A educação proibida
AEE – Atendimento Educacional Especializado
Como educar filhos
Crianças francesas não fazem manha
Tecnologias a serviço da educação
A escola dos meus sonhos!

Engana-se que a escola dos sonhos das nossas crianças é feita só de brincadeiras e guloseimas! Alguns alunos de 4º e 5º ano de uma escola de NH responderam esta pergunta...e alguns surpreenderam com suas respostas!
“Eu queria que tivesse bolo e chocolate quente e suco para tomar no almoço.”
“A professora perfeita não xinga o tempo todo e me deixa sair mais cedo para o recreio.”
Ao ver a resposta deste grupo de crianças, percebemos que não é tão impossível assim construir a escola perfeita para nossas crianças!
Filho na adolescência, e agora?

Criança e Consumo

Felicidade como direito garantido

Meu filho está mordendo ou sendo mordido pelo coleguinha: o que fazer?
Mordida: este é certamente um assunto que já gerou dúvidas para mães e pais que tem filhos em berçários e escolas de Educação Infantil. Claro, ninguém gosta de ver aqueles sinais doloridos na pele de seu pequeno e, provavelmente, fica com muita vergonha quando foi seu filho que “abocanhou” o coleguinha. Mas, como qualquer um corre esse risco, é preciso entender o que significam as mordidas para crianças em período pré-escolar.Portanto, para compreender as mordidas, é necessário levar em conta o contexto em que ocorrem. Geralmente, estão associadas ao sentimento de contrariedade, de frustração, de ansiedade, de raiva, de ciúmes, de busca de atenção. A grande maioria das crianças entre um e três anos lançará mão desse recurso para tentar se defender e se fazer compreender pelo outro, já que ainda não consegue se utilizar das palavras para esse mesmo fim.
Seja qual for a causa, é importante não taxar a criança de mordedora, porque isso vai gerar a expectativa de que ela volte a morder, o que pode realmente levar a mais mordidas. O melhor é tratar o fato com tranqüilidade e mostrar à criança que o que ela faz provoca dor, machuca. Além disso, é essencial ensinar que existem outras formas de expressar seus sentimentos. Ensine para seu filho que os dentinhos servem para morder a comidinha, a maçã, a pizza, e não para morder o amigo. Ensine que, quando ele estiver bravo, ele pode, ao invés de morder, dizer "triste", "bravo". Além do mais, logo que a mordida acontecer, você deve explicar para a criança porque ela mordeu e mostrar uma forma diferente dela se expressar, isso será mais significativo do que uma simples bronca.
Fabíola Scherer Cortezia - fabiola@espacodomquixote.com.br
Marketing Infantil

Somos a sociedade do consumo. Um dos nossos principais imperativos é consumir. A ampliação do mercado de consumo brasileiro tem sido essencial na política econômica atual. Consumo é estímulo para desenvolvimento econômico. Mas até que ponto é saudável consumir tanto? Para o planeta é catastrófico, pois a quantidade de lixo gerada pelo consumo é absurda, além da utilização de recursos naturais até o seu fim. Sabemos que não há como reciclar tudo eternamente. Porém, para a economia de mercado o consumo é ótimo. E para os consumidores? É bom consumir muito? Até que ponto o que é consumido tem sido fundamental para nos definir?
O desenvolvimento das sociedades no século XX foi marcado pela ampliação do consumo para grandes segmentos sociais ligado ao desenvolvimento dos sistemas de comunicação social, ao aparecimento das classes sociais intermediárias do capitalismo contemporâneo e às transformações técnicas ocorridas nas esferas de produção, esta última responsável pela formação de um mercado de bens de consumo efetivamente massificado.
O consumo humano está ligado ao desejo. Desejo de possuir, usufruir, satisfazer. O consumo surge a partir de nossas necessidades básicas: comer e vestir. Porém, a partir do momento que nascemos também temos nossas necessidades supérfluas. Há produtos feitos especificamente para o consumo de todas as pessoas. Um dos grandes hits atualmente no mundo dos bebês é atummy tub, uma banheira terapêutica que emula a posição fetal e relaxa o bebê. Óbvio que é um produto extremamente caro. Porém, é mais uma demanda que surge, pois é comum bebês chorarem durante o banho e alguém precisava solucionar isso por meio de um produto. Mudam as necessidades humanas expressas pelo consumo. Mudam os processos de compra e acumulação.
A publicidade é a primeira indústria criada exclusivamente para a promoção do consumo. Agora o consumidor deve ser motivado, seduzido a adquirir tal produto ao invés de outro. Neste caso, o discurso da publicidade passa a se autonomizar das características utilitárias do produto em favor de associações que se referem a universos simbólicos que extrapolam o próprio valor de uso dos bens que deseja promover. Dessa maneira a publicidade desloca o foco do utilitarismo do produto e busca o campo do simbólico para seduzir o consumidor. O produto passa a ser também mediador de relações sociais, pois dentro da estrutura capitalista o ter significa ser.
Muitas vezes acabamos não sabendo por que compramos um produto específico. Qual a diferença entre desejo espontâneo e apelo de mercado? As crianças sabem distinguir o que está por trás da publicidade? Ou o objetivo é continuar formando mais ávidos consumidores? A publicidade possui uma avançada tecnologia de persuasão. Onde está a ética ao focar crianças como consumidoras? Afinal, sabemos que crianças ainda não têm o desenvolvimento cognitivo e pensamento crítico completamente desenvolvidos, e muitas vezes não diferenciam um programa de tevê de um comercial. Embora, de acordo com a lei, as crianças não possam comprar um automóvel ou um celular, elas são abordadas diretamente pela publicidade como plenas consumidoras. Basta ver a quantidade de propagandas de celulares com crianças e as propagandas de carro em que pais pegam os filhos na escola.
Para acessar o texto completo, clique aqui:
http://www.amalgama.blog.br/10/2011/marketing-infantil/
Daniele Santeti - danielenutri@espacodomquixote.com.br
Nutricionista do Espaço Dom Quixote
Mestranda em Saúde da Criança e do Adolescente - UFRGS
Leitura e Leituras

