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Alfabetização



O início do ano letivo é sempre um momento de muita ansiedade e expectativas, tanto para os alunos quanto para os pais. Estes sentimentos tendem a ser mais intensos quando se trata dos primeiros anos da criança na escola. Aprender a ler e a escrever é uma das conquistas mais importantes na vida do sujeito, no entanto, dependem de uma série de habilidades e processos neurológicos que dão suporte e condições para este aprendizado. 

É possível pensar a alfabetização como um processo que vai além da simples aquisição da leitura e da escrita. Ela deve possibilitar a formação de um aluno autônomo, criativo, capaz de interpretar, resolver problemas e estabelecer relações entre os diversos conhecimentos. A medida que a criança vai amadurecendo cognitivamente e recebendo estímulos externos adequados, ela vai sendo alfabetizada sem dificuldades e com prazer. 

Sendo assim, é de grande importância que os responsáveis acompanhem de perto e com atenção este processo da criança. A falta de atenção, a falta de vontade para ir a escola e de estudar e a dificuldade de compreensão das tarefas solicitadas podem estar indicando a necessidade de uma avaliação profissional mais detalhada. 

Portanto, se perceberes que a criança não está conseguindo atingir os objetivos previstos pela escola, entre em contato com o professor e, se necessário, busque uma ajuda profissional. Toda e qualquer dificuldade que for detectada e auxiliada precocemente evita um prejuízo e sofrimento maior no decorrer da vida escolar.


Virginia Pelizzoni - virginiapp@espacodomquixote.com.br
Psicopedagoga do Espaço Dom Quixote

Não sei fazer isso, mas sei fazer aquilo!



Já estamos na reta final do ano letivo, agora as dificuldades se intensificam e os pais e professores começam a “correr atrás da máquina” para evitar repetências. 

Muitas vezes a solução está à nossa frente, está na maneira em que encaramos o problema. Algumas vezes uma mudança na forma de avaliarmos uma dificuldade faz toda a diferença. 

Deixo aqui como inspiração o documentário da HBO. Não sei fazer isso... mas sei fazer aquilo, conta histórias de crianças com diferentes dificuldades que conseguiram superar seus problemas quando foram percebidos além das suas dificuldades. 

O filme está todo no youtube...apertem o play e inspirem-se 

Parte 1:
http://www.youtube.com/watch?v=WurheIyza0s

Parte 2:
http://www.youtube.com/watch?v=MGoAlGUhtTA

Parte 3:
http://www.youtube.com/watch?v=epi-JsT6-Gk


Clarissa Paz de Menezes - clarissapp@espacodomquixote.com.br
Psicopedagoga do Espaço Dom Quixote

Dificuldades na aprendizagem



A preocupação com os resultados das avaliações é algo natural e normal. Afinal, todos os alunos, após um período de estudos, passam pela avaliação destes conhecimentos para verificar se foram realmente apreendidos. As formas de avaliação utilizadas pelas escolas podem ser as mais variadas – aquelas que a criatividade e qualificação do professor permitirem e aquelas que a instituição normatizar em seu regimento. Todavia, uma das formas mais utilizadas, em parte do percurso ou em todo o processo avaliativo, é a prova escrita. Ela exige dos alunos o domínio da escrita, um vocabulário amplo, memorização, capacidade de relação de conteúdos e informações, interpretação, síntese e equilíbrio emocional. 

Para muitos alunos ela é um procedimento natural no processo de sua aprendizagem; para outros é um momento angustiante, quase de agonia. Afinal, se todos estudam e estudam muito, porque alguns atingem bons resultados e outros não conseguem obter os resultados necessários para a aprovação no final do ano escolar? 

Os pais que acompanham o esforço dos filhos também se preocupam e se questionam: como ajudar o filho neste processo de sua aprendizagem? 

