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As melhores brincadeiras para estimular o desenvolvimento do seu filho por idade



Visitando alguns sites online encontrei este texto bem didático, com dicas práticas de como brincar com as crianças de acordo com a idade de cada uma. Resolvi compartilhar com vocês! Boa leitura! E boa brincadeira! 


Rolar, sentar, andar, correr, pular... Ao longo dos primeiros anos de vida, a criança desenvolve diversas habilidades motoras, adquiridas cada uma a seu tempo. Para ajudar seu filho nessa jornada, deixe a ansiedade de lado e aprenda a estimulá-lo em cada fase – mas sem exageros! 

Até 3 meses 

É nesse período que a criança vai aprender a sustentar a cabeça. Então, ajude-a a fortalecer os músculos do pescoço. Os braços e as pernas ainda ficam muito flexionados, como no útero. A dica é estendê-los suavemente para alongá-los. 

Brinque: coloque-a de bruços sobre a cama ou outra superfície segura e chame sua atenção com um objeto sonoro, como o chocalho, fazendo-a levantar o rosto. Fora do campo de visão do bebê, bata palmas para que ele tente localizar de onde vem o som virando a cabeça. 

Dos 3 aos 6 meses 

O tronco já está começando a se firmar. Coloque a criança sentada em seu colo e também na cama, com um apoio nas costas. Isso a ajudará a desenvolver a musculatura da região. Deite o bebê de barriga para cima e cruze suas pernas, incentivando-o a rolar sobre si mesmo. 

Brinque: crie um tapete de texturas. Deixe seu filho de bruços na cama e espalhe objetos com diferentes toques próximos a ele para explorar o tato, que já está mais sensível nessa fase. Vale também pendurar móbiles no berço. 

Dos 6 aos 9 meses 

A mãos estão mais fortes e a criança consegue segurar objetos grandes. Estimule-a a transferi-los de uma mão para a outra. Lembre-se de que ela está na fase oral e tudo é levado até a boca. Por isso, escolha brinquedos grandes, macios, não cortantes, laváveis e que não soltem pedaços. Algumas crianças já começam a ficar de pé nessa fase. Desça o estrado do berço para evitar acidentes. 

Brinque: tire seu filho da cadeirinha e coloque-o no chão, dando espaço para que possa se arrastar e engatinhar. Não se esqueça de tampar tomadas e tirar do alcance o que possa ser puxado, como a toalha de mesa. Faça o jogo do “um pouquinho mais longe”. Distribua objetos a uma certa distância, começando mais próximo, incentivando seu filho a engatinhar até eles. Cada vez que ele conseguir alcançá-los, faça festa e afaste-os um pouco mais. 

Dos 9 meses a 1 ano 

A criança começa a adquirir o movimento de pinça, pegando objetos com os dedos polegar e indicador. Ofereça tampinhas ou bolas de papel para aprimorar a preensão, sempre sob supervisão, pois são pequenas e podem ser engolidas. Nessa fase, você já pode ajudá-la a ficar de pé sustentando-a pelas mãos. 

Brinque: bata palmas e dê tchau para que ele imite você. Se não conseguir, ensine-o segurando as mãos dele. 

De 1 ano a 1 ano e 6 meses 

Nessa fase, seu filho vai conseguir andar sozinho. Ajude-o a trabalhar o equilíbrio oferecendo brinquedos que possam ser puxados ou empurrados, como um carrinho amarrado a um barbante. A criança já tem capacidade para utilizar papel e giz de cera grosso atóxico. Ensine-a como fazer rabiscos na folha, estimulando a coordenação motora. 

Brinque: disponibilize caixas de diferentes tamanhos e peça que seu filho coloque umas dentro das outras. Isso ajuda a desenvolver a compreensão. 

De 1 ano e 6 meses a 2 anos 

Já com um pouco mais de desenvoltura e habilidade, permita que ele folheie revistas velhas, rasgue-as e amasse as páginas, é uma ótima maneira de estimular a coordenação motora das mãos. Fale os nomes das partes do corpo e peça que vá apontando, uma por uma, para despertar a consciência corporal e treinar o controle do indicador estendido quando os outros dedos estão abaixados. 

Brinque: nessa fase, toda criança – menino ou menina – adora brincar com bola. Estimule seu filho a chutar e fazer gol para trabalhar a agilidade das pernas. 

De 2 a 3 anos 

Seu filho já consegue correr, então leve-o para um parque e incentive-o a brincar de pega-pega, dar pulos e ficar apoiado em um pé só, o que desenvolve o equilíbrio. Também já é possível permitir que ele mesmo lave o corpo durante o banho, o que desenvolve a coordenação, como quando faz movimentos de sobe e desce com o sabonete. Para promover o senso de direção e fortalecer a musculatura das pernas, outra boa opção é o triciclo. 

Brinque: monte um ateliê para brincarem com argila, massa de modelar e tinta guache. Brincar de artista ajuda a controlar a força na ponta dos dedos e o movimento do punho e das mãos. 

De 3 a 4 anos 

Chegou a hora em que seu filho se move independentemente pela casa: sobe e desce escadas alternando os pés, pula obstáculos e desvia de móveis. Ajude-o a empilhar de 6 a 8 objetos, estimulando o controle neuromotor. 

Brinque: desafie-o a desenhar formas geométricas, começando pelo círculo. Assim ele pratica a coordenação motora fina, responsável pelos movimentos mais delicados e precisos do corpo. 

De 4 a 5 anos 

Cada vez mais seu filho é capaz de realizar tarefas que exigem controle preciso do corpo. A mão, por exemplo, tem firmeza para segurar o lápis e habilidade para desenhar um homem com três partes – cabeça, tronco e pernas. Habitue-o a organizar os próprios pertences e a ajudar nas tarefas da casa. Além de desenvolver o senso de responsabilidade, essa rotina exercita a coordenação motora, como ao dobrar peças de roupa ou guardar objetos na gaveta. 

Brinque: desafie seu filho a andar nas pontas dos pés e a imitar os animais utilizando todo o corpo: rastejando, se for uma cobra; saltando agachado, se for um sapo, etc. 

De 5 a 6 anos 

A criança já demonstra boa habilidade motora, mas ainda não tem noção de perigo. Nessa fase irá manusear a tesoura, por isso alerte-a sobre os cuidados necessários para não se cortar. Os reflexos estão mais rápidos e permitem à criança defender ou agarrar a bola com as duas mãos, sem deixá-la escapar.