Mídia e Educação

Todos os dias somos bombardeados por diversas e diferentes informações na mídia (televisão, jornal, revistas, internet). Nós, adultos, somos tentados a imitar, a consumir, a formar opinião e emitir juízos de valor sobre diferentes questões, até construímos uma identidade a partir destes canais e suas informações.
Nossas crianças crescem com uma formação de identidade perturbada, confusa e cheia de ideias que não são próprias de sua idade, pois ainda não conseguem refletir sobre assuntos expostos nos diferentes horários e espaços de livre acesso. Percebemos a confusão quando uma criança pergunta, em sala de aula, ao professor – “O que é paranóico?”, após assistir a exaustiva exposição e documentação do massacre feito numa escola sem conseguir filtrar as informações. Imaginem a dúvida, insegurança, medo e confusão na cabeça de uma criança que percebe a fragilidade da vida diante da violência e fica, talvez, imaginando que sua escola também pode sofrer uma violência dessas. Ela entende que todo aquele que tem uma atitude violenta é um paranóico e essa palavra passa a fazer parte de seu vocabulário, podendo até ser usada para nominar um colega com atitudes mais impulsivas, agressivas ou simplesmente, diferente dela.
Conhecemos meninas que imitam as tendências da moda adulta com cuidados estéticos como pintar cabelos, unhas e maquiagem muito cedo. Tem horário semanal em estéticas para retocar e cuidar de algo que ainda não precisa de cuidados químicos, sem falar na imitação de fala e comportamento. Crianças que não se permitem brincar e sentir como uma menininha porque tem um comportamento adulto.
Nossas crianças não precisam de tanta informação e exposição. Elas precisam de atenção e cuidados, de segurança e rotina, limites para guiá-las nas suas escolhas.
Podemos e devemos acompanhar mais de perto a programação de nossos filhos e filhas. Eles não precisam ficar alienados ao que acontece no mundo, mas podemos auxiliar no filtro de tanta informação para garantir uma saúde mental e emocional com equilíbrio e seletividade.
Ao permitir que os filhos assistam a programação adulta estejam presentes para esclarecer dúvidas e refletir com eles sobre as informações. Observem e respeitem a restrição de idade recomendada na programação, esta é a primeira lição de respeito às regras que os pais podem dar aos filhos.
Diversifiquem a programação e a leitura das crianças para ampliarem seu repertório cultural e proporcionarem uma compreensão de mundo mais diversificada. Exercitem a criticidade e a reflexão com as crianças promovendo discussões em família sobre aquilo que a mídia expõe.
Se soubermos ajudar as crianças neste processo de reflexão e maturação emocional estaremos construindo um caráter sólido capaz de fazer uso da liberdade de escolha sem prejuízo da liberdade do outro.
Janete Cristiane Petry - janetepp@espacodomquixote.com.br
Psicopedagoga do Espaço Dom Quixote
Fonoaudiologia Educacional