A postura da família em relação aos estudos é fundamental, e aqui cabem algumas dicas: 

- Ter uma atitude de interesse e curiosidade pelo conhecimento geral através da pesquisa, leitura e estudo de assuntos diversificados. Buscar, através de livros, internet, passeios culturais, entre outras fontes, ampliar o conhecimento da família sobre assuntos variados e curiosos;

- Incentivar e colocar na rotina familiar visitas a museus, teatros, cinema, shows, palestras;

- Investir em livros e ter como hábito a leitura;

- Participar da vida escolar dos filhos acompanhando sua agenda, verificando seu material, participando das reuniões e atividades escolares;

- Perguntar e acompanhar a vida escolar dos filhos através de um diálogo em que o interesse, incentivo e elogios sejam prioridade, mas também cobrar a responsabilidade e dedicação nos estudos;

- Ter uma rotina de estudos com horário, local adequado e materiais necessários;

- Buscar a escola sempre que perceber conflitos, desinteresse ou dificuldades na aprendizagem. A parceria entre a família e a escola é fundamental para o sucesso na educação. Afinal, os pais e professores buscam o mesmo resultado ao final do período escolar: o sucesso na aprendizagem. 

Se, mesmo assim, seu filho não estiver conseguindo obter bons resultados e começar a apresentar dificuldades de aprendizagem, desmotivação, medo de fracassar, é importante procurar ajuda profissional para investigar o problema, a causa e os encaminhamentos para sua solução. 

As áreas da Psicopedagogia e da Psicologia são as mais indicadas para avaliar, diagnosticar e tratar das causas da dificuldade de aprendizagem. Em alguns casos, trata-se de fatores emocionais e psíquicos que inibem a aprendizagem e atrapalham o rendimento escolar e até as relações sociais; em outros, o aluno tem lacunas na aprendizagem, déficit cognitivo ou modalidade de aprendizagem diferenciada da modalidade de ensinagem, fatores que prejudicam ou impedem o sucesso escolar. 

Em todas estas situações, a intervenção profissional feita com tempo e com profissionais qualificados ajuda a minimizar os problemas e a encaminhar o educando para o sucesso na sua aprendizagem e na melhora do seu quadro emocional. 

 A família precisa estar atenta para os primeiros sinais de dificuldade e deve buscar ajuda o quanto antes para evitar a perda de um ano letivo, que pode causar desconforto e até traumas, dependendo do quadro emocional da criança ou adolescente.


Janete Cristiane Petry - janetepp@espacodomquixote.com.br
Psicopedagoga do Espaço Dom Quixote

Oficina Criança e a Aprendizagem


O Espaço Dom Quixote está promovendo a Oficina
CRIANÇA E A APRENDIZAGEM.

Confira abaixo a programação.


Transtorno de Processamento Auditivo e Dificuldades de Aprendizagem


As crianças com queixas de dificuldades esco lares geralmente apresentam pior desempenho em testes de PROCESSAMENTO AUDITIVO em função do atraso na maturação das habilidades auditivas. Tais habilidades são fundamentais para o processo de aprendizagem da leitura e da escrita.

O termo dificuldades de aprendizagem não se refere a um único distúrbio, mas a uma ampla gama de problemas que podem afetar qualquer área do desempenho acadêmico e são problemas que podem alterar as possibilidades da criança de aprender independente de suas condições neurológicas para fazê-lo.

O que é Processamento Auditivo e Transtorno de Processamento Auditivo?

Processamento Auditivo (PA) é um conjunto de habilidades auditivas que o indivíduo necessita para interpretar o que ouve. As habilidades mais comuns são: localização da fonte sonora, fechamento, figura-fundo, integração binaural, discriminação, memória e atenção.

O transtorno do PA acontece quando algum fator afeta de forma contrária o processamento ou interpretação de determinada informação. Qualquer dificuldade na habilidade para ter a atenção, discriminar, reconhecer, lembrar ou compreender informações apresentadas auditivamente pode ser considerado transtorno de PA.

Este transtorno pode estar relacionado a dificuldades de leitura, escrita, linguagem e aprendizagem. Freqüentemente o impacto mais profundo do transtorno do PA acontece nas crianças, visto que esse tipo de dificuldade pode interferir nas habilidades de fala, compreensão, comunicação e leitura; podendo gerar ansiedade, baixa auto-estima e desempenho acadêmico abaixo do esperado. Ainda pode estar correlacioná-lo com outros distúrbios como o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade.