Brinque: chute a gol e queimada são duas brincadeiras novas para o repertório do seu filho. Ele já diferencia direita e esquerda, então aproveite para treinar essas noções. 

De 6 a 8 anos

A coordenação motora fina está melhorando. Assim, seu filho vai aprender a segurar o lápis fazendo uma pinça como polegar, o indicador e o dedo médio. Uma boa dica para ajudá-lo nessa tarefa é pedir que ele junte o dedo mindinho e o anelar e, na sequência, tente segurar um lápis com os outros três dedos. De forma natural ele conseguirá empunhá-lo. 

Brinque: que tal organizar passeios de bicicleta? Nessa fase, seu filho não terá dificuldades em pedalar com rodinhas, pois tem o equilíbrio, o senso de direção e a força exigidos pela atividade. Depois de adquirir mais confiança, proponha eliminar as rodinhas, primeiro uma, depois a outra. Não se esqueça dos equipamentos de segurança! 

Texto de Malu Gonçalves - revistacrescer.globo.com


Fabíola Scherer Cortezia – fabiola@espacodomquixote.com.br
Psicóloga do Espaço Dom Quixote
Especialista em Infância e Adolescência

Por que as crianças vão ao analista?



Muitas vezes, quando me apresento como psicóloga de crianças e adolescentes, escuto a pergunta: “Mas por que as crianças vão ao analista?” Em resposta à duvida de muitas pessoas, encontrei o texto abaixo no livro “Divã: Janelas para o Cotidiano”, da psicanalista Magda Mello e pensei em compartilhá-lo com vocês! Boa leitura! 

Fabíola Scherer Cortezia – Psicóloga, especialista em Infância e Adolescência


Repensando a clinica infantil historicamente, pode-se dizer que, antigamente o analista escutava a partir de um lugar de quem sabia tudo e como iria investigar e localizar a onde os pais teriam “errados” com a criança. Era como se alguém tivesse cometido um “crime”, um erro, ou como se a criança tivesse necessariamente traumatizado com algo. O terapeuta de crianças se parecia mais com um detetive atrás de fatos da história que comprovasse a sintomatologia, do que um profissional de saúde. 

Nos tempos atuais, nós psicólogos / analistas escutamos a criança através dos pais atravessados pela dor psíquica que paira no ambiente familiar. Hoje, na era pós-freudiana, escuta-se de forma mais aberta: ouve-se o que o outro sente, amplia-se o espaço para pensar juntos e a proposta de tratamento ou de intervenção terapêutica resulta de um trabalho a partir do reconhecimento da dor, aliada à curiosidade de conhecer as demandas inconscientes. Decifrar o padecimento de uma criança e de uma familiar é possibilitar a apropriação de uma história singular. Reconhecer os limites de cada um possibilita abrir um espaço para fazer circular o desejo e o prazer de conviver. 

A análise ou terapia possibilita a modificação dos ruídos, sintomas e descompassos na relação criança / pais, a partir da relação terapêutica. Lembrando que, em tempos de volta as aulas, os pais precisam ficar atentos ao retorno de manifestações sintomáticas que ficaram adormecidas durante as férias. Dificuldade na aprendizagem pode ser sinal de bloqueios emocionais. 

A criança que, através do tratamento psicológico recupera a alegria, o prazer em brincar, o prazer em executar as tarefas escolares, que pode ser espontânea respeitando os limites que lhe são impostos pela cultura, na verdade recupera a saúde mental para seguir livre seu caminho. 

Consequentemente, a família se reorganiza e se liberta da culpa ou do sofrimento que carrega ao ver um filho perdido, muitas vezes sem rumo. 

Entender a trama familiar na quais a estão inseridos os infantes é o desfio atual na clínica de crianças, associada à solicitação social de respostas pontuais para sintomas que estruturam gradativamente no núcleo familiar ao longo das cenas relevadas dos mitos escondidos. Desvelar, desvendar e poderem pensar, junto com os pais, os sintomas da criança continua sendo o maior desafio da clínica de crianças na atualidade. É preciso repensar a infância!

Frutas: uma boa ideia!


Durante as estações mais quentes, as frutas reinam entre as opções mais indicadas para o consumo diário, principalmente no café da manhã, no intervalo das refeições ou mesmo como sobremesa,  pois as frutas possuem inúmeros nutrientes importante para nosso corpo. 

A maioria das frutas possuem baixo valor calórico, as com maiores teores de gorduras e calorias são: o coco (polpa), o abacate e o açaí. 

Algumas frutas chegam a ter 90% de água em sua composição, o caso da melancia. Essa enorme quantidade de água contribui para repor a perda do suor, que é mais intenso no calor. 

Ricas em vitaminas e minerais, nutrientes que contribuem para o bom funcionamento do nosso organismo, os mais encontrados são: 

Vitamina C – presente nas frutas cítricas: laranja, limão, acerola, kiwi, morango, goiaba, caju, abacaxi;

Betacaroteno – precursor da Vitimanina A, encontrado nas frutas de coloração alaranjada ou avermelhada: manga, mamão, caqui, pitanga, melão, pêssego. 

Em relação aos minerais, o potássio constitui o mais abundante nas frutas. As principais fontes nesse caso são: banana, cereja, uva passa, maracujá, damasco, melão. 


Oferte para as crianças frutas de uma maneira divertida! 


Cristine Cassel - cristinenutri@espacodomquixote.com.br 
Nutricionista do Espaço Dom Quixote

Filosofia para crianças



Apesar de ter vários amigos e ser apaixonado por uma linda bisnaga, Osmar ainda lembra com tristeza do fato de haver sido, na infância, preterido por outras fatias de pão do pacote por ter um dos seus lados tostadinhos. Assim, um pouco inseguro e ansioso por obter reconhecimento, porém muito carismático, é o protagonista de Osmar – a primeira fatia do pão de forma, animação brasileira que estreou no final de novembro no canal a cabo Gloob. 

Com referências ácidas e irônicas, no estilo dos Simpsons, a série dialoga com público de diferentes idades. Os episódios se passam na cidade de Trigueirópolis, uma enorme mesa de café da manhã: as ruas são pavimentadas com toalhas de mesa e os prédios são caixas de leite, garrafas térmicas e todo tipo de utensílios de cozinha. Destaque passa as sessões de terapia de Osmar com o psicólogo Dr. Croissant, em cujo consultório pende um retrato do cachorro-quente psicanalista Weeniemund Dog. Nas conversas, são tratados temas como bullying, relações com as redes sociais e a permanente cobrança social em parecer feliz e bem-sucedido. O desenho também será transmitido pelo canal aberto TV Cultura. 

