RSS
Mostrando postagens com marcador desenvolvimento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador desenvolvimento. Mostrar todas as postagens

A Fisioterapia no desenvolvimento motor



A Fisioterapia em Neuropediatria é o ramo da neurologia que se dedica ao estudo das doenças do desenvolvimento e maturação do sistema nervoso em crianças. Possui importância no controle de doenças com comprometimento neurológico. Quando ocorre uma lesão neurológica em uma criança, o fisioterapeuta analisa a sua motricidade e a sua funcionalidade através do seu desenvolvimento motor normal. 

Para realizar o tratamento de crianças com lesões neurológicas, precisa-se conhecer o desenvolvimento motor normal (com todas as suas peculiaridades) para reconhecer o anormal. Assim, as etapas do desenvolvimento servem como guia no processo de diagnóstico e tratamento. 

Realizando uma avaliação e acompanhamento adequado do comportamento anormal da criança, é possível aplicar um tratamento precoce proporcionando estímulos para recuperar e manter um padrão de sinergia motora próxima da normalidade que a ajude no seu desenvolvimento. 

A Fisioterapia atuando na inibição dos reflexos patológicos e primitivos persistentes facilita o desenvolvimento gradual do controle motor postural. 

O objetivo da Fisioterapia é levar o seu paciente ao estágio máximo da independência, por meio das suas potencialidades, lançando mão de todos os processos terapêuticos disponíveis. 

As principais funções do fisioterapeuta são: melhorar a mobilidade, aliviar a dor, prevenir lesões e recuperar as funções não adquiridas e perdidas, utilizando diversas técnicas. 

O fisioterapeuta dispõe da possibilidade de proporcionar uma contribuição especial e inestimável às crianças que apresentam deficiência neurológica ou algum tipo de problema através do atendimento lúdico e terapêutico.


Letícia Salin - leticiafisio@espacodomquixote.com.br
Fisioterapeuta do Espaço Dom Quixote

Interagindo com o mundo



A imaginação de uma criança começa a florescer quando ela inicia encenações imaginárias com seus brinquedos, ela cria um mundo em que adora conversar, tentando encontrar novas maneiras de combinar e recombinar suas palavras. 

Com isso se inicia um período mágico de desenvolvimento da linguagem, caracterizado por uma expansão do vocabulário e melhoria na pronúncia das palavras.

O resultado disso é uma imaginação saudável com uma rápida aquisição da linguagem.

Daniela Pinto - danielafono@espacodomquixote.com.br
Fonoaudióloga do Espaço Dom Quixote

A fala dos pais com seus bebês



Texto retirado do jornal Zero Hora de 17/02/14 traz pesquisa sobre a importância da fala dos pais no desenvolvimento de seus bebês. 

Boa leitura! 

A fala dos pais com seus bebês 

Falar com os bebês como se faz com os adultos e usar uma sintaxe e um vocabulário complexos permite um melhor desenvolvimento de seu cérebro e lhes servirá para o aprendizado ao longo de toda a sua vida, afirmam os cientistas. 

Na verdade, quando uma pessoa usa voz aguda ou canta consegue chamar a atenção do bebê, mas para que ele aprenda é preferível que se fale com a criança como se fosse um adulto. 

- Não se trata apenas de acumular vocabulário, também é preciso que este vocabulário seja de qualidade - explicou nesta quinta-feira Erika Hoff, psicóloga da universidade Florida Atlantic, durante conferência anual da Sociedade Americana para o Avanço da Ciência (AAAS, na sigla em inglês), em Chicago. 

- A palavra (dos pais) deve ser rica e complexa - acrescentou. 

Mais ainda: falar com os bebês tem uma importância tal que as crianças que saem de meios em que a palavra é menos elaborada têm piores resultados escolares. Essas diferenças também são evidentes nas estruturas cerebrais das crianças, segundo Kimberly Noble, neurologista e pediatra da Universidade Columbia de Nova York. 

Noble e seus colegas compararam os cérebros de crianças que vivem em contextos desfavoráveis com os que têm pais com estudo superior e encontraram diferenças nos sistemas cognitivos que comandam a sociabilidade e a memória. 

As diferenças mais flagrantes, no entanto, disseram respeito à parte do cérebro que condiciona o desenvolvimento da palavra. 

- Ao crescer, as crianças saídas de ambientes mais abastados dedicam maior parte do seu cérebro a estas regiões - afirmou Noble. 

