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Semana Mundial da Amamentação



A Semana Mundial da Amamentação é realizada com o objetivo de mostrar para a sociedade em geral, e para os pais em particular, a importância do aleitamento materno, não só para as crianças, como também para as mães. Neste ano ela ocorre de 1º a 7 de agosto e mobilizações serão feitas em todo o Brasil.

Em 2013, a Aliança Mundial para a Ação em Aleitamento Materno escolheu como tema:

"Aconselhamento em amamentação: perto das mães".

Dentro deste tema, a campanha elaborada pelo Ministério da Saúde traz como slogan:

"Tão importante quanto amamentar seu bebê é ter alguém que escute você".

A madrinha da campanha é Roberta Rodrigues, esposa do ator Marcelo Serrado. Os dois são pais de Guilherme e Felipe, gêmeos nascidos em abril deste ano.

Os benefícios do aleitamento materno são inúmeros e bastante divulgados, mas sempre é bom relembrarmos:

O leite materno é um alimento completo. Isto significa que, até os 6 meses, o bebê não precisa de nenhum outro alimento (chá, suco, água ou outro leite). Depois dos 6 meses, a amamentação deve ser complementada com outros alimentos. É bom que o bebê continue sendo amamentado até 2 anos ou mais. Quanto mais tempo o bebê mamar no peito, melhor para ele e para a mãe.

Benefícios para o bebê:
- O leite materno tem tudo o que o bebê precisa até os 6 meses, inclusive água, e é de mais fácil digestão do que qualquer outro leite, porque foi feito para ele;
- Funciona como uma verdadeira vacina, protegendo a criança de muitas doenças;
- Além disso, é limpo, está sempre pronto e quentinho;
- A amamentação favorece um contato mais íntimo entre mãe e bebê;
- Sugar o peito é um excelente exercício para o desenvolvimento da face da criança, ajuda a ter dentes bonitos, a desenvolver a fala e a ter uma boa respiração.

Benefícios para a mãe:
- Reduz o peso mais rapidamente após o parto;
- Ajuda o útero a recuperar seu tamanho normal, diminuindo o risco de hemorragia e de anemia após o parto; 
- Reduz o risco de diabetes;
- Reduz o risco de câncer de mama e de ovário.

Informações retiradas de portal.saude.gov.br


Fernanda Helena Kley - fernandafono@espacodomquixote.com.br
Fonoaudióloga do Espaço Dom Quixote


Linguagem de sinais para bebês



Recentemente foi publicado um artigo abordando o ensino da linguagem de sinais para bebês sem dificuldades de audição. No texto é relatado que ensinar alguns gestos para as crianças antes que elas falem pode diminuir a ansiedade dos bebês. 

Espera-se que os bebês pronunciem as primeiras palavras com significado por volta de 1 ano de idade, mas o processo de aquisição da linguagem já está ocorrendo, aliás este processo já inicia durante a gestação, pois a partir da 21ª semana o aparato neurofisiológico necessário para que a audição ocorra está suficientemente estruturado e o feto começa a ter as primeiras experiências sonoras. 

No desenvolvimento linguagem oral, o uso de gestos é parte do processo. Assim como a criança desde muito cedo aprende que ela pode modular o som do choro para expressar diferentes desejos, como fome, sono ou dor, ela também compreende que pode apontar para objetos que deseja e que isso facilita a comunicação. 

Voltando ao artigo original, é proposto que as mães ensinem alguns gestos predeterminados a partir dos 8 meses. É importante destacar que este ensino de gestos não é através da Língua Brasileira de Sinais que é utilizada pelos surdos, é mais informal e menos abrangente do que a LIBRAS. 

Como fonoaudióloga, acredito que o ensino de alguns gestos pode ser benéfico para o desenvolvimento da criança, mas também vejo que muito disso já é feito naturalmente pelas mães. A expressão da fala de um adulto tem muito da linguagem não-verbal, tanto em termos de expressão facial como de gestos, e quando se direciona esta fala para um bebê, estes aspectos devem ser mais enfáticos ainda. Isso quer dizer que usamos gestos naturalmente e a criança compreende este uso e passa a utilizar também. 

O que não pode acontecer é uma privação do estímulo auditivo nesta fase tão importante do desenvolvimento infantil. A criança aprende a falar escutando e por isso quanto mais momentos de conversa melhor. É preciso perceber o que é mais adequado para cada caso e ninguém melhor do que a mamãe e o papai para descobrirem o que o seu bebê deseja. 