(texto da Revista Mente e Cérebro, ano XX, nº 251) 

Refletir com as crianças sobre temas que fazem parte do dia-a-dia, das relações sociais, da formação da sociedade e de seus valores é fundamental para desenvolver aspectos morais e emocionais. As crianças, cada vez mais cedo, ingressam na escola, convivem com as famílias dos coleguinhas, interagem com pessoas nos diferentes ambientes que frequentam, sem a presença dos pais para orientá-las nas decisões a tomar e no posicionamento a ter diante de certas cenas e situações. 



É importante desenvolver a autonomia em pequenas e simples tarefas, mas também é importante desenvolver o raciocínio e a responsabilidade na tomada de decisões, sabendo sempre julgar e decidir seguindo o princípio do respeito e da valorização do outro. 

Desenhos como este podem servir de ponto de partida para discussões e reflexões em família. É sempre importante que os pais acompanhem a programação da televisão da criança para conhecer o teor das discussões e possam argumentar com as crianças. 

Alguns adultos não se sentem à vontade com crianças que argumentam e confundem a argumentação com falta de respeito às decisões dos adultos. É importante ensinar à criança sobre a diferença entre a argumentação reflexiva e o retrucar desrespeitoso que algumas crianças tem e alguns adultos acham “bonitinho”. 

Para evitar que a indiferença, o desrespeito, a injustiça e a violência sejam o modelo nas relações entre as pessoas, ou a falta de relação, precisamos ensinar as crianças, desde cedo, a refletir sobre estas atitudes e ajudá-las a desenvolver a criticidade, o respeito, a generosidade e o diálogo na mediação de suas relações com os colegas e demais pessoas. 

Oportunizar a reflexão e a autonomia com responsabilidade é muito importante no desenvolvimento emocional e moral de nossas crianças e na formação do caráter de cada um.


Janete Cristiane Petry - janetepp@espacodomquixote.com.br
Psicopedagoga do Espaço Dom Quixote

As Crianças da Contemporaneidade



Às vésperas do Dia das Crianças penso que vale uma reflexão sobre a infância atual. Quem são as crianças da contemporaneidade? Meninas demasiadamente enfeitadas, preocupadas com a estética, mais do que com as bonecas. Meninos que só comem “bisnaguinha” com coca-cola, dormem na cama com a mãe e expulsam o pai do quarto. Meninos e meninas sem joelhos arranhados, mas com dedos calejados de tanto jogar no i-pad, i-phone ou qualquer outro “i”, porque a marca para eles já é importante desde antes de saberem ler.

A criança atual manda e desmanda nos pais, mas é cheia de medos. Medo do escuro, medo de sair na rua sozinha, medo de dormir no próprio quarto, medo de ir para a escola. Os pequenos estão preparados para enfrentar o mundo, apenas através da tela do computador, onde criam mundos paralelos no “Minecraft”, vestem seus pinguins no Club Penguin, mas não são capazes de se vestirem sozinhos ou fazerem o próprio Nescau. 

A infância contemporânea me preocupa, pois vemos pais angustiados e superprotetores que não conseguem trabalhar a capacidade de tolerância com seus filhos, que não conseguem suportar o choro da criança. Pais, por outro lado, demasiadamente exigentes com o resultado e as expectativas com relação aos pequenos: serem ótimos no inglês, no ballet, no futebol, na matemática, na dança... A criança não tem espaço para errar, para sujar, para se divertir. Em busca de um reconhecimento na sociedade, pais narcísicos exigem filhos perfeitos, mas se sentem culpados por isso e aliviam justamente onde não poderiam aliviar: nas regras.

Pensam que é fácil ser criança na atualidade? Grande engano! A criança, para se sentir tranquila, precisa conhecer a hierarquia, sentir que os pais sabem o que é melhor para elas, serem punidas quando fazem algo errado com relação às regras combinadas. A criança, para se sentir feliz, precisa poder rabiscar uma folha sem compromisso, errar a letra da música, se atrapalhar durante a dança de ballet, cair da árvore e esfolar o joelho... 

Neste dia das crianças desejo aos nossos pequenos mais limites, menos expectativas... mais rotina e menos cobranças de resultados... mais dedo sujo de tinta, mais roupa rasgada no joelho de tanto ralar no chão, mais gargalhadas, mais brincadeiras despreocupadas! 


Fabíola Scherer Cortezia – fabiola@espacodomquixote.com.br
Psicóloga do Espaço Dom Quixote
Especialista em Infância e Adolescência 

Coisas engraçadas que as crianças falam!



Estamos iniciando o mês de outubro e com ele o dia das crianças. Mês especial onde as crianças ficam mais coloridas, encantadoras, felizes e falantes. Lendo alguns textos, achei muito legal compartilhar com vocês as “coisas engraçadas que as crianças falam”!

Não vamos esquecer que mesmo que nossos filhos não falem, a melhor comunicação ainda é o olhar, o toque e o carinho que trocamos com eles. 

"Uma amiga falava com a outra. 
Amiga, lá na escolinha aonde eu trabalho tem um garotinho que eu gosto muito dele. Ele diz cada coisa. Outro dia mesmo ele estava no meu colo e ele olhou para o céu e falou: "Olha tia! O curubu.” Acho que ele juntou galinha com urubu. Só pode ser isso. 

Eu estava brincando com ele no parquinho e teve uma hora que ele fez uma coisa engraçada e eu dei muita risada por causa disso. Depois ele falou prá mim: “Isso não tem nada de graça, tia” como eu estava sorrindo, ele completou: “Tia, quando você fica risando você parece o tubarão do desenho”. 

Ah! Lembrei-me de mais uma: a semana passada ele caiu e ralou o joelho. À tarde quando ele foi dormir, ele me chamou dizendo: ‘Tia, fica aqui no meu perto. Eu tô “doído”. 

Ele não é um fofo amiga? 