O transtorno de PA pode se apresentar como um problema comportamental, social, emocional, comunicativo ou educacional (de aprendizagem). As manifestações ocorrem de diversas formas, abaixo seguirá uma lista de características relacionadas ao Transtorno de PA.

Características Gerais:

- Dificuldades de aprendizagem de leitura e escrita;

- Fala muito HEIN? ou O QUÊ?;

- Freqüentemente interpreta mal o que lhe é dito;

- Apresenta respostas lentas ou atrasadas para os estímulos de fala;

- Dificuldade pra entender a fala em ambientes ruidosos;

- Tempo de atenção reduzido;

- Distraído;

- Parece ouvir, mas não entende o que a pessoa diz;

- Tem dificuldade pra lembrar o que foi dito;

- Apresenta habilidades de fala e de linguagem prejudicada.

Dificuldades Emocionais:

- Tem dificuldade para interpretar as emoções;
- Baixo limite de tolerância;

- Instabilidade de humor;

- Hiperatividade e hiper-emocionalidade;

- Desorganizado;

- Baixa auto-estima.

Dificuldades Sociais:

- Dificuldades para se relacionar com os colegas;

- Comportamento impulsivo;

- Hiperatividade;

- Dificuldade de se controlar;

- Habilidades sociais gerais ruins;

- Coordenação motora ruim;

- Distúrbios do sono.

A (re)habilitação do indivíduo com transtorno do PA deve ser planejada e realizada por diferentes profissionais (fonoaudiólogo, neurologista e psicopedagogo) baseando-se nas necessidades individuais de cada paciente dependendo da natureza, das manifestações funcionais e do grau do problema. É importante destacar que tanto o transtorno do processamento auditivo como as dificuldades de aprendizagem quando identificados precocemente possibilitam uma intervenção terapêutica mais eficaz e adequada.

Por fim, deve-se ressaltar o papel do fonoaudiólogo como o profissional habilitado para o tratamento das dificuldades acima descritas e para a orientação aos pais e à escola do paciente.


Bruna dos Santos Xavier - brunafono@espacodomquixote.com.br
Fonoaudióloga do Espaço Dom Quixote



Doença genética rara: Síndrome de Jacobsen e uma aprendizagem linda


Conheci a Síndrome de Jacobsen através de uma menina que chegou acompanhada dos pais para atendimento psicomotor. Sem saber muito do que se tratava, porque existe pouca literatura, principalmente de terapia ocupacional e psicomotricidade, solicitei auxílio aos pais que me relataram um pouco mais. Meu pequeno tesouro (pra mim de descobertas) é uma linda, doce e esperta menina de oito anos de idade. Tem múltiplos atendimentos como fonoaudiologia, fisioterapia, psicologia, equoterapia, neurologia.

Minha pequena paciente tem a Síndrome de Jacobsen que é uma síndrome rara de genes contíguos causada pela deleção terminal do braço longo do cromossomo 11. Resultando em um fenótipo complexo caracterizado por atraso de desenvolvimento neuropsicomotor, anomalias crânio – faciais, defeitos cardíacos variados e discrasias sanguíneas. Sabe-se hoje que existem mais de 200 casos relatados e tendo como prevalência estimada em 1/100,000 nascimentos, com relação feminino/masculina de 2:1. Ainda desconhece-se a expectativa de vida.

As características clínicas mais comuns incluem retardo no crescimento pré e pós-natal, retardo psicomotor e um dimorfismo facial característico (deformidades de crânio, hipertelorismo, ptose palpebral, coloboma, fendas palpebrais, epicanto, ponte nasal larga, nariz curto, boca em forma de V e pequenos, de conjunto baixo e posteriormente rodado nas orelhas). Função plaquetária anormal, trombocitopenia ou pancitopenia geralmente estão presentes ao nascimento. Pacientes geralmente têm malformações do coração, dos rins, do trato gastrointestinal, sistema genital, nervoso central e esqueleto. As anomalias oculares, auditivas, imunológicas, hormonais também podem estar presente.

Nossa! Ela me ensinou tudo isso em poucos meses, e eu acrescentei o que a ela? Muita coisa. Estamos conseguindo aprimorar os traços e movimentos motores finos e amplos, aumentar a capacidade de concentração e exploração de materiais com texturas diferentes. Além de aprender a cantar e dançar com maior desenvoltura usando as roupas do baú de fantasia, melhorando cada vez mais o processo criativo da minha linda bonequinha.