Quer ler o artigo completo? Acesse: 

http://delas.ig.com.br/filhos/linguagem-de-sinais-para-bebes-diminui-frustracao/n1597726598925.html


Fernanda Helena Kley - fernandafono@espacodomquixote.com.br
Fonoaudióloga do Espaço Dom Quixote
Pós-graduada em Neuropsicologia UFRGS

Os filhos precisam de um pai? Ou uma mãe lhes basta?



Percebo muitos pais hoje mais participativos no lar. Vemos homens fazendo cursos de casal grávido com interesse em aprender como cuidar de um bebê e auxiliar a esposa, vemos pais indo à reunião escolar de seus filhos, levando-os para as atividades físicas, estudando com eles... Isso cativa as mulheres, mas também assusta. Para algumas mães, é difícil deixar esse pai entrar nessa relação dela com seu filho. 

Penso que a mulher, que já obteve tantas conquistas, precisa refletir que o lugar do Pai é dele por direito e dever. As mudanças sobre o lugar da mulher na sociedade atual e a necessidade de se mostrar independente e autossuficiente trouxeram alguns avanços, mas também alguns problemas na criação de filhos. Vemos mulheres com a crença de que se tiverem um filho por produção independente poderão suprir a criança sendo mãe e pai. Outras vezes, a mulher não dando passagem ao homem para executar sua função de pai, acaba por promover uma referência para a criança de um pai invisível, incompetente e muitas vezes dispensável. 

A imagem do pai é imprescindível para o desenvolvimento psicológico dos filhos. É função paterna apresentar o filho ao mundo. A mãe acalma, acaricia, protege... O pai encoraja, permite ao filho tomar iniciativas e aprender a distinguir entre o certo e o errado e entender as consequências de uma ou outra escolha. 

O pai precisa conhecer o seu filho para perceber até onde ele é capaz de ir e então encorajá-lo. O pai precisa dizer não quando o filho quer dormir na sua cama com a mamãe e ele ou com a mamãe e sem ele. O pai precisa dizer o não que a mãe, muitas vezes, não conseguirá sustentar sozinha. 

A função paterna (que pode ser desempenhada pelo pai ou por alguém outro do sistema familiar, como tio ou avô) é de grande importância na vida de uma criança, pois é o pai que representa a lei para o filho, através da autoridade. É a partir disso que a criança cresce, amadurece, aprende regras e limites. Quando essa função é desempenhada, ensinamos à criança que ela não será sempre a “sua majestade o bebê” que ela tanto deseja, que ela não é a única coisa que sua mãe tem na vida e que a mãe não precisa, nem deve, estar 24 horas disponível para essa criança. É através da entrada do pai nessa relação que a criança aprende, com muito carinho, que não se ganha sempre, que não se tem sempre tudo o que quer, na hora que quer. 

Há na atualidade uma crise da função paterna! Ou o pai não está presente, ou não se faz presente. Ou o pai nem visita seu filho após uma separação ou ele está ali, mas está sem força, sem lei, sem coragem de entrar nessa díade mãe-filho. Os pais, de modo geral, estão cuidando mais dos filhos, trocando fraldas, brincando, jogando com seus filhos, mas estão confusos e se tornam amigos e não mais pais, ou se tornam mais uma mãe nessa relação. O pai não é a versão masculina da mãe, ele é o PAI. Precisa dispor de tempo para conhecer e relacionar com esse filho e isto pode ser feito através de brincadeiras, leitura, conversas, rolar no chão, executar tarefas diárias, mas precisa dizer não, precisa ser autoridade, sem precisar ser autoritário.

Pais, preciso dizer o quanto a presença efetiva de vocês é fundamental no desenvolvimento dos filhos e que, mesmo com mulheres cada vez mais dinâmicas, ativas e esclarecidas, nós, do sexo feminino, embora às vezes queiramos ser, não somos autossuficientes e precisamos, e muito, de vocês como pais de nossos filhos! Afinal, para que possamos efetivamente sermos mães, precisamos alguém que seja pai, ou tudo ficará muito confuso e talvez não consigamos fazer nada direito. 

Aos pais, desejo que sejam sempre super pais, não do tipo inatingíveis, inabaláveis, mas super conscientes da importância da função paterna na construção de identidade de seus filhos! 


Fabíola Scherer Cortezia – fabiola@espacodomquixote.com.br 
Psicóloga do Espaço Dom Quixote
Especialista em Infância e Adolescência

Fonoaudiologia e Estimulação Precoce



Todo o estímulo recebido na primeira infância constitui a base do desenvolvimento futuro. A estimulação precoce, como o próprio nome já refere, tem como objetivo desenvolver e potencializar, por meio de jogos, exercícios, técnicas e de outros recursos lúdicos, as funções do cérebro da criança para beneficiar seu intelecto, seu físico e sua afetividade. 