Edilson Rodrigues Silva 
Texto retirado de : Criança Fala cada Coisa... Textos Engraçados - Crônicas Pequenas e Engraçadas


Daniela Pinto - danielafono@espacodomquixote.com.br
Fonoaudióloga do Espaço Dom Quixote

Vamos brincar? É assim que se aprende



É mágico ver uma criança brincando, pulando, correndo ou até mesmo encantada com um brinquedo colorido. Podemos utilizar esta magia para proporcionar momentos de aprendizagem. Engana-se quem pensa que o aprender só se dá através de rotinas pesadas e atividades tradicionais. Bem pelo contrário, no momento em que brincamos com objetividade estamos levando o conhecimento para a criança de maneira lúdica e diferenciada. 

A criança e o brincar são contextos únicos, o brincar é tão essencial à criança quanto o trabalho é para os adultos. Não se pode pensar na ideia de ter uma criança sem dar-lhe tempo e propiciar-lhe momentos de ser e de se sentir criança. A criança que não brinca não aprende, não tem interesse, não tem entusiasmo, não demonstra sensibilidade e não desenvolve afetividade. Daí a necessidade de compreender o brincar como uma linguagem infantil, uma maneira que as crianças pequenas utilizam para falar não convencionalmente, mas para se expressar e demonstrar seus sentimentos, suas vontades, suas inquietudes.

Ao brincar de carrinho, por exemplo, a criança assimila fatos que ela vê e observa na vida cotidiana; além de repetir o que vê o adulto fazendo, ela incorpora e repete na brincadeira. Se ela brinca com o carrinho de forma agressiva, batendo em objetos, fazendo o carrinho capotar, ela simplesmente está tentando se comunicar, repetindo com seus brinquedos cenas da vida doméstica e comportamentos dos adultos, utilizado-se desta linguagem para dizer que “foi isso que ela aprendeu”, daí a necessidade mediadora nas múltiplas ações do brincar e atenção ao exemplo. 

Pretende-se com esse pensamento reavaliar nossas concepções acerca da criança e do brincar, é brincando que a criança aprende, e observando que ela incorpora, é através de brincadeiras que a criança expande seu mundo e amplia seus conhecimentos, nesse sentido escreve Montessori, “façamos de conta que a criança é um operário e que a finalidade de seu trabalho é produzir o homem. Porque o trabalho das crianças não produz um objetivo material, mas cria a mesma humanidade; não uma raça, uma casta, um grupo social, mas a humanidade inteira”. 

Texto retirado da Revista Escola 
Por Giuliano Freitas - Graduado em Pedagogia
Equipe Brasil Escola


Daniela Pinto - danielafono@espacodomquixote.com.br
Fonoaudióloga do Espaço Dom Quixote

Vamos nos movimentar nas férias



As crianças ainda estão de férias e recarregando as energias para o próximo ano. Porém, devemos ficar atentos para não deixarmos as crianças em frente à TV ou no vídeo game por muito tempo. Afinal, as férias são feitas para se divertir, passear, conhecer pessoas novas, fazer coisas que não temos tempo de fazer em outra época do ano. Enfim, é tempo de não fazer nada e de curtir a vida.

Para tirar a criança da frente da TV, a ferramenta mais poderosa – e que se torna ainda mais eficiente com a participação dos pais – é estimulá-la a brincar. Aliás, brincar para uma criança é mais do que uma maneira de passar o tempo, ela experimenta conhecimentos, explora habilidades, se exercita e desenvolve sua coordenação motora. 

Vamos motivá-las a andar de bicicleta, brincar na praça, ir à piscina, se movimentar, ou seja, não ficar parada, fazer qualquer tipo de exercício. 

Tudo isso, sempre interagindo com outras crianças da sua idade e, em muitos momentos, ao lado dos pais.  

Portanto, vamos brincar, vamos correr, vamos sair e vamos fazer destas as melhores férias das nossas vidas! 


Mayara C. Smaniotto – mayara@espacodomquixote.com.br 
Psicomotricista e Educadora Física do Espaço Dom Quixote

Hidratação das crianças em dias quentes



As crianças precisam de uma atenção redobrada quanto à hidratação nos dias de muito calor para que não fiquem desidratadas já que o corpo utiliza a produção de suor como forma de resfriamento, regulação da temperatura corporal.

Como as crianças brincam mais e perdem mais líquidos através do suor, devemos controlar a hidratação, pois os pequenos são menos sujeitos a sentir sede durante atividades, não sentindo a necessidade mesmo quando o corpo precisa. Portanto, ofereça água constantemente, pois a água é extremamente necessária para o crescimento das crianças e para o melhor funcionamento do organismo e, principalmente, do intestino. Crianças devem beber pelo menos quatro copos com água por dia para garantir a harmonia do seu corpo. 

Fique atento, os primeiros sinais de desidratação são os olhos fundos, sem brilho, com a boca seca e a saliva espessa, além de perder elasticidade da pele e diminuir a quantidade de xixi. Ela pode ainda alternar momentos de agitação e apatia.

Alguns cuidados simples que devemos ter nesses dias quentes:

- ofereça água ao seu filho, mesmo que ele não peça e para que ele não se canse de beber, sirva pequenas porções, alternadas. A absorção é mais rápida quando a temperatura é mais para o gelado do que à temperatura ambiente;

- os refrigerantes são gaseificados e contém muito açúcar, o que faz com que a criança perca ainda mais água pela urina, portanto evite-os;

- ótimas alternativas são água de côco e chás gelado, esses podem ser de cidreira, camomila;

- os alimentos também ajudam a hidratar e devem ser sempre frescos e de fácil digestão. Incentive o consumo de frutas, legumes e verduras;

- os sucos de melancia e melão possuem um alto poder de hidratação, são fontes de potássio e água e não precisam ser adoçados; 

- aposte em roupas leves, frescas e soltas, dando preferência à malhas de algodão, fibra natural e de cores claras. Estes tecidos absorvem o suor e mantém estável a temperatura do organismo.


Cristine Cassel - cristinenutri@espacodomquixote.com.br
Nutricionista do Espaço Dom Quixote

Psicomotricidade



A psicomotricidade é uma modalidade de atendimento que se ocupa do sujeito que fala, através do seu corpo em movimento, ou seja, um sujeito que se expressa com os movimentos, as variações tônico-motoras, os gestos e esquema corporal. 