E assim continuamos.


Priscila Straatmann Morél - priscilato@espacodomquixote.com.br
Terapeuta Ocupacional e Psicomotricista do Espaço Dom Quixote

Dislexia


A Dislexia é um distúrbio de aprendizagem de origem neurológica, caracterizado pela dificuldade com a fluência correta na leitura e dificuldade na habilidade de decodificação e soletração, resultantes de um défict no componente fonológico da linguagem, isto quer dizer que as crianças (ou adultos) com dislexia não conseguem, principalmente, relacionar a letra escrita com o som que ela corresponde na linguagem oral.

Há estudos que indicam que a prevalência de dislexia é de 5 a 17% na população mundial e ela tem fatores tanto genéticos quanto ambientais. Pensando na realidade das nossas escolas, percebe-se que há poucos alunos com este diagnóstico, sendo que os que têm o diagnóstico, podem não ser disléxicos se a avaliação não foi feita por uma equipe de profissionais, incluindo médico neurologista, fonoaudiólogo, psicólogo e psicopedagogo. E é fundamental que TODOS estes profissionais avaliem a criança porque o diagnóstico pode não ser preciso se não haver avaliações de todos.

Alguns comportamentos relacionados à dislexia já podem ser observados desde a Educação Infantil. É importante observar se as crianças apresentam:

- dispersão;
- fraco desenvolvimento da atenção;
- atraso no desenvolvimento da fala e da linguagem;
- dificuldade em rimas e canções;
- fraco desenvolvimento da coordenação motora.

E durante os anos iniciais observar se:

- não diferencia números e letras;
- tem problemas de lateralidade;
- persistência de dificuldade no processo de linguagem;
- olhar perdido ao tentar ler, entre outros.

É importante deixar claro que estes sinais não definem se uma criança é disléxica ou não, mas deve servir como sinal de alerta para a procura de profissionais habilitados para realizarem a avaliação necessária. Com o diagnóstico correto o professor poderá adequar seu currículo e, com o auxílio de profissionais, garantir que a criança, mesmo com dificuldade, tenha o desenvolvimento da aprendizagem e das habilidades de leitura e escrita.


Fernanda Helena Kley - fernandafono@espacodomquixote.com.br
Fonoaudióloga Pós-Graduanda em Neuropsicologia (UFRGS) do Espaço Dom Quixote

Consciência Fonológica na Aprendizagem


Quando se fala em aprendizagem e em como as crianças podem passar por este processo de maneira mais tranquila e eficiente, fala-se também em consciência fonológica.

Consciência fonológica é a capacidade de refletir sobre os sons da fala e sua organização na formação das palavras e aparece desde muito cedo nas crianças. Antes de ingressar na Educação Infantil, algumas crianças já conseguem reconhecer rimas, uma das habilidades que a consciência fonológica compreende.

A criança normalmente aprende primeiro as noções relacionadas à consciência dos sons em palavras, depois através das rimas, nas aliterações (repetição de sons no início das palavras, como “o rato roeu a roupa do rei de Roma”), nas sílabas e por último adquire as habilidades relacionadas ao fonema.

Há sempre uma discussão a respeito do que é causa e o que é consequência. A consciência fonológica antecede a alfabetização ou será que isto se dá de maneira inversa? O que se tem encontrado em literatura especializada é que “a aprendizagem do sistema alfabético da leitura e da escrita pressupõe a capacidade de reconhecer, decompor, compor e manipular os sons da fala, o que corresponde à consciência fonológica”, dando a impressão de que estas habilidades devem ser adquiridas antes do processo de alfabetização. Mas, ao mesmo tempo, sabe-se que algumas tarefas de nível de fonema como a transposição (identificar a palavra ouvindo os fonemas de trás para frente), só atingem um nível de acerto alto após o ingresso da criança no nível alfabético, ou seja, a consciência fonológica não está totalmente adquirida antes da alfabetização.