Uma criança bem estimulada fará maior aproveito de sua capacidade de aprendizagem e de adaptação ao seu meio, de uma forma mais simples, rápida e intensa. 

Sabemos que os bebês nascem com um grande potencial e que cabe aos pais fazerem com que este potencial se desenvolva ao máximo de forma adequada, positiva e divertida. Porém, existem casos em que a estimulação dos pais não é suficiente, sendo necessário o acompanhamento com um profissional especializado. 

No que diz respeito à linguagem, espera-se que a criança fale suas primeiras palavras entre 1 ano e 1 ano e meio de idade e que junte duas ou três palavras em uma frase a partir de 2 anos. 

Fique atento à fala de seu filho. Observe se a criança parece escutar o que lhe é dito, se atende a ordens verbais, se demonstra interesse em ouvir histórias. É de grande importância que a criança tenha capacidade de iniciar uma conversa, observe se ela interage com seu interlocutor. 

Sempre que for levantada alguma suspeita de alteração de linguagem procure um fonoaudiólogo para realizar uma avaliação, pois se a intervenção for feita precocemente, problemas posteriores, como por exemplo, na alfabetização, serão evitados. 

O grupo de Estimulação Precoce do Espaço Dom Quixote conta com acompanhamento de Fonoaudióloga, Psicóloga, Psicomotricista e Musicoterapeuta. Entre em contato para maiores informações!


Bárbara Brandão da Cunha – barbarafono@espaçodomquixote.com.br
Fonoaudióloga do Espaço Dom Quixote
Aperfeiçoamento em Processamento Auditivo (curso em andamento).

O desafio de parar de chupar bico


Assunto que sempre gera discussões é o uso ou não do bico (ou chupeta). Para os pais que decidiram pelo uso do bico, sempre há dúvidas da hora e maneira correta de retirar este hábito da criança. Para algumas crianças é supertranquilo parar de chupar bico e muitas vezes eles espontaneamente deixam o bico de lado. Mas, para outros, acaba se tornando um hábito tão forte que ficar sem o bico é motivo de choro contínuo.

Médicos, dentistas e fonoaudiólogos recomendam que até no máximo os 3 anos de idade a criança não esteja mais fazendo uso do bico, e para que a retirada dele seja feita de modo tranquilo, é aconselhável que os pais desde o início estipulem algumas regras para o seu uso. 

O bico tem um efeito calmante para as crianças, por isso que a grande maioria delas pede o bico quando estão com sono ou se sentindo desconfortáveis. Isso quer dizer que quando a criança está brincando ou passeando ela não precisa do bico, pois não são momentos de descanso e sim de interação com as pessoas e o mundo. E como esta interação vai ocorrer se há um empecilho para que a criança se comunique? 

É importante não liberar o uso do bico indiscriminadamente, pois além de estarmos fortalecendo um hábito desnecessário e estarmos interferindo no processo de erupção dentária, estamos mandando uma mensagem de que a criança deve permanecer calada, sem chance de dar seu ponto de vista. 

O correto seria deixar o bico para os momentos mais incômodos para a criança e, com o passar do tempo, ir diminuindo o seu uso até a retirada total. Uma dica para que a criança não faça do bico um hábito corriqueiro é deixar ele sempre guardado, fora da vista da criança e só entregá-lo for realmente necessário. 

A criança já pode ir largando o bico desde o primeiro ano de vida, quanto antes isto for acontecendo, mais tranquilo será. Mas se mesmo assim o hábito persistir por um tempo maior, pode-se conversar com a criança, reforçar que ela já é grandinha, que vai à escola e faz várias atividades que não combinam com o padrão infantilizado de utilizar o bico. 

No processo de retirada do bico é importante estabelecer metas, ir diminuindo o tempo de uso para apenas a noite, por exemplo, e premiar a criança conforme for atingindo os objetivos. Desde cedo pode-se conversando com a criança de que o bico é para bebês e que como ela está crescendo, logo logo o bico não será mais necessário. 

A seguir mais algumas dicas de manejo: 

- Combinar sempre com a criança de que o bico deve ficar em casa quando forem sair; 

- Se a criança usa o bico para dormir, tirar da sua boca quando ela adormecer; 

- Explicar desde cedo que o bico é para bebês e que a medida que a criança for crescendo o bico não “combina” mais com ela; 

- O bico nunca deve ser dado logo no momento em que a criança pede ou chora, deve-se tentar distrair a criança com algum brinquedo para que consiga ficar menos tempo com o bico.