Para isso, o terapeuta psicomotricista deve estar disponível para olhar e escutar o sujeito/criança que se apresenta. O psicomotricista também deve disponibilizar o seu corpo no brincar pois, com as crianças, a clínica psicomotora se utiliza de brincadeiras para possibilitar colocar em cena os significados que a marcaram, ou seja, ela coloca em jogo seu desejo, sua história, medos e angústias para serem lidas pelo outro. 

O brincar é, assim, fundamental, pois é o meio mais importante de expressão das crianças, constituindo sua imaginação, seus pensamentos, seu campo simbólico. As brincadeiras abrem espaço para as crianças criarem, expressarem-se, relacionarem-se com os outros e com os objetos. 

A psicomotricidade procura, portanto, abrir espaço para a escuta do sujeito, de um olhar para cada criança, considerando sua história e sua individualidade, propiciando também experiências corporais sustentadoras do campo simbólico. 


Mayara C. Smaniotto – mayara@espacodomquixote.com.br 
Psicomotricista e Ed. Física do Espaço Dom Quixote

E o final se aproxima



Já estamos no final do ano, época de correrias... correr atrás do tempo, atrás dos conteúdos que precisam ser finalizados, correr atrás dos alunos que precisam aprender. É tempo também de refletir sobre o que deu certo no ano que passou e o que devemos mudar para o ano que vem a seguir. Mas porque esperar se podemos começar agora mesmo esta mudança? Apesar de estarmos na reta final, ainda podemos fazer a diferença na vida dos nossos alunos. 

Embora o fim do ano esteja próximo, ainda podemos ajudar nossos pequenos a aprender, ainda temos condições de ensinar coisas novas, diferentes e “inventar algumas modas” para nos tornarmos inesquecíveis no coração e no pensamento de nossos alunos, resultando com isso novas aprendizagens. 

Sempre pensei que a escola deveria ser um lugar especial, “um pedacinho do céu” como diz a música “Professora” (novela Carrossel), e somos nós, professoras, que temos essa função de tentar fazer a diferença, e se nós conseguirmos atingir nosso objetivo, certamente a reciproca será verdadeira e nossos alunos nos darão a resposta que tanto esperamos. 

É importante deixar claro que fazer isso pelos alunos não significa fazermos todas as vontades deles e fazer malabarismos para que as crianças prestem atenção, mas sim ensinar com amor e dedicação e utilizando atividades diferenciadas de vez em quando, levando em conta as possibilidades de cada um. 

Boas recordações de maneiras que fogem ao habitual das atividades em sala de aula são essenciais para uma aprendizagem de qualidade. Algumas vezes dão trabalho, cansam, mas ver os olhinhos brilhantes e os comentários sobre as diferentes propostas sugeridas, e o mais importante... a certeza de que o conhecimento foi construído, se transforma em lembranças muito mais “gostosas” que ficarão guardadas na memória de professores e alunos pra sempre!


Clarissa Paz de Menezes - clarissapp@espacodomquixote.com.br
Psicopedagoga do Espaço Dom Quixote

Comemorações no Espaço Dom Quixote


No último dia 19 de outubro, cerca de 30 crianças entre pacientes e amigos vieram ao Espaço Dom Quixote para uma comemoração dupla! 

O dia das crianças, que foi dia 12/10, e o aniversário de 3 anos do Espaço Dom Quixote, comemorado no dia 10/09.

As crianças que compareceram se divertiram com brincadeiras diversas e com o jogo kinect! 

No final da festa todas as crianças ganharam uma lembrancinha do Espaço Dom Quixote!

Foi uma noite muito divertida, veja as fotos!














Os segredos de cada um



Indico o texto “Os Segredos de cada um” de Anna Verônica Mauter – psicóloga, socióloga e psicanalista – que trata da importância para o desenvolvimento emocional das crianças e adolescentes de se constituírem espaços que resguardem sua intimidade, seus segredos, sua privacidade. Em tempos de Big Brother, de violência, muitas vezes se confundem os limites entre proteção e invasão de privacidade. Boa leitura! 

Os Segredos de cada um
(Autora: Anna Verônica Mauter)

"E depois a gente não sabe por que as crianças viram adolescentes tão diferentes do que nós sonhávamos... Qual é o espaço que nós, pais e professores, deixamos para a intimidade deles, longe de nossos olhares?

Em nome de uma superproteção, exigimos ter a todo momento uma visão global da criança. Qualquer coisa diferente que acontece em casa, todo mundo vai correndo até a escola para contar que “possivelmente a criança vai se mostrar diferente porque a mãe está grávida ou o pai viajou, o irmão está doente ou a empregada mudou”. É como se de repente a criança tivesse que ser protegida de seus próprios sentimentos diante da vida. 

Quem disse que a reação da criança vai aparecer na escola? Por que a gente acha que ela não vai saber dissimular? E, se ela não souber, provavelmente eis aqui a ocasião para ela começar a treinar esse comportamento tão importante. A transparência e a sinceridade viraram dever. Mas nem sempre podem ser usadas. 

Ao querermos saber tudo o que acontece em todos os lugares, para termos uma visão integral de nosso filho, pensamos que estamos protegendo. Na verdade, estamos invadindo o que ele não nos abriu, impedindo-o de ter seus segredos - que redundarão, oportunamente, em defesas que vão constituir sua singularidade. 

Todos nós temos de saber o que expressar e de que forma. A criança pequena chora em qualquer lugar. Com o tempo, se a deixarmos livre para errar ou acertar, ela vai aprender onde pode e onde não pode chorar, gritar, cantar, berrar. Cada um dos segmentos sociais onde a criança atua (casa, escola, família expandida, vizinhança) tem regras próprias, seus sistemas de gratificação e punição. Entre os coleguinhas, pode não haver castigo propriamente dito, mas existe a vergonha. Com o professor, tem nota e elogio; e, em casa, depende da personalidade dos pais. É preciso deixar que ela perceba que o mundo não é homogêneo, que ela pode ter segredos e adaptar-se a essas diferenças. 

Ter vida secreta é o primeiro passo da sociabilidade. Qualquer criança acima de 3 anos, se não tiver sido completamente moldada pela homogeneização artificial de seu mundo, começa a perceber que seu desenho bonito agrada pais e professores, mas diante de outras crianças é inócuo. Ser bom de bola, isso sim é ponto positivo entre os amiguinhos. E assim por diante. Por mais que a gente queira proteger, ensinar, criar uma blindagem emocional, para que seu crescimento ocorra com poucos desgastes e pouca dor, felizmente a gente não consegue. Se conseguíssemos, criaríamos seres ingênuos incapazes de se fazer valer no mundo. O melhor laboratório que podemos oferecer para criar cidadãos aptos é permitir que frequentem vários mundos diversos para que testem suas aptidões. 