Anne Fernald, psicóloga da Universidade de Stanford, expôs os resultados de um estudo realizado com um grupo de crianças falantes de espanhol de meios desfavorecidos. Arnald gravou as conversas que as crianças ouviam durante um dia e se deu conta de que as crianças só escutavam conversas periféricas entre seus pais. O verdadeiro aprendizado, segundo ela, provém da palavra dirigida diretamente a eles.


Thais C. Chies - thaispsico@espacodomquixote.com.br
Psicóloga do Espaço Dom Quixote

O uso do andador infantil

O primeiro ano de vida do bebê é marcado pela aquisição de habilidades que são aprimoradas a cada mês. Uma delas é a aquisição do engatinhar entre o 8º e o 9º mês. Nessa fase é comum que os pais coloquem seus bebês em andador infantil com a finalidade de incentivar o desenvolvimento motor. Alguns estudos relatam que se deve evitar o uso do andador infantil, pois a criança perde a chance de engatinhar e desenvolver a noção de espaço, além de não poder testar sua capacidade de equilíbrio. Além disso, estes estudos apontam que o andador não influencia na habilidade do engatinhar e que o desenvolvimento motor sofre influência de vários fatores. A escolha dos pais de permitirem que seus filhos usem ou não o andador infantil pode fundamentar-se em crenças culturais, mitos sociais e/ou interesses pessoais. 



No ponto de vista da ortopedia, o engatinhar ajuda a fortalecer a coluna e posicionando-a de maneira correta, pois vendo crianças utilizando o andador observamos que ela caminha na ponta dos pés e quando começa a andar sua marcha é semelhante. 

Apesar de a Associação Brasileira de Pediatria desaconselhar esse dispositivo devido ao alto número de acidentes relacionados ao seu uso (quedas de escadas, traumatismos crânio-encefálicos) bem como à expectativa de atraso na aquisição da marcha relacionada ao uso do mesmo, muitos pais e cuidadores insistem no uso do andador devido à sua praticidade. 

O bebê é suscetível aos estímulos vindos do ambiente, o que torna essencial e oportuna as várias formas de movimentos que possam garantir o desenvolvimento e o crescimento adequados. Estas posturas variadas proporcionam competências para ela corresponder às suas necessidades e às de seu meio. O meio em que o bebê vive influencia seu aprendizado motor de maneira complexa, e a casa é o principal agente de aprendizagem e desenvolvimento. Neste contexto estão incluídos jogos, práticas culturais e brinquedos disponíveis à criança, os quais exercem grande influência no desenvolvimento de suas habilidades motoras e, principalmente, no incentivo dos pais nesse processo. 

Rolar, engatinhar, descobrir e explorar o local onde a criança vive é ideal para um perfeito desenvolvimento. O bebê precisa do chão da sala ou de qualquer lugar onde tenha um local limpo e seguro, além de alguns brinquedos direcionados, conforme a idade. 

É assim que uma criança vai crescer saudável e ter o seu desenvolvimento normal, não necessitando do andador.


Letícia Salin - leticiafisio@espacodomquixote.com.br
Fisioterapeuta do Espaço Dom Quixote

Sentado em "W"


Sentar em “W” (w-sit) refere-se à postura assumida quando a criança senta-se no chão, com as pernas posicionadas no formato de um W (veja a figura). Esta é uma das muitas posições que uma criança pode assumir enquanto brinca sentada. A alternância entre posturas é extremamente benéfica para a criança, pois as transferências entre uma postura e outra ajudam a desenvolver os músculos do tronco e, principalmente, ajudam a formar as primeiras noções de equilíbrio e consciência corporal. 

No entanto, se a criança assume insistentemente a postura em “W”, então esta preferência pode vir a gerar problemas não só ortopédicos, mas também em relação ao desenvolvimento motor normal. 

O que a criança aprende enquanto brinca sentada 

Como exemplificado acima, é normal que a criança modifique constantemente sua postura durante uma atividade lúdica, assumindo inclusive a postura em “W”, sem que isso seja considerado prejudicial. Quando brincam desta forma, as crianças desenvolvem e aprimoram o controle muscular, assim são capazes de realizar rotações de tronco, inclinações, transferências de peso laterais, reações de proteção e trabalham também a dissociação de cinturas. Estas habilidades são primordiais para o desenvolvimento motor das crianças, influenciando inclusive o desenvolvimento da dominância manual. 

“Para se ter um bom controle distal é preciso ter boa estabilidade proximal”. Em outras palavras, para escrever, utilizar talheres, ou qualquer outra atividade que exija controle distal, é preciso que o tronco seja estável e ofereça boa sustentação aos músculos que vão movimentar o braço. Assim, se uma criança varia suas posturas sentadas e desenvolve o controle postural de tronco, então esta boa estabilidade proximal irá oferecer um melhor controle dos membros superiores, permitindo que elas manipulem livremente os brinquedos e desenvolvam suas habilidades manuais. 



