adolescente - UFRGS

Campanha do Frutaço


Todos os anos, junto com a Páscoa, chega a propagação dos ovos de chocolates. O chocolate é um alimento delicioso e, com moderação, traz benefícios físicos e emocionais.

Acontece que, nessa época, infelizmente vemos crianças pequenas e até mesmo bebês abusando desses doces em nome da comemoração.

Leia mais em: http://campanhafrutaco.blogspot.com.br/p/sobre.html

O Espaço Dom Quixote apoia a Campanha do Frutaço!

Prato Saudável


Qual a composição ideal de um prato saudável?

Esta é uma questão que está sendo bastante comentada em nosso meio, principalmente pela relação já bem estabelecida entre alimentação e saúde.

De acordo com a Escola de Saúde Pública de Harvard dos Estados Unidos, um prato saudável deve ser composto por: verduras, frutas, proteínas magras, grãos integrais e óleos saudáveis, além de água.

As recomendações dietéticas deste grupo de pesquisadores são:

- Óleos: utilize óleos saudáveis como os de oliva e de canola para temperar saladas e para cozinhar. Evite produtos que contenham gorduras trans;

- Verduras e frutas: tanto quantidade quanto qualidade são importantes neste grupo alimentar;

- Grãos integrais: consuma alimentos como arroz, massas e pães integrais. Limite o consumo de alimentos refinados;

- Proteínas magras: dê preferência a peixes, carnes brancas. Limite o consumo de carne vermelha. Evite o bacon e demais carnes processadas;

- Água / Líquidos: tome água, chás e cafés (sem exagerar no açúcar de adição). Evite bebidas adoçadas e gaseificadas.


Daniele Santetti - danielenutri@espacodomquixote.com.br
Nutricionista do Espaço Dom Quixote
Mestranda em Saúde da Criança e do Adolescente - UFRGS

Sugestão de atividade de Educação Alimentar para ser realizada em família


Receita
MUFFINS DE BANANA

Ingredientes:
- 1 ovo médio;
- 55g de açúcar mascavo;
- 2 gotas de essência de baunilha (opcional);
- 1 banana grande madura;
- 90g de farinha integral;
- 1 pitada de fermento químico em pó;
- 1 pitada de canela;
- 1 pitadinha de sal;
- Óleo para untar.

Modo de preparo:
Coloque as forminhas de papel em 6 assadeiras para bolinhos. Coloque o ovo em uma tigela grande e junte o açúcar. Acrescente a essência e bata até engrossar. Pique e amasse a banana com um garfo. Adicione a banana amassada ao restante da mistura. Adicione a farinha, o fermento, a canela, o sal e misture. Coloque a massa nas forminhas, preenchendo ¾ das forminhas e leve para assar. Asse por aproximadamente 15 minutos ou até dourar e firmar.

Rendimento
6 Muffins

Lembrete
Temperatura do forno: 180 a 200ºC.

Fonte: Annabel Karmel – Recipe Books


O Espaço Dom Quixote oferece oficinas de culinária saudável para crianças e adolescentes uma vez ao mês, nas quartas-feiras à tarde, das 14h às 17h. Para mais informações entre em contato pelo email:
recepcao@espacodomquixote.com.br



Daniele Santetti - danielenutri@espacodomquixote.com.br
Nutricionista do Espaço Dom Quixote
Mestranda em Saúde da Criança e do Adolescente - UFRGS

Como penso, sinto e me comporto frente ao ato de comer


Por que quando estamos com fome não pensamos em comer uma alface, maçã ou outro vegetal ou fruta?

Apesar de milhares de anos de evolução na ciência, na tecnologia, no âmbito social, o nosso cérebro não acompanhou essa evolução em relação ao ato de comer. O cérebro ainda está preparado para “lutar/procurar” comida na Savana Africana, como nossos ancestrais, onde os vegetais e frutas eram mais fáceis de conseguir. Para se ter acesso a gordura, sal e açúcar era preciso grande esforço (caçar, pescar). Só que hoje em dia não precisamos mais percorrer longas distâncias para conseguir esses alimentos. Eles estão a um telefonema de tele-entrega da gente, não gastamos nenhuma energia para consegui-los, estão em qualquer esquina. Então, o que fazer?

Na Terapia Cognitivo-Comportamental trabalhamos muito em cima de como sentimos, pensamos e nos comportamos frente às situações na vida, principalmente em situações de crise. Em relação à comida, isso não é diferente. Recorremos a ela em vários momentos: felizes, tristes, ansiosos, estressantes, mas em várias situações após comermos, frequentemente pensamos “Por que comi isso?” e muitas vezes agimos (comportamento) nos boicotando (“Já comi a mais então, mais um pouco não faz diferença!) (pensamento) assim comendo mais ainda e nos sentindo muitas vezes tristes. A partir disso, o ciclo continua, se realimenta e o objetivo/motivação para a redução de peso é prejudicada.

Ex: Situação - Festa de Aniversário de Amigo

Comportamento --> Emoção --> Pensamento --> Comportamento --> Situação --> Emoção --> Pensamento --> Comportamento

Comer além da saciedade --> Tristeza --> “ Por que fiz isso?” --> Comer mais --> Em casa, após a festa, na frente da geladeira --> Raiva --> "Já comi demais mesmo os salgadinhos, vou comer um sorvete --> Comer além da saciedade

Um dos principais pontos para alcançar uma redução de peso é diferenciar a fome (fisiológica) da vontade de comer (gula). Mas isso não é fácil, pois cada pessoa pensa, sente e se comporta de maneira diferente frente à comida. O maior passo para a mudança é a motivação e os objetivos que o/a levam a querer reduzir de peso.

Sobre a maneira de pensar em relação à comida temos que rever segundo Judith Beck*, os seguintes tópicos:

1- Sobre a fome e a vontade de comer;
2-Sobre a tolerância à fome e o desejo incontrolável de comer;
3- Sobre quando parar de comer;
4- Sobre quanto comer;
5- Sobre o bem-estar proporcionado pela comida;
6- Sobre ganhar peso;
7- Sobre quanto as outras pessoas comem;
8- Sobre o fim da dieta.

O plano proposto no livro Pense Magro, utiliza técnicas da Terapia Cognitivo-Comportamental, como por exemplo o cartão de enfrentamento das vantagens e desvantagens de emagrecer, monitorar por escrito a alimentação (como se fosse um diário alimentar), cultivar o hábito de comer sem pressa e sentado à mesa, escolher um “monitor” da dieta (alguém que incentive a pessoa a se manter fiel ao planejamento), aprender a tolerar a fome (com o objetivo de diminuir a ansiedade em relação) , criar o hábito de pesar-se, comprometer-se à prática de atividade física, desenvolver o costume do auto-elogio e outras.

O grande "truque” para a mudança é aprender a resistir e a se confrontar, ou seja, “desligar" os pensamentos distorcidos que nos levam a comer em excesso. Deixar de “pensar gordo” para “pensar magro”. (Beck, 2008)

Driblar e resistir à comida é uma das tarefas mais árduas, pois pensar magro requer disciplina e demanda muito empenho.

Uma dica para reflexão....
Sugestão de leitura: Livro: * Pense Magro- A dieta definitiva de Beck- Autora: Judith Beck. Artmed Editora, 2008.


Fernanda Soares Fernandes - fernandapsico@espacodomquixote.com.br
Psicóloga do Espaço Dom Quixote
Especialista em Psicologia Clínica- Terapia Cognitivo-Comportamental