Bisbilhotar, querer saber tudo que a criança faz quando está com seus outros grupos é castrar, limitar a criatividade. Depois não adianta fazer cursos para desenvolver a inventiva. A liberdade de testar comportamentos fora da vigilância adulta é o campo ideal para o surgimento do homem livre. 

Portanto, atenção: aja com o seu aluno de acordo com o que ele está demonstrando e dizendo a você. Se for levar em conta informações divulgadas em conversas na sala dos professores, nos corredores das escolas e vindas da direção oposta – isto é, de casa para a escola -, faça isso com muito cuidado, para que a criança ou o jovem não se sinta vigiado."


Thais C. Chies - thaispsico@espacodomquixote.com.br
Psicóloga do Espaço Dom Quixote

Oficina Criança e a Aprendizagem


Tenha uma Páscoa Saudável




A páscoa está chegando e com ela chegam também os ovos de chocolate, bombons e demais doçuras que dão água na boca de nossas crianças. Porém, os excessos alimentares atrelados a esta data festiva devem ser evitados. Os chocolates não devem ser proibidos, de forma alguma, o mais indicado para as famílias é o estabelecimento de uma combinação para o consumo destes alimentos. Por exemplo, pode ser combinado que estes doces serão consumidos de duas a três vezes na semana na quantidade determinada de acordo com a faixa etária, organizando assim a rotina alimentar da criança.

Além do chocolate, a cenoura é outro alimento de grande destaque na páscoa. Vale aproveitar esta oportunidade para incentivar seu consumo entre os pequenos através da preparação da receita abaixo. Uma ótima páscoa a todos!

Receita

Bolo de Cenoura Especial

Ingredientes
300 g de cenoura sem casca
200 g de açúcar mascavo
200 g de farinha de trigo branca ou integral
¼ de colher (chá) de sal
2 colheres (chá) de fermento químico em pó
1 colher (chá) de canela
85 g de uvas-passas
30 ml de óleo de girassol
3 ovos médios
1 colher (chá) essência de baunilha (opcional)

Modo de preparo
Preaqueça o forno a 180°C. Unte uma forma redonda de 20 cm diâmetro e forre o fundo com papel manteiga. Rale as cenouras e coloque-as em uma tigela. Acrescente o açúcar, a farinha, o sal, o fermento e a canela. Depois, junte as uvas-passas e misture tudo. Enquanto você mistura, o líquido liberado pelas cenouras deixa a massa úmida. Bata o óleo, os ovos e a baunilha em uma tigela separada e posteriormente despeje sobre a massa de cenoura. Coloque na forma e leve ao forno por aproximadamente 40 minutos.

Fonte: Annabel Karmel – Recipe Books


Daniele Santetti - danielenutri@espacodomquixote.com.br
Nutricionista do Espaço Dom Quixote
Mestranda em Saúde da Criança e do Adolescente - UFRGS

Criança e Consumo


Durante o Fórum Social Temático 2012 foi realizada a oficina “CRIANÇA E CONSUMO: OS DONOS DO CARDÁPIO INFANTIL” onde foi elaborada uma carta aberta à sociedade para conscientização sobre este assunto tão pertinente. Abaixo segue a carta na íntegra:

CARTA ABERTA CRIANÇA E CONSUMO

Os participantes da oficina CRIANÇA E CONSUMO: OS DONOS DO CARDÁPIO INFANTIL, realizada no Fórum Social Mundial Temático 2012, por iniciativa do Núcleo Interdisciplinar de Prevenção de Doenças Crônicas na Infância da Pró-Reitoria de Extensão da UFRGS e do e-grupo Criança e Consumo (criancaeconsumo1@gmail.com), decidiram pela publicação desta carta em alerta à população e às autoridades quanto aos riscos à saúde decorrentes de uma alimentação inadequada, baseada em produtos industrializados que contêm altas taxas de gorduras, sal e açúcar e baixo valor nutricional.

Como conseqüência:

1. o excesso de peso, em 2008-2009, já atingia cerca de metade dos homens e das mulheres adultas. Dados comparativos das décadas de 70 a 90 mostram que, neste período, o excesso de peso de meninos (5 a 9 anos) aumentou 3 vezes e de adolescentes (10 a 19 anos), 6 vezes (IBGE), o que comprova que a obesidade é uma doença evolutiva, que se inicia na infância e se perpetua ao longo da vida;

2. as doenças crônicas associadas à obesidade (hipertensão arterial, diabetes e câncer), antes consideradas doenças de adulto, têm sido diagnosticadas cada vez mais precocemente;

3. estas doenças estão relacionadas às quantidades excessivas de sal (sódio), açúcar e gorduras presentes em refrigerantes, bolachas recheadas, salgadinhos e massas instantâneas, consumidas pelas crianças.

O bombardeio publicitário dirigido ao público infantil, associado à desinformação da população, são os verdadeiros donos do cardápio das crianças.

Conclamamos a população e as autoridades a:

– estabelecer ações conjuntas e continuadas, principalmente das Secretarias de Educação e de Saúde voltadas à educação nutricional e alimentar desde o período pré-natal, com ênfase em creches e pré-escolas;

– enfatizar os benefícios do aleitamento materno exclusivo nos primeiros 6 meses de vida, da sua continuidade após a introdução da alimentação complementar saudável, assim como dos prejuízos associados ao aleitamento artificial;

– destacar a importância de evitar o acréscimo de açúcar e sal nos alimentos antes dos 2 anos de vida - período vital em que se define o paladar, que acompanhará o ser humano pelo resto de sua vida;

– difundir amplamente para a população, bem como fiscalizar de forma efetiva, onde a alimentação escolar é executada e servida (escolas), o cumprimento das diretrizes do Programa Nacional de Alimentação Escolar - PNAE (Lei nº 11.947, de 16/06/2009), que determina a aquisição mínima de 30% de produtos oriundos da agricultura familiar, proíbe a compra de refrigerantes e restringe a aquisição de enlatados, embutidos, doces, alimentos em pó ou desidratados para reconstituição, com quantidade elevada de sódio e de gorduras;

– agregar as universidades públicas na capacitação dos profissionais das áreas de saúde e educação, focada em uma alimentação escolar adequada aos costumes regionais, às condições nutricionais individuais das crianças e às faixas etárias, dos berçários até o final da vida escolar;

– promover, pelo poder público, campanhas de esclarecimento quanto à importância de hábitos alimentares saudáveis na prevenção de doenças crônicas;

– mobilizar os Conselhos Municipais de Educação, de Saúde e de Alimentação Escolar para o engajamento em defesa da alimentação saudável;

– criar uma mobilização nacional pela regulamentação da publicidade dirigida ao público infantil.