O que acontece com o controle de tronco quando a criança permanece sentada em “W”

Na postura em “W”, a criança experimenta um grande aumento da base de sustentação quando comparada com outras posturas sentadas, isso lhe garante maior estabilidade estática e menor necessidade de ajustes posturais. Para entender o que isso significa, podemos comparar ao que acontece com nosso equilíbrio quando, de pé, afastamos as pernas (em outras palavras: ampliamos nossa base de sustentação). Saiba que nesta postura fica muito mais fácil manter o equilíbrio. 

Quando sentada em “W”, o centro de gravidade dificilmente ultrapassará a sua base de sustentação (a área ocupada pelo “W”), desta forma, os músculos do tronco terão pouco trabalho para manter o equilíbrio. Obviamente equilíbrio e estabilidade são coisas boas, no entanto, a instabilidade é essencial para desenvolver reações posturais e força nos músculos do tronco. 

O problema é que o “W” é tão estável que não permite à criança exercitar seu equilíbrio, também limita as rotações de tronco e as transferências de peso laterais, como aquelas que realizamos para alcançar um objeto. 

Uma criança pode escolher sentar-se em “W” simplesmente por não ter de se preocupar com equilíbrio enquanto manipula um brinquedo. Entretanto, esta também é uma postura muito conveniente para crianças com disfunção neuromotora, particularmente naquelas com hipotonia de base. Assim, crianças com Síndrome de Down, diplegia, e também naquelas com mielomeningocele (devido à fraqueza de tronco) podem preferir sentar-se em “W” por causa de sua dificuldade natural em manter o equilíbrio de tronco. 

Como resultado, ocorre um atraso nas aquisições de controle de tronco e equilíbrio devido ao não uso. Como a rotação de tronco está comprometida na postura em “W”, a orientação na linha média é afetada. Além disso, pela falta de transferências laterais e da capacidade de cruzar a linha média (levar a mão esquerda a alcançar um objeto no lado direito do corpo), a criança tende a usar a mão direita no lado direito do corpo e a mão esquerda no lado esquerdo do corpo, afetando o desenvolvimento da dominação manual.

Ponto de vista ortopédico 

Quando sentada em “W”, os quadris encontram-se no limite da rotação interna, predispondo a criança a problemas ortopédicos futuros. Nesta posição anormal, o risco de luxação do quadril é preocupante. Além disso, esta posição anormal favorece a instalação de encurtamentos e contraturas musculares, particularmente nos isquiotibiais, adutores do quadril e tríceps sural. A postura em "W" também pode afetar o desenvolvimento ósseo, favorecendo a anteroversão da cabeça do fêmur e rotação interna da tíbia. 



O que fazer? 

Orientações simples podem ser utilizadas: Se você perceber uma frequência na postura em “W”, basta ajudá-la a modificar a posição com suas próprias mãos, guiando-a, por exemplo, para a postura de pernas cruzadas e conversando com ela explicando que ela precisa endireitar as perninhas. O fato de uma criança sem disfunção neuromotora sentar-se em “W” é muito mais um hábito do que uma necessidade. Assim, desencorajar o hábito é a melhor pedida. Quanto às crianças com disfunção neuromotora, elas podem ficar muito inseguras e irritadas ao serem forçadas a assumir qualquer outra postura sentada. Neste caso, a ajuda dos pais é fundamental para desestimular o sentar em “W” em casa. Além disso, envolver a criança em atividades lúdicas manuais nas quais elas permaneçam em qualquer outra postura que não o “W” irá ajudar no desenvolvimento dos músculos do tronco e desenvolvimento do equilíbrio. 

Texto adaptado e retirado do blog: 
http://fisioterapiahumberto.blogspot.com.br/search/label/Fisioterapia%20Pediátrica


Letícia Salin - leticiafisio@espacodomquixote.com.br
Fisioterapeuta do Espaço Dom Quixote
Pós-graduanda em Traumato Ortopedia - Universidade Gama Filho (RJ)

O desenvolvimento da fala



Sugiro a leitura deste texto que traz pontos importante sobre o desenvolvimento da linguagem e fala das crianças e ainda esclarece algumas dúvidas!