Fernanda Helena Kley - fernandafono@espacodomquixote.com.br
Fonoaudióloga do Espaço Dom Quixote
Pós-Graduanda em Neuropsicologia UFRGS

Síndrome da Morte Súbita do Lactante



A Síndrome da Morte Súbita do Lactente (SMSL) conhecida também como morte do berço é bastante divulgada em todo o mundo e justificadamente muito temida. A síndrome envolve uma convergência de fatores que resultam em asfixia dos bebês vulneráveis. Bebês submetidos a condições como pobreza, exposição ao fumo, álcool e drogas ilícitas na vida intrauterina, ou à fumaça do cigarro depois do nascimento, são especialmente propensos. 

No Brasil, o costume de deitar os bebês de lado, posição que protege mais do que deixá-los de bruços, mas menos do que se estivessem de barriga para cima, explica por que a incidência é mais baixa: 5 a 10 em cada 10 mil crianças nascidas. Porém ainda não está claro se a morte ocorre durante o sono ou nos períodos de transição entre sono e vigília que se sucedem durante a noite e por a criança para dormir de barriga para baixo (em pronação) aumentaria o risco. 

O maior pico de incidência está entre dois e quatro meses de idade, sendo mais comum em meninos. No entanto, a má notificação nas declarações de óbito quando ocorre a SMSL, em vista que muitos profissionais da saúde ainda não sabem reconhecê-la e o óbito acaba sendo classificado como broncoaspiração ou morte sem assistência médica ou morte de causa desconhecida. Quando realizada avaliação em Instituto Médico Legal, quase sempre é classificada como broncoaspiração ou pneumonia porque também nestas instituições a SMSL é desconhecida. 

Pode servir de gatilho para disparar a síndrome também: 

1) a asfixia por compressão das vias aéreas ou inalação excessiva do gás carbônico exalado na posição com o rosto para baixo; 

2) a hipertermia causada pela compressão da face contra o travesseiro ou o colchão; 

3) o nascimento prematuro e a imaturidade dos mecanismos cardiorrespiratórios e de controle térmico. 

Mesmo assim, a síndrome pode surgir em bebês que não apresentam essas características. Um estudo recente mostrou que 85% dos casos acontecem com crianças que dormem de barriga para baixo ou compartilham o leito com outras pessoas, aumentando o risco. Deixando o bebê mais vulnerável ao estresse provocado pela falta de oxigênio.

Estas informações são muito importantes para que nossos bebês durmam com segurança!


Priscila Straatmann Morél - priscilato@espacodomquixote.com.br
Terapeuta Ocupacional e Psicomotricista do Espaço Dom Quixote

Mãe e bebê, uma linguagem especial!


A relação de linguagem entre mãe e bebê é um processo que começa no ambiente intra-uterino e que se fortalece com o nascimento e crescimento do filho. Desde as primeiras horas de vida, o bebê é um ser de comunicação, ele chora para expressar sensações e demonstrar suas necessidades. Com o amadurecimento neurológico, as possibilidades de comunicação vão aumentando, o choro vai ganhando diferentes padrões, há gritos, vocalizações e aos poucos vão surgindo as primeiras silabações.

A mãe tem grande influência no desenvolvimento da fala do seu filho. O desenvolvimento dele é favorecido pela forma com que a mãe o estimula, carrega, escuta a expressão de suas necessidades e mensagens. A comunicação afetiva que a mãe passa para o seu filho traz sentimentos de segurança, confiança, proteção, reconhecimento da existência e dá acesso à linguagem.

A fala da mãe com seu bebê é conhecida como manhês. Este termo vem do inglês motherese e pode ser definido como uma conversação especial dirigida aos bebês de até 2 anos e meio. Os principais pontos deste modo de falar são a entonação especial e a simplificação semântica e sintática, isto quer dizer que a mãe modula a sua voz de forma mais melódica e usa palavras e frases mais simples na hora de conversar com o seu bebê.

Quem ao ver uma criança não muda a sua maneira de falar? Há muitas opiniões a respeito deste fala mais infantil, será que é correto falar desta maneira com as crianças pequenas? Ou será que estaremos infantilizando e causando prejuízos de linguagem para os bebês?

O Espaço Dom Quixote estará oferecendo a Oficina A Linguagem entre Mãe e Bebê no dia 14 de maio às 19 horas para responder estas e outras dúvidas a respeito deste assunto!

Participe!

Maiores informações pelo fone (51) 3037-7167 ou e-mail recepcao@espacodomquixote.com.br


Fernanda Helena Kley - fernandafono@espacodomquixote.com.br
Fonoaudióloga do Espaço Dom Quixote
Pós-Graduanda em Neuropsicologia (UFRGS)