CADA UM DE NÓS É RESPONSÁVEL PELA SAÚDE DAS CRIANÇAS. PENSE NISSO!

Porto Alegre, 25 de janeiro de 2012

Daniele Santetti - danielenutri@espacodomquixote.com.br
Nutricionista do Espaço Dom Quixote
Mestranda em Saúde da Criança e do Adolescente – PPGSCA/UFRGS
Participante do e-grupo Criança e Consumo

Paraquedas!


Atividade para brincar com seus filhos nas férias ou para o início das aulas!

Uma brincadeira que utilizamos muito no Espaço Dom Quixote é o “Paraquedas”. Muito comum na Europa e nos Estados Unidos, chamado de “Parachute play”, está começando a se difundir também em algumas escolas no Brasil e entre profissionais como Musicoterapeutas, Educadores Físicos, Terapeutas Ocupacionais, Professores, entre outros.

A brincadeira é fantástica! Estimula os sentidos e pode ser utilizada visando atingir diversos objetivos. Muitas atividades podem ser feitas, como cantar realizando movimentos com o paraquedas; brincar de “chefe manda”, onde cada um vai propondo movimentos diferentes e os outros vão imitando; cantar ou ouvir canções que propõem determinadas ordens, como “Anel de pedra verde”, cujo o texto diz “ora de frente pra frente, ora de trás, pra trás”. Há inclusive cd’s específicos com músicas para o paraquedas. O legal é diversificar as músicas, onde cada um pode comandar uma atividade na duração de uma música ou em determinado período dela.

Algumas músicas folclóricas funcionam bem, o importante é que o ritmo seja bem marcado, para facilitar os movimentos, já que o ritmo impulsiona o movimento. Outras, como as músicas dos anos 60, como “Twist and Shout”, comumente conhecida pela gravação dos “Beatles”, marchas, sambas, enfim, músicas bem agitadas, como música dance ou até um tango podem ser muito eficientes. A música escolhida vai depender da faixa etária e do gosto dos participantes. Músicas mais calmas para terminar podem ser importantes para acalmar o grupo e são as mais recomendadas para pessoas com mais dificuldades de se locomover.

Sincronizando os movimentos com a música se trabalha a atenção, a concentração, os limites e até a capacidade de frustração, além do relacionamento do grupo, onde todos têm que cooperar, pois cada um é responsável pelo movimento de um pedaço do paraquedas que deve estar sincronizado com o restante. Caso contrário, o resultado é o balanço desordenado do paraquedas, o que também não deixa de ser importante em momentos de maior liberdade, de “bagunça” com o paraquedas, depende do que se quer alcançar. Colocar balões ou bolas em cima do paraquedas é algo muito divertido, ninguém pode deixar as bolas ou balões caírem ou todos têm que acertar a bola no buraco do meio, e assim vai se trabalhando o trabalho em equipe.

As crianças gostam muito de sentar no meio do paraquedas cheio de balões enquanto outros ficam do lado de fora balançando o paraquedas, assim os balões ficam flutuando sobre elas ou então uma criança tenta pegar a outra, uma por cima e a outra por baixo.

Além da descontração e do divertimento que a brincadeira provoca, trabalha-se a capacidade de seguir ordens, limites, a coordenação motora, entre outros. As cores também podem ser trabalhadas, como todos pisar na cor que a música trouxer, ou como “elefante colorido”.

As atividades podem ser adaptadas, pode-se fazer em pé, sentado, pode-se ir para baixo do paraquedas, trocar de lugar, uma criança embaixo e outra em cima. Pela internet encontram-se diversos vídeos digitando “parachute play” com diferentes atividades.

Se não encontrarem para vender no Brasil, encontra-se em alguns sites internacionais ou, o mais fácil, é pedir para uma costureira. Tenho um feito em microfibra, o tecido mais próximo do tactel que não encontrei no mercado. O tamanho vai do gosto de cada um, pode ser um pequeno para quatro pessoas ou até gigante para grandes grupos. O legal é escolher as cores e fazer o mais colorido possível, lembrando que na extremidade há uma corda por dentro para auxiliar a dar peso quando jogamos o paraquedas para cima e assim ele cai bem devagar.

Enquanto não providenciam um, vale a pena ir brincando com lençol, tecido tnt... e muita música!

Fica a dica para brincar com seus filhos nas férias ou para professores e demais profissionais alcançarem seus objetivos de forma divertida!

Boa diversão!


Luciana Steffen - lucianamt@espacodomquixote.com.br
Musicoterapeuta do Espaço Dom Quixote

Marketing Infantil


Ótimo texto sobre a temática do marketing voltado para o público infantil e o impacto que esta prática gera no comportamento de crianças e adolescentes.

O impacto negativo do marketing infantil

Somos a sociedade do consumo. Um dos nossos principais imperativos é consumir. A ampliação do mercado de consumo brasileiro tem sido essencial na política econômica atual. Consumo é estímulo para desenvolvimento econômico. Mas até que ponto é saudável consumir tanto? Para o planeta é catastrófico, pois a quantidade de lixo gerada pelo consumo é absurda, além da utilização de recursos naturais até o seu fim. Sabemos que não há como reciclar tudo eternamente. Porém, para a economia de mercado o consumo é ótimo. E para os consumidores? É bom consumir muito? Até que ponto o que é consumido tem sido fundamental para nos definir?

O desenvolvimento das sociedades no século XX foi marcado pela ampliação do consumo para grandes segmentos sociais ligado ao desenvolvimento dos sistemas de comunicação social, ao aparecimento das classes sociais intermediárias do capitalismo contemporâneo e às transformações técnicas ocorridas nas esferas de produção, esta última responsável pela formação de um mercado de bens de consumo efetivamente massificado.