Trocar letras e gaguejar é comum até certa idade na infância 

Fonoaudióloga Solange Dorfmann

A fala é a concretização de um processo que começou desde os cinco meses de vida intrauterina, quando a cóclea, principal responsável pela audição, se forma. A criança recebe estímulos desde então, por meio dos batimentos cardíacos da mãe, da voz dela e de pessoas próximas. O processo de maturação auditiva, essencial para o aprendizado da comunicação oral, se desenvolve intensamente até os sete anos de idade. 

Quando observamos uma criança que ouve normalmente e demora mais de dois anos para falar as primeiras palavras, temos que analisar se ela não se comunica, se ela usa gestos comunicativos, se interage, se tem condições anatômicas íntegras do sistema sensório motor oral, entre outras. Uma demora a falar pode ter como causa pouca estimulação, como no caso de crianças que ficam com mães ou babás que falam pouco e não vão a escola nem tem irmãos, etc. Pode ser porque a família é bilíngue e ela tenha que processar duas línguas, ou então ela pode ser portadora de deficiência intelectual, motora. Cada caso é um caso. 

Trocar as letras é normal? 
Ao iniciar a fala, algumas crianças podem confundir fonemas parecidos, como o "pê" e o "bê". A discriminação desses sons é um refinamento do processo auditivo que pode vir a maturar até o sexto ano de vida, mas é desejável que até os cinco anos já esteja estabilizado devido ao processo de aletramento. A maior parte das crianças já fala corretamente nessa idade. Algumas demoram mais nesse processo e podem vir a ter complicações escolares. Uma minoria ainda carrega essa dificuldade até a vida adulta, devendo receber o acompanhamento adequado. 

E se a criança gaguejar? 
Por mais que seja normal a criança trocar algumas letras durante o processo de aprendizado, é importante que os pais a corrijam quando ela se equivocar Durante o processo de desenvolvimento de linguagem é normal um período de disfluência fisiológica, que ocorre geralmente entre três e quatro anos. Nesse período a criança está processando diversas informações, como os sons que precisam ser emitidos, os significados, o sentido. 

Essa fala disfluente, entretanto, caracteriza-se pelas repetições e hesitações, normalmente sem esforços ou bloqueios presentes na gagueira. Os pais podem contribuir aceitando e valorizando os esforços dos pequenos, promovendo momentos comunicativos significativos e jogos verbais. Contar estórias, narrar acontecimentos diários, jogos simples como procurar objetos que começam com uma letra específica naquele ambiente, jogos de significados como: "O que compramos na feira?", "que objetos usamos na pracinha?", ou "o que rima com..." são indicados. 

Uso dos gestos para se comunicar 
Algumas crianças, já em idade de falar, podem preferir se comunicar por meio de gestos, apontando objetos que ela quer pegar ou fazendo sinais de sim e não com a cabeça. Nesse caso, se a deficiência auditiva estiver descartada, a indicação é que se estimule a produção oral de criança, não "aceitando" apenas gestos indicativos. Assim os pais, mesmo sabendo o que a criança quer, devem verbalizar a pergunta. Um exemplo, se a criança aponta para um filtro, o pai pergunta: "Você quer o que? Água?" e valoriza as emissões mesmo que de parte das palavras. 

Uma dica é retirar os objetos e brinquedos do alcance para ela ter que pedir. O gesto indicativo (apontar) é uma forma de comunicação bastante primitiva, mas se a criança passa a fazer gestos simbólicos, como uma gesticulação que indique estar bebendo água, já é um avanço com relação ao simples apontar. 

Corrija se ela disser algo errado
Por mais que seja normal a criança trocar algumas letras durante o processo de aprendizado, é importante que os pais não se adaptem ao vocabulário da criança e a corrijam quando ela se equivocar, mas sempre de forma positiva, oferecendo na fala o modelo adequado. Se ela fala "tadeira", por exemplo, a mãe pode falar, "você sentou na cadeira?", "essa cadeira é alta/baixa'... E por aí vai. Isso é melhor do que repetir o padrão errado numa critica ou represália, dizendo coisas como "não é uma tadeira!", mesmo porque a criança não tem culpa de falar errado. Ela é apenas imatura, foi pouco/mal estimulada ou apresenta alterações diversas como as já descritas. 

Causas comuns de alteração da fala
Além de deformidades da cavidade oral, os fatores que ocasionam alterações de fala podem ser também hábitos alimentares, hábitos deletérios (sucção digital ou de chupeta), respiração oral, falta de estimulação, traumas emocionais, modelos inadequados, deficiência auditiva ou mental, entre outros. 

Se você perceber que o seu filho está demorando muito para falar ou possui algum tipo de alteração suspeita da fala, procure um fonoaudiólogo.