Pode-se concluir então que alguns níveis de habilidades da consciência fonológica precedem a aprendizagem da leitura e da escrita, e outros níveis podem acompanhar e/ou ser resultado de tal aprendizagem. À medida que a alfabetização vai se concretizando, a consciência fonológica também se aprimora, auxiliando o aperfeiçoamento das funções cognitivas e o processo de construção do aprendizado.

Incluir atividades em sala de aula que estimulem estas habilidades pode auxiliar em muito no processo de aprendizagem, as atividades são simples e podem ser feitas em forma de brincadeiras divertidas!


Fernanda Helena Kley – fernandafono@espacodomquixote.com.br
Fonoaudióloga do Espaço Dom Quixote

Quer saber mais? O Espaço Dom Quixote está oferecendo o curso CONSCIÊNCIA FONOLÓGICA COMO MÉTODO DE ALFABETIZAÇÃO que ocorrerá nos dias 29 e 30 de abril! Informe-se e participe!

Ser canhoto


Como todos nós canhotos bem sabemos, o mundo ainda é dos destros. Muitos utensílios de vida diária prática e de lazer como tesouras, abridores de lata, saca-rolhas, acessórios de computador, carteiras escolares e até colheres tortas para bebês são feitas para a mão direita. A causa do canhotismo ainda é desconhecida, mas há várias teorias a esse respeito. De maneira geral as funções motoras são comandadas pelo lado direito do cérebro.


Mas quando se é criança e ainda se é canhota, muitas vezes é preciso se contorcer para usar o caderno e no momento da alfabetização a criança poderá não enxergar o que está escrevendo uma vez que a mão esquerda tampa o que foi escrito. Outro problema para os canhotos é o material escolar: como a espiral atrapalha o punho, réguas têm a numeração da esquerda para direita (para canhotos o mais fácil é traçar uma linha no sentido contrário) e as tesouras impedem que vejam a linha sendo cortada. Pode parecer bobagem, mas não é nada fácil para uma criança canhota usar esse tipo de utensílio, uma vez que eles foram desenvolvidos para destros.

Algumas considerações levam em conta fatores diferentes como:

1- a genética, já que é sabido que há famílias com alta incidência de preferência pela mão esquerda, muito acima dos 8-10% da população em geral. A chance de ter uma criança canhota é de 10% quando pai e mãe são destros, 20% quando ou o pai ou a mãe é canhoto (especialmente se for a mãe), e 26% quando ambos são canhotos.;

2- hormônios, como a testosterona, que influenciam tanto a lateralização funcional do cérebro quanto a diferença entre os sexos, já que há mais canhotos (12.6% dos homens) do que canhotas (9.9% das mulheres) no mundo;

3- a influência sócio-cultural como a repressão do uso da mão esquerda ou mesmo a conversão forçada;

4- fatores mecânicos, como a posição do feto no útero, que influenciam o desenvolvimento da lateralização funcional no cérebro antes mesmo do nascimento, já que ao nascer o cérebro já tem assimetrias, e já existem diferenças no movimento das duas mãos;

5- patologias ou problemas no parto que perturbam o desenvolvimento normal da lateralização funcional do cérebro.

Apesar de muitas pesquisas e muitas adaptações, as crianças que estão entrando na fase de alfabetização escolar precisam de auxílio nessa hora. Poder perceber a tendência e conversar com a escola para ajudar nessa descoberta, adequar a carteira escolar, não "corrigir" a criança mudando os objetos da mão esquerda para a direita. Senão ela pode ter dificuldade de aprendizado. Na hora de comprar o material, compre o que for desenvolvido para ele. Alguns cuidados melhoram o desempenho escolar. Para manter bem a autoestima do filho, invente histórias de reis, rainhas, heróis e heroínas canhotas e conte sobre os famosos na história que são canhotos.



Priscila Straatmann Mórel - priscilato@espacodomquixote.com.br

Terapeuta Ocupacional e Psicomotricista do Espaço Dom Quixote

Por que meu filho não está conseguindo acompanhar as atividades da escola?


Mal o ano começou e os bilhetes na agenda já estão surgindo? Seu filho não consegue acompanhar as atividades da escola, deixa o caderno incompleto, se distrai com facilidade, conversa muito com os colegas... E o pior, estas reclamações não são novidade?