O consumo humano está ligado ao desejo. Desejo de possuir, usufruir, satisfazer. O consumo surge a partir de nossas necessidades básicas: comer e vestir. Porém, a partir do momento que nascemos também temos nossas necessidades supérfluas. Há produtos feitos especificamente para o consumo de todas as pessoas. Um dos grandes hits atualmente no mundo dos bebês é atummy tub, uma banheira terapêutica que emula a posição fetal e relaxa o bebê. Óbvio que é um produto extremamente caro. Porém, é mais uma demanda que surge, pois é comum bebês chorarem durante o banho e alguém precisava solucionar isso por meio de um produto. Mudam as necessidades humanas expressas pelo consumo. Mudam os processos de compra e acumulação.

A publicidade é a primeira indústria criada exclusivamente para a promoção do consumo. Agora o consumidor deve ser motivado, seduzido a adquirir tal produto ao invés de outro. Neste caso, o discurso da publicidade passa a se autonomizar das características utilitárias do produto em favor de associações que se referem a universos simbólicos que extrapolam o próprio valor de uso dos bens que deseja promover. Dessa maneira a publicidade desloca o foco do utilitarismo do produto e busca o campo do simbólico para seduzir o consumidor. O produto passa a ser também mediador de relações sociais, pois dentro da estrutura capitalista o ter significa ser.

Muitas vezes acabamos não sabendo por que compramos um produto específico. Qual a diferença entre desejo espontâneo e apelo de mercado? As crianças sabem distinguir o que está por trás da publicidade? Ou o objetivo é continuar formando mais ávidos consumidores? A publicidade possui uma avançada tecnologia de persuasão. Onde está a ética ao focar crianças como consumidoras? Afinal, sabemos que crianças ainda não têm o desenvolvimento cognitivo e pensamento crítico completamente desenvolvidos, e muitas vezes não diferenciam um programa de tevê de um comercial. Embora, de acordo com a lei, as crianças não possam comprar um automóvel ou um celular, elas são abordadas diretamente pela publicidade como plenas consumidoras. Basta ver a quantidade de propagandas de celulares com crianças e as propagandas de carro em que pais pegam os filhos na escola.


Para acessar o texto completo, clique aqui:

http://www.amalgama.blog.br/10/2011/marketing-infantil/


Daniele Santeti - danielenutri@espacodomquixote.com.br

Nutricionista do Espaço Dom Quixote

Mestranda em Saúde da Criança e do Adolescente - UFRGS


Dieta Sensorial


Você certamente precisa sacudir o joelho ou mascar um chiclete para ficar acordado ou mergulhar em uma banheira de água quente para relaxar, certo? E certamente você nunca pensou que crianças também precisam de algo para se engajar na estabilização, focando-se em suas atividades. É cada vez mais freqüente déficits sensoriais entre crianças e adultos. Apresentando variações de leve a graves e que podem beneficiar-se de uma dieta sensorial personalizada.

Na dieta sensorial, que pode ser comparada a uma dieta alimentar, as crianças precisam comer regularmente para manter sua energia e foco. Porém, ao invés de comida temos um regime de atividades planejadas e programadas para estimular as várias sensações a serem experimentadas ao longo do dia. Com o objetivo de ajudar a criança a conhecer suas necessidades de processamento sensorial e sentir-se calma, alerta e organizada na maior parte do tempo, sendo que os efeitos são imediatos e cumulativos, pois ajudam a reestruturar o sistema nervoso da criança.

Auxilia em situações como:

- tolerar sensações e situações desafiadoras;
- regular o seu estado de alerta e aumentar a capacidade de atenção;
- lidar com as transições com menos estresse.

É altamente recomendável que você procure um terapeuta ocupacional especialista em questões de processamento sensorial. Esta dieta deve abordar os sete sentidos (propriocepção, vestibular, tato, audição, visão, olfato e gustação).

Alguns ingredientes importantes e divertidos:

- Abraço sanduíche;
- Empurrar e puxar;
- Pular amarelinha ou pular no mini trampolim;
- Massagem firme;
- Balançar / girar o corpo;
- Dar cambalhotas;
- Movimentar o corpo;
- Água com gás – bolinhas na boca, gostos e texturas de alimentos diferentes;
- Brincar com texturas (sabonete ou creme de barbear espumoso e adicionar areia para textura extra, caixa com arroz e feijão para brincar, massa de biscoito, pintura a dedo);
- Vestir-se;
- Pintura de rosto;
- Entrar em contato com a natureza;
- Passatempos táteis (tecer, costurar, esculpir);
- Ir para a rua e ouvir os ruídos;
- Incentivar a musicalidade e dar algum comando;
- Explorar os cheiros;
- Envolver a criança na preparação dos alimentos.

Deixo uma pequena amostra de dieta sensorial criado para uma criança com transtorno de processamento sensorial (http://sensorysmarts.com/sensory_diet_activities.html). A receita deve ser individualizada e modificada com freqüência para atender às necessidades. O tratamento fica completo com um programa voltado para a escola também.

Pela manhã:
- Massagem podal para ajudar a acordar;
- Ouvir um CD tranquilizador;
- Usar escova de dentes que vibre e / ou escova de cabelos que vibre;
- Comer cereal crocante com frutas e algumas proteínas;
- Rotação sobre Dizzy Disco Jr. como indicado (disco de equilíbrio);
- Salto em mini-trampolim como indicado.

Depois da escola:
- 30 minutos na pracinha;
- Empurrar carrinho de supermercado;
- Movimentos de balanço e giro, conforme indicado;
- No mini trampolim fazer com que lance brinquedos em uma cesta ao saltar;
- Massagem podal para reorganizar, andar de carrinho de mão;
- Fazer exercícios de bola, conforme indicado;
- Ouvir um CD tranqüilizador;
- Trabalho Oral - sugar líquidos de espessura através de um canudo, mastigar lanches crocantes ou mascar chiclete antes e / ou durante as atividades de mesa.

Na hora do jantar:
- Ajudar a cortar, cozinhar, misturar ingredientes, etc;
- Ajudar a organizar a bandeja, usando as duas mãos para carregar;
- Comer alimentos crocantes.
À noite:
- Tempo para a família: projetos de barro, de pintura, etc;
- Banho quente com bolhas e óleo essencial calmante;
- Massagem durante o tempo de leitura.


Priscila Straatmann Morél - priscilato@espacodomquixote.com.br
Terapeuta Ocupacional e Psicomotricista do Espaço Dom Quixote