Texto retirado de:


Fernanda Helena Kley - fernandafono@espacodomquixote.com.br
Fonoaudióloga do Espaço Dom Quixote
Pós-graduada em Neuropsicologia UFRGS

A Fisioterapia e o atraso no desenvolvimento



O desenvolvimento motor é considerado como um processo sequencial, contínuo e relacionado à idade cronológica, pelo qual o ser humano adquire uma enorme quantidade de habilidades motoras, as quais progridem de movimentos simples e desorganizados para a execução de habilidades motoras altamente organizadas e complexas. 

O atraso global no desenvolvimento neuropsicomotor é definido como um atraso significativo em várias partes do nosso desenvolvimento, podendo afetar a motricidade fina, motricidade grossa, linguagem, cognição, interação social e ainda as atividades de vida diária. 

Ela nasce sem a integração dos sistemas que ainda estão se formando, a partir da maturação do SNC é que ela começa adquirir novas habilidades. Os primeiros anos de vida são considerados críticos para o desenvolvimento infantil, já que há maior plasticidade cerebral, o que favorece o desenvolvimento de todas as potencialidades da criança. 

Sabe-se que o processo de desenvolvimento ocorre de maneira dinâmica e é suscetível a ser moldado a partir de inúmeros estímulos externos. A interação entre aspectos relativos ao indivíduo, como suas características físicas e estruturais, ao ambiente em que está inserido e à tarefa a ser aprendida são determinantes na aquisição e refinamento das diferentes habilidades motoras. 

O desenvolvimento motor atípico não se vincula, obrigatoriamente, à presença de alterações neurológicas ou estruturais. Mesmo crianças que não apresentam sequelas graves podem apresentar comprometimento em algumas áreas de seu desenvolvimento neuropsicomotor. Estudos descrevem prejuízos mais comumente ligados à memória, à coordenação visuomotora e à linguagem. 

Neste sentido, crianças com desenvolvimento motor atípico, ou que se apresentam com risco de atrasos, merecem atenção e ações específicas, já que os problemas de coordenação e controle do movimento poderão se prolongar até a fase adulta. Além disso, atrasos motores frequentemente associam-se a prejuízos secundários de ordem psicológica e social, como baixa autoestima, isolamento, hiperatividade, entre outros, que dificultam a socialização de crianças e o seu desempenho escolar. 

O fisioterapeuta tem um papel fundamental no diagnóstico e tratamento de distúrbios do desenvolvimento, avaliando e identificando qualquer alteração no quadro neuropsicomotor. A intervenção deste profissional visa estabelecer e/ou restabelecer a funcionalidade do movimento, trabalhando no sentido de ensinar para a criança posturas e movimentos funcionais, mostrando a importância deste movimento como função e não como “fazer o movimento só por fazer”. Trabalhamos principalmente através da promoção de experiências motoras adequadas. Com a fisioterapia sendo oportunizada precocemente, é possível trabalhar esse processo de ensino-aprendizagem, fazendo com que a criança com atraso do DNPM (desenvolvimento neuropsicomotor) se torne apta a responder às suas necessidades e às do seu meio de acordo com o seu contexto de vida.

Habilidades psicomotoras



As habilidades psicomotoras são importantes para o desenvolvimento da criança e várias atividades podem ajudar na aquisição destas habilidades. São elas: esquema corporal, motricidade ampla, motricidade fina, percepção espacial, percepção temporal.

- Esquema corporal: representação que temos do nosso próprio corpo, ou seja, é a capacidade que a criança tem de nomear e reconhecer as partes do corpo, das funções, das relações espaciais e da dimensão temporal do corpo. 

Exemplos de atividades: localizar as partes do seu corpo (barriga, perna, costas), localizar a parte do corpo no colega. 

- Motricidade Ampla: realização de grandes movimentos com todo o corpo, abrangendo as grandes massas musculares.

Exemplos de atividades: correr, pular, rastejar, marchar batendo palmas, subir e descer escadas.

- Motricidade Fina: capacidade para realizar movimentos específicos de forma eficiente, usando os pequenos músculos. 

Exemplos de atividades: recortar, desenhar, pintar, colar, escrever, abotoar e desabotoar, encaixar, empilhar. 

- Percepção Espacial: percepção da dimensão relacionada a tudo que nos cerca. É a noção do seu próprio corpo em relação a um determinado ambiente, espaço. É possuir a noção de direção como acima, abaixo, à frente, atrás, ao lado; e de distância, como longe, perto, curto e comprido. 

Exemplos de atividades: caminhar entre labirintos formados por classes, sem bater os lados; rolar uma bola para frente, para trás, para a direita, para a esquerda. 