A atuação fonoaudióloga na área de educação deve voltar-se para o desenvolvimento da aprendizagem e da comunicação oral e escrita, bem como da saúde vocal e das funções estomatognáticas (respiração, mastigação, deglutição).
Papel do Fonoaudiólogo:
- Desenvolver programas de capacitação para os professores;
- Criar, promover e desenvolver programas que potencializem as habilidades linguísticas dos alunos ligadas principalmente à aquisição da leitura e escrita;
- Desenvolver programas de saúde auditiva e vocal para alunos e professores;
- Acompanhar as crianças que realizam tratamento fonoaudiólogo, orientando pais, professores e equipe pedagógica;
- Realizar avaliações breves com o objetivo de identificar rapidamente problemas de comunicação em alunos e professores;
- Identificar os problemas fonoaudiológicos e de aprendizagem mais frequentes na comunidade escolar.
As crianças com dificuldades de aquisição de linguagem podem ter problemas de aprendizagem em fase escolar. Desta forma, ficar atento e acompanhar estas crianças é fundamental!
Fonte: Conselho Federal de Fonoaudiologia
A atuação do Fonoaudiólogo na escola tem crescido consideravelmente. O Fonoaudiólogo é mais um profissional que pode auxiliar a escola na importante tarefa de ensinar.
Fernanda Helena Kley - fernandafono@espacodomquixote.com.br
Fonoaudióloga Pós-Graduanda em Neuropsicologia (UFRGS) do Espaço Dom Quixote
Dom Quixote Responde: Abordagem do corpo na Educação Infantil

Deixo como sugestão de leitura:
NEGRINI, Airton. O corpo na educação infantil. Caxias do Sul-RS, EDUCS, 2002.
Priscila Straatmann Morél
Terapeuta Ocupacional e Psiomotricista
Consciência Fonológica: recurso para a sala de aula
Consciência fonológica é a capacidade de refletir sobre os sons da fala e sua organização na formação das palavras. No processo de aprendizagem da linguagem escrita, precisamos saber que a língua falada pode ser segmentada, ou seja, dividida. Que a frase pode ser dividida em palavras (A + CASA + É + BONITA); as palavras em sílabas (CA+SA); e as sílabas em fonemas (C+A). E ainda precisamos saber que estas unidades se repetem em diferentes palavras.
A consciência fonológica pode ser dividida em consciência de palavras, consciência silábica e consciência fonêmica, sendo que o grau de dificuldade vai aumentando conforme a unidade trabalhada se torna mais específica, ou seja, saber quantas palavras há em uma frase é mais fácil do que descobrir qual o som que escutamos primeiro em uma palavra.
Estas habilidades de reconhecer os sons e de conseguir reorganizá-los de alguma maneira já estão presentes no cotidiano das crianças antes mesmo de iniciar o processo formal de alfabetização, mas a partir deste momento, a consciência fonológica se fortalece e se amplia com relação a habilidades mais complexas.
Ao contrário, a dificuldade na consciência fonológica pode dificultar em muito o aprender a ler e a escrever. Por este motivo, cada vez mais os professores têm buscado informações sobre a consciência fonológica para auxiliar seus alunos de uma maneira mais abrangente e atingindo as suas necessidades.
Algumas atividades são bem fáceis de fazer e geram resultados positivos em sala de aula. Trabalhar com rimas, com aliterações (que é a rima no início da palavra), identificar palavras que comecem ou terminem com a mesma sílaba ou o mesmo som.
- Exemplo de consciência de frases: o professor irá dizer uma palavra curta de objeto grande e outra palavra grande de objeto pequeno (sol e estrelinha) e a criança deverá dizer qual a palavra (som) que é maior. Será que a criança irá saber que estrelinha tem o som maior mesmo sendo menor que um sol?;
- Exemplo de consciência de sílabas: dentro de um saco escuro haverão diversos objetos. Cada criança deverá escolher um, nomear o objeto e dizer quantas sílabas há na palavra. O aluno pode bater palmas para auxiliar. Quem já está compreendendo a consciência silábica, conseguirá executar a ação sem muita dificuldade;
- Exemplo de consciência fonêmica: fazer a chamada dos alunos dizendo apenas o som inicial de cada nome. Falar pausadamente e repetidamente até que as crianças descobram qual é o nome. Se tiver duas ou mais crianças que tenham a mesma letra inicial, eles podem ser estimulados a dizerem todas as opções e após o professor vai dizendo o som seguinte até que se descubra qual o nome escolhido. Nesta atividade, as crianças já trabalham a relação grafema-fonema (da letra com seu som) e conseguem mais facilmente escrever palavras diferentes e com maior segurança.
Estas atividades são apenas exemplos de como trabalhar a consciência fonológica e ir descobrindo algumas deficiências e a partir delas criar novas brincadeiras para que todos consigam realizar estas atividades com êxito. A experiência que temos mostra que incluir estas atividades em sala de aula, auxilia não apenas aos alunos com alguma dificuldade, mas a todos nesse processo tão especial que é o de descobrir o mundo das letras.
No mês de julho foi ministrado no Espaço Dom Quixote o curso Consciência Fonológica como método de alfabetização para um grupo de professores de diversas cidades da nossa região. No curso foram vistas e debatidas algumas reflexões a cerca da consciência fonológica e principalmente atividades práticas para serem aplicadas em sala de aula.
Veja as fotos do encontro e querendo maiores informações não deixe de nos procurar!
Fernanda Helena Kley – fernandafono@espacodomquixote.com.br
Fonoaudióloga do Espaço Dom Quixote
Paternidade na Adolescência