É melhor não esperar chegar o final do ano para buscar auxílio! Pode ser que a criança não esteja conseguindo se organizar na rotina escolar, ou talvez algo da ordem emocional esteja atrapalhando sua concentração e/ou a criança não esteja conseguindo sublimar suas pulsões para o aprendizado, o que seria esperado para sua faixa etária. Pode ser muito mais do que falta de vontade e falta de limites, é preciso ficar atento!

Muitos são os motivos que podem levar uma criança a não aprender: segredo familiar, conflito familiar, fobias, desatenção, TDAH, dislexia, depressão, não adaptação à escola, entre tantos outros. Uma conclusão precipitada pode ser perigosa e não auxiliar em nada a criança. Não basta também termos um diagnóstico.

Os pais precisam acompanhar os seus filhos na hora do tema para poderem perceber o que está acontecendo. Ajudar a organizar a mochila e acompanhar diariamente os temas também é fundamental, mesmo que o tempo seja curto. Incentivar a leitura e a pesquisa, sendo um bom exemplo, lendo na frente dos filhos e mostrando para que serve aprender também é um motivador importante. Caso os pais já façam tudo isso e não estejam vendo resultados, um bom psicodiagnóstico pode avaliar onde está o problema e qual o melhor acompanhamento a ser feito, o que evita muitos sofrimentos futuros.


Procurar um profissional especializado para avaliar a criança evita os apertos no final do ano! Afinal, não conseguir aprender na escola ou não trazer o caderno completo para casa gera muito sofrimento para a criança, além de rótulos, apelidos e impressões que são difíceis de desconstruir mais tarde.

Fabíola Scherer Cortezia – fabiola@espacodomquixote.com.br Psicóloga especialista em Psicoterapia Psicanalítica de crianças e adolescentes

Aula de Música no Espaço Dom Quixote


O Espaço Dom Quixote está oferecendo aulas de música! Venha conferir as aulas de musicalização para bebês, de violão, teclado e composição! É um espaço para a criança ou adolescente aprender se divertindo e se aperfeiçoar como pessoa.

Cada vez mais estudos indicam a importância do estudo da música e que a experiência musical precoce facilita o desenvolvimento integral e aumenta a capacidade cerebral.

A música ativa o cérebro por inteiro e seu efeito é tão intenso que os músicos apresentam um superdesenvolvimento em determinadas áreas de seu cérebro, como maior quantidade de massa cinzenta, aumento do corpo caloso (responsável pela transmissão de informações entre os dois hemisférios cerebrais) principalmente em pessoas envolvidas com música antes dos sete anos, e outras áreas cerebrais, associadas com o processamento auditivo, sistema motor, desenvolvimento da linguagem, emoção e memória.

Assim, a música facilita a capacidade de aprendizagem por manter os neurônios em atividade, aumentando a atenção, melhorando e tornando mais rápidas as sinapses (conexões entre neurônios) e estimulando a absorção de informações. A memória também é estimulada pela memorização de textos, melodias, células rítmicas... Há também efeitos importantes na escrita e alfabetização.

Além de ganhos cognitivos, surge uma melhora na coordenação motora e observam-se diferenças no comportamento das pessoas que estudam música, como maior tranquilidade e concentração. O contato com a música pode ser um importante meio de expressar as próprias emoções, aumentando a estabilidade emocional e contribuindo para o bem estar, pois ativa também as áreas responsáveis pelo prazer no cérebro, diminui o estresse (diminuindo o cortisol) e aumenta a autoestima.

A música torna a criança e o adolescente mais preparados para a vida. Desafios aparecem no aprendizado musical, como tocar e/ou cantar sozinho, e assim, aprendem a lidar com eles, a lidar com o erro, precisando encontrar formas criativas de solucionar os problemas, tornando-se mais desinibidos, independentes e tolerantes.

As crianças e adolescentes também desenvolvem habilidades e competências como disciplina, sensibilidade, critérios estéticos musicais, paciência, cooperação e respeito com o outro, melhorando a comunicação, e as aulas de música ou musicalização desenvolvem a linguagem através das canções, tornando o aprendizado da linguagem e o processo de alfabetização mais rápido.