- Percepção temporal: compreensão das dimensões do tempo em relação a acontecimentos do passado, presente e futuro. Conhecimento das noções básicas (agora, ontem, hoje, amanhã, dia e noite), sequência de ação, velocidade, duração, ritmo. 

Exemplos de atividades: jogar uma bola para cima e bater palmas, jogar uma bola bem devagar e depois rápido, bater palmas no ritmo da música.


Mayara C. Smaniotto - mayara@espacodomquixote.com.br
Educadora Física e Psicomotricista do Espaço Dom Quixote

Ser diferente é normal... é essencial


Podemos então dizer que o comportamento social da pessoa é influenciado pelo ambiente, onde os resultados dessa interação podem limitar ou ampliar as oportunidades do seu desenvolvimento e de suas possibilidades de integração social. Mas também é essencial que existe estimulação diferente para pessoas diferentes. Procurar ajudar e oferecer condições para que cada sujeito se desenvolva corretamente é importante.

Desde o nascimento estamos sujeitos a modificações corporais, e atrasos são sempre um desvio no caminho de qualquer um. Por isso, cada criança tem seu tempo e sua maneira de desenvolver e entender o mundo.

Poder vivenciar pela brincadeira o seu corpo em movimento é permitir que a criança se utilize do imaginário e do simbólico para ressignificar o real. A criança coloca em cena seu desejo e sua história para ser lidada pelo outro. O sujeito diz com seu corpo, com sua motricidade, com seus gestos e, portanto, espera ser olhado e escutado na transferência desde um lugar simbólico. Para isso é preciso entender que o corpo humano é efeito de linguagem e não ao contrário, sustenta-se enquanto tal pela linguagem. Ela cria um sujeito e, com ele, seu corpo e a sua motricidade. A linguagem atravessa e esvazia o corpo do gozo, enlaçando e articulando o corpo ao desejo do sujeito.

Para que a aprendizagem se processe, é necessário que ocorra o desenvolvimento dos aspectos do conhecimento de si mesmo (esquema corporal), da coordenação motora, da percepção, da orientação espaço-temporal e a linguagem. Sendo necessário vivências e experiências corporais, que são condutas motoras empreendidas e assumidas pessoalmente pela criança através de atividades.

Neste dia em que diferente é normal, devemos pensar e acreditar que é excelente ser diferente e mais primordial que existam diferenças. Temos mais cores, jeitos e trejeitos e, essencialmente, mais humanismo dentro de nós.

Deixo como dica o site abaixo:
http://www.avidacomlogan.com.br/


Priscila Straatmann Morél - priscilato@espacodomquixote.com.br
Terapeuta Ocupacional e Psicomotricista do Espaço Dom Quixote

Transtorno do Desenvolvimento da Coordenação


O termo Transtorno do Desenvolvimento da Coordenação (TDC) vem do inglês Developmental Coordination Disorder (DCD) e só recentemente recebeu atenção e aceitação entre clínicos e pesquisadores das áreas de saúde e educação. Outros termos usados incluem criança "desajeitada”, “dispráxica”, com “dispraxia do desenvolvimento” ou "incoordenação motora". Acredita-se que o TDC afete 5 a 6% das crianças em idade escolar e tende a ocorrer mais freqüentemente em meninos. O TDC pode ocorrer sozinho ou pode estar presente na criança que também tem distúrbio de aprendizagem, dificuldade de fala/linguagem e/ou transtorno do déficit de atenção.

As primeiras evidências geralmente, surgem na infância com o precário desempenho nas atividades de vida diária, assim como nas atividades viso-motoras, de planejamento motor, de equilíbrio e principalmente a escrita e o traçado (ilegível, inconsistente, lento e confuso). Algumas características são visíveis e é bem importante que pais, professores e familiares fiquem atentos, são elas:

1. A criança pode ter dificuldade em balancear a necessidade de velocidade com a de exatidão. Por exemplo, a letra pode ser muito boa, mas a escrita é extremamente lenta;

2. A criança pode ter dificuldades acadêmicas em certas áreas como matemática, ditado ou redação que requerem escrita correta e organizada na página;

3. A criança pode ter dificuldade com atividades de vida diária (ex.: vestir-se, usar faca e garfo, dobrar as roupas, amarrar sapatos, abotoar e manejar fechos de correr/zipper, etc.);

4. A criança pode ter dificuldade para completar o trabalho dentro de um espaço de tempo normal. Uma vez que as tarefas requerem muito mais esforço, ela pode ficar mais inclinada à distração e tornar-se frustrada com uma tarefa rotineira;

5. A criança pode ter dificuldades, em geral, na organização de sua carteira/mesa, armário, dever de casa ou mesmo do espaço na página.