Antigamente quando se falava em gravidez na adolescência, as preocupações estavam muito voltadas para a questão da maternidade. Hoje, se reconhece que as dificuldades não são vividas somente pelas meninas, mas também pelos meninos, que além de se verem diante das questões específicas da adolescência, se deparam com a paternidade, situação complexa e individual.
Biologicamente falando, o adolescente já produz espermatozóides, portanto tem as condições físicas para ser pai. Contudo, no que diz respeito ao aspecto psicológico o adolescente se encontra mergulhado em si mesmo, na construção de sua identidade, com seus dramas existenciais. Então como ele poderia oferecer suporte emocional, presença paterna a um filho que também necessita se estruturar e, portanto, precisa de cuidado?
Ser pai não é apenas ser uma pessoa do sexo masculino, sobretudo é alguém com um lugar definido na família, principalmente na vida do filho, na construção da sua personalidade, formação da identidade sexual e emocional. Inconscientemente, o pai representa disciplina e precisa exercer o difícil equilíbrio entre permitir e proibir para mostrar determinação quando necessário.
Isso deve acontecer a despeito da idade, morando na mesma casa ou não, o importante é que qualifique o relacionamento. Pai e mãe têm funções emocionais distintas na família. A paternidade é exercida por um homem com a função de lei, proteção, auxílio e representação social: jeito de ser, pensar, sentir, desejar, particularidades biológicas e culturais masculinas.
Significa que pai é tudo o que a mãe não pode ser. Na ausência de um homem que o substitua, o lugar fica vazio. As crianças criadas sem pai, ou crescido junto a um pai psicologicamente ausente ou muito fraco, apresentam transtornos psíquicos, emocionais ou orgânicos. Essa carência de contato com o pai pode ser uma das raízes do sentimento de rejeição no filho, podendo gerar quando adulto, uma busca de substituto paterno.
Está comprovado que a falta de normas e a consequente falta de limites, gera uma imagem ruim do pai, e uma sensação de abandono e solidão na criança. É como se o filho quando adulto, continuasse procurando dentro de si os limites que o pai não soube colocar.
Independente da idade, a paternidade efetiva não é fácil de assumir. O pai precisa resolver suas questões enquanto filho para então se tornar pai e não vir a se confundir com o filho; precisa separar o que é seu ou será eternamente filho e amigo dos seus filhos, abrindo mão de vivenciar sua identidade paterna.
Tal dificuldade não é exclusiva dos adolescentes, nem representa necessariamente uma experiência negativa e fracassada para eles, por mais que venham a enfrentar sofrimento consequente do despreparo e precisem arcar com o ônus de ter transgredido e apressado a ordem natural das coisas.
Apesar de tudo, a paternidade na adolescência não é uma coisa intransponível, nem seu êxito impossível, desde que possam receber apoio, confiança e amor dos familiares e que assim o melhor aconteça.
Andréa de Espíndola – andreapsico@espacodomquixote.com.br
Psicóloga e psicomotricista do Espaço Dom Quixote.