Aulas de música e musicalização contribuem para o desenvolvimento integral da criança e do adolescente, melhorando sua qualidade de vida. Encontra-se na música uma fonte de interesse, prazer, desejo e estimulação que acarreta em mudanças importantes em todos os aspectos de suas vidas.


Informe-se também sobre os atendimentos em Musicoterapia!


Luciana Steffen - lucianamt@espacodomquixote.com.br
Musicoterapeuta do Espaço Dom Quixote


Dificuldade na aprendizagem, TDAH, ou será dislexia?



A falta de interesse nas aulas, dificuldades de ler, escrever e soletrar letras pode significar mais do que “falta de vontade e preguiça”. Professores devem estar atentos ao comportamento dos alunos para poderem perceber as sutis diferenças entre um simples desinteresse ou algum distúrbio que pode estar impossibilitando o aprendizado da criança e/ou adolescente. Os sintomas podem ser de dislexia, distúrbio que afeta de 10 a 15% da população mundial, de acordo com informações da Associação Brasileira de Dislexia (ABD).


Alunos com dislexia são confundidos, frequentemente, com alunos com TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade), preguiça, agitação ou falta de força de vontade. Seus sintomas passam muitas vezes despercebidos nas salas de aula. No entanto, não devemos generalizar as dificuldades, pois nem todo aluno que tem problemas com a leitura tem dislexia.

Um diagnóstico correto requer uma equipe multidisciplinar, envolvendo psicopedagogo, fonoaudiólogo, psiquiatra infantil e da adolescência, psicólogo, oftalmologista e otorrinolaringologista (para avaliação audiométrica). Devido ao professor estar com o aluno por um longo período a cada dia, cabe a ele o papel de discutir com a coordenação e os pais as dificuldades do aluno, encaminhando-o ao psicopedagogo para uma avaliação mais criteriosa.

Identificar o transtorno e fazer o encaminhamento para equipe multiprofissional habilitada é o passo inicial e fundamental para que esse aluno desde cedo não se sinta um fracassado, um impotente, ou alguém reconhecido como “aquele que não quer nada com a vida”.

Freqüentemente recebemos crianças e adolescentes que chegam até o ensino médio sem receber um diagnóstico preciso e tratamento adequado, o que compromete significativamente o aprendizado e a vida pessoal do aluno em todos os setores, agravando muito o seu prognóstico, pois junto com o fracasso escolar encontramos a baixa autoestima, dificuldades para se expressar e falta de confiança em si mesmo. Portanto, caso tenha ficado uma “pulguinha atrás da orelha” ao ler este texto e lembrar de alguma criança ou adolescente com sintomas semelhantes, vale a pena encaminhar para uma avaliação com uma psicopedagoga ou psicóloga para diferenciarmos o que pode ser da ordem afetiva e o que pode ser de ordem cognitiva.

Fabíola Scherer Cortezia – fabiola@espacodomquixote.com.br

Psicóloga do Espaço Dom quixote

Problemas de aprendizagem, o que são?

Já que atualmente estão ocorrendo dois cursos sobre os transtornos da infância em nossa clínica, leia um pouco mais sobre os problemas de aprendizagem que podem ocorrer durante o período escolar.

Num primeiro momento da história, percebe-se que os problemas de aprendizagem estavam vinculados a problemas orgânicos, que poderiam ser facilmente detectados.

Problemas de aprendizagem já foram associados ao QI baixo, ou seja, a um déficit intelectual. Alguns autores, não contentes e não concordando com a idéia de que a dificuldade de aprendizagem seja atribuída apenas ao déficit intelectual, passaram a relacioná-la a um contexto maior, envolvendo: dificuldades afetivas da criança, tanto com a família quanto com professores e colegas na escola, bem como a inadequação dos métodos utilizados pela educação escolar, ampliando, assim, a compreensão do sujeito da aprendizagem para além do orgânico associado ao contexto da aprendizagem.

Na década de 70, os problemas de aprendizagem, principalmente de crianças economicamente desfavorecidas, eram relacionados aos problemas sociais, uma vez que essas crianças viviam em carência de nutrição, saúde e cultura considerando que as mesmas eram menos capazes de aprender.