Crianças com TDC que não são identificadas como tal experimentam fracasso e frustração e são, muitas vezes, percebidas como preguiçosas ou desmotivadas. Essas criancas podem desenvolver complicações secundárias, como dificuldades de aprendizagem e problemas emocionais, sociais e de comportamento. Por isso é importante que a criança seja avaliada pelo médico para excluir a possibilidade de outras razões médicas para o desajeitamento motor, fazendo então o encaminhamento para o profissional mais adequado a atendê-la. Visto que a criança, geralmente, tem dificuldade com atividades de autocuidado e tarefas escolares, esse profissional de saúde muitas vezes será um Terapeuta Ocupacional.

A intervenção do Terapeuta Ocupacional vai ajudar a criança a aprender a desempenhar muitas das atividades diárias com mais sucesso e se sentir melhor consigo mesma, como sujeito. Também vai auxiliar os pais e professores sobre a participação da criança em casa, em sala de aula e nas atividades de lazer na comunidade. É importante salientar que, ao contrário do que se pensa, as crianças com TDC vão superar seus problemas, estudos vem demonstrando que com treino extra essas crianças podem adquirir certas habilidades, mas novas tarefas motoras ainda vão ser um problema.

O tratamento terapêutico ocupacional inclui a integração sensorial, o processo orientado e os programas percepto-motores. Além do modelo cognitivo para o desempenho ocupacional trazendo sucesso na aquisição de habilidades motoras.


Priscila Straatmann Morél - priscilato@espacodomquixote.com.br
Terapeuta Ocupacional e Psicomotricista do Espaço Dom Quixote
Matéria do Caderno Donna do Jornal Zero Hora publicada no domingo dia 23/10/2011:

LONGE DA TELINHA

Ver televisão ou vídeos não é aconselhável para crianças menores de dois anos. A orientação, baseada em pesquisas que concluíram que a prática pode afetar o desenvolvimento, foi divulgada esta semana pela Academia Americana de Pediatria (AAP). Segundo a instituição, os pais devem estimular as brincadeiras.

A diretriz também adverte sobre como os hábitos televisivos dos adultos podem retardar a capacidade de falar dos pequenos. "Os meios de comunicação, tanto em primeiro quanto em segundo plano, têm um efeito potencialmente negativo e nenhum efeito positivo conhecido para as crianças menores de dois anos", atesta o comunicado. "A AAP reafirma suas recomendações de desaconselhar o uso de meios deste tipo nesta faixa etária."

O pediatra Ari Brown explica que esta atualização da recomendação – a anterior datava da década de 90 – era necessária devido ao aumento do número de lançamentos em DVD para crianças de até dois anos e pelo fato de quase 90% dos pais reconhecerem que seus filhos têm passatempos desse tipo. Os estudos citados agora indicam que os adultos interagem menos quando a televisão está ligada e que uma criança que brinca em frente ao aparelho – mesmo que o volume não esteja muito alto – olhará para a tela três vezes por minuto.

– Quanto menos tempo se dedica a uma criança, mais pobre é a sua linguagem – afirma Brown.
Para a AAP, nem mesmo os chamados vídeos educativos são benéficos. "Um espaço de brincadeiras livre é mais valioso para o desenvolvimento cerebral do que qualquer exposição a meios de comunicação eletrônicos", conclui a diretriz.


Fernanda Helena Kley - fernandafono@espacodomquixote.com.br
Fonoaudióloga do Espaço Dom Quixote
Pós-Graduanda em Neuropsicologia UFRGS

Terapia Ocupacional, Musicoterapia e Psicomotricidade: auxiliando o desenvolvimento na Síndrome de Down


A Síndrome de Down é classificada como uma anomalia cromossômica, apresentando uma trissomia no cromossomo 21, trazendo alterações significativas como problemas cerebrais, de desenvolvimento físico, fisiológico e saúde. Apresenta um conjunto de características principalmente na parte física como cabeça, nariz, olhos, orelhas, boca, língua, dentes, pescoço, mãos, dedos, pés, cabelo e pele. O desenvolvimento costuma ser mais lento, como o desenvolvimento da linguagem e a deficiência intelectual é presente em graus variados, além de causar na criança limitações do ponto de vista social e educacional.