Psicopedagogia entende as dificuldades de aprendizagem como a manifestação de um sintoma, considerando o sujeito da aprendizagem nas dimensões do corpo, organismo, inteligência e desejo e, também, como uma manifestação de fracasso escolar.

Com o passar do tempo e com os estudos realizados podemos perceber, a partir de novas teorias, a compreensão de que essas dificuldades podem ser expressas pelo sujeito de diversas formas e a partir de várias causas. A Psicopedagogia, por exemplo, refere que a dificuldade de aprendizagem é um sintoma que surge a partir das relações entre a criança e o meio em que vive, podendo também ser explicada pela inadaptação da prática escolar às necessidades do aluno, ou seja, os chamados processos reativos, configurando-se como o fracasso escolar.

Alguns professores idealizam os alunos para os quais eles querem ensinar e tal atuação faz com que todos os alunos que não se enquadrem no padrão estabelecido não consigam adaptar-se à metodologia do professor. Essa postura dificulta o processo de relações e construção da aprendizagem pelos alunos, assim como as trocas com professores e alunos, necessárias para que o processo de aprendizagem ocorra de forma tranqüila. Outro fator que dificulta as relações de aprendizagem das crianças na escola refere-se à falta de importância dada às vivências e construções anteriores, sendo tratadas como papéis em branco que precisam ser preenchidos ao entrarem na escola.

A escola, como um espaço de construção do conhecimento tanto para alunos quanto para professores, deve ser um local agradável, sedutor e prazeroso, para que a aprendizagem seja um processo tranqüilo. A escola como um todo precisa ter clareza da concepção que sustenta as relações de aprendizagem.

Clarissa Paz de Menezes

Psicopedagoga do Espaço Dom Quixote

Estimular a Leitura


Em muitas famílias o início do ano escolar gera ansiedade não apenas nas crianças, mas também muitos pais acabam passando por momentos de angústia. Sempre há muita preocupação com relação ao processo de aprendizagem das crianças, situação bastante verificada entre os pais com crianças em fase de alfabetização. A dúvida “será que meu filho vai aprender a ler e escrever?” já preocupa os pais desde o início do ano.

É importante ressaltar que o processo de aquisição da linguagem escrita é lento e o tempo de cada criança deve ser respeitado. Ansiedade em demasia só atrapalha o desenvolvimento da aprendizagem.

Mas de que maneira os pais podem auxiliar nesta etapa?

Sabe-se que a leitura é fundamentalmente aprendida na escola, mas a quantidade e o tipo de apoio que a criança recebe em casa afeta significativamente o seu progresso. Sem a preocupação dos pais em serem professores de seus filhos, eles podem através de brincadeiras estimular as crianças.

Quanto mais as crianças estiverem em um ambiente rico em informações e estímulos, melhores serão seus resultados escolares. Estimular o hábito da leitura já pode ser iniciado antes mesmo da alfabetização. Deixe ao alcance das crianças livros de histórias infantis e utilize eles nas brincadeiras. Incentive seu filho a folhear os livros e a imaginar as histórias sem precisar ler, chame a atenção para as imagens e indague a criança sobre o que está acontecendo e o que pode acontecer a partir de uma determinada gravura. Conte histórias e peça que seu filho as repita, faça perguntas a respeito dos personagens. Crie novas histórias a partir de uma já conhecida.

A estimulação do diálogo, da construção de frases, da intenção de se comunicar é muito importante para o desenvolvimento da aprendizagem. Estimule a linguagem oral de seu filho de uma maneira geral. Alguns sinais de dificuldade de linguagem como vocabulário pobre e sem variedade, frases muito simples e trocas na fala podem ser indicativos de dificuldades de aprendizagem futuras.

Não se esqueça que a criança é fortemente estimulada pelo ambiente, se ela vê o pai ou a mãe lendo o jornal, um livro ou revista, ela se interessará mais pela leitura. Não transmita preocupações para seus filhos, mostre o mundo das letras e viva junto com seu filho esta etapa tão fascinante do desenvolvimento da aprendizagem.

Fernanda Helena Kley

Fonoaudióloga do Espaço Dom Quixote