A criança com a síndrome tende a apresentar: hipotonia generalizada, reflexos fracos, diminuição do equilíbrio, da postura e da coordenação. Tendo em vista esse quadro, percebemos a necessidade de trabalhar as funções psicomotoras com relação ao controle da cabeça, erguer o corpo, virar de barriga para baixo, sentar, trocar a posição deitada para a posição sentada, arrastar e engatinhar, ajoelhar e ficar ajoelhado, ficar de pé, aprender a marcha, correr, subir, pular e saltar.

Pensando na estimulação precoce de qualidade para essa criança, a Terapia Ocupacional no Espaço Dom Quixote, objetiva estimular o desenvolvimento neuropsicomotor através do brincar, visando o ganho máximo de independências e autonomias na família, escola e na sociedade. O tratamento terapêutico ocupacional também preocupa-se em buscar o brilho no olhar da criança, instigando-a a descobrir novos caminhos e aprimorar seu fazer.

Já a Musicoterapia tem como objetivo desenvolver a comunicação e as habilidades interpessoais através da música, da improvisação, do cantar, de criar canções, dos instrumentos musicais. A música oferece outra forma de comunicação e facilita a linguagem através das canções, pois a criança ou adolescente já conhece o texto, a palavra a ser cantada. Diversas atividades e jogos musicais são realizados onde se precisa responder uma demanda, imitar sons, trabalhando a articulação, o desejo de se comunicar, aumentando a participação e o interesse em se socializar e se comunicar, tornando a criança mais preparada e segura para tal, já que a música motiva a criança a se engajar no tratamento por ser prazerosa, aumentando sua autoestima e autoconfiança.

Já a contribuição da Psicomotricidade está ligada ao desenvolvimento afetivo, ao contato físico, as emoções e ações, podendo servir como um suporte para o processo construtivo de aprendizagem da criança. Contribuindo de maneira expressiva para a formação e estruturação do esquema corporal, o que facilitará a sua aprendizagem, além de favorecer a maturidade neurológica. É pelo meio lúdico-educativo que oportunizamos à criança expressar-se por intermédio do jogo e do exercício, assim como a exploração corporal diversa do espaço, potencializar as atividades grupais.

Assim, a Terapia Ocupacional, a Musicoterapia e a Psicomotricidade buscam proporcionar momentos de interação social que aprimoram as habilidades interpessoais fundamentais tanto no nível pessoal, quanto no futuro profissional. O grupo de estimulação precoce vem a favorecer a comunicação mais eficaz, aumentando a capacidade de escuta, de tolerância, a capacidade de escolha e de expressão, maior clareza na fala, maior autoestima e independência, o saber se expressar oralmente e corporalmente. Além de favorecer o aprendizado das emoções e fortalecer o desenvolvimento biopsicossocial.

Com essa rede de apoio, a criança/adolescente, além da família, torna-se mais motivado para a vida familiar, escolar e futuramente profissional, melhorando muito a sua qualidade de vida.

Venha se informar sobre o Grupo de Estimulação Precoce do Espaço Dom Quixote que conta com Terapia Ocupacional, Psicomotricidade, Musicoterapia e Fonoaudiologia!

Também estamos realizando o Ciclo de Palestras sobre Síndrome de Down que ocorre em todas as terças do mês de agosto.



Priscila Straatmann Morél - priscilato@espacodomquixote.com.br
Terapeuta Ocupacional e Psicomotricista do Espaço Dom Quixote

Luciana Steffen - lucianamt@espacodomquixote.com.br
Musicoterapeuta do Espaço Dom Quixote

Musicoterapia e cérebro


Os efeitos da música no cérebro têm sido cada vez mais desvendados pela ciência. Sua influência no cérebro pode ser vista como uma das justificativas do uso da música como terapia.

Por ativar praticamente todas as áreas corticais e subcorticais do cérebro, como muitas pesquisas têm demonstrado, a Musicoterapia pode trabalhar diversas funções terapêuticas, como a melhora da atenção, a estimulação do desenvolvimento motor e cognitivo, as habilidades comunicativas, a expressão emocional e a capacidade de reflexão.

Há importantes ganhos cerebrais nos bebês que são estimulados com música, estimulando todo o seu desenvolvimento. Além de exercitar o cérebro, o fazer musical reforça as sinapses e mantêm os neurônios em atividade. Os músicos apresentam um superdesenvolvimento de determinadas áreas cerebrais como maior quantidade de massa cinzenta, aumento do corpo caloso (responsável pela transmissão de informações entre os dois hemisférios cerebrais) e outras áreas cerebrais, associadas com o processamento auditivo, sistema motor, desenvolvimento da linguagem, emoção e memória.

Outras pesquisas mostram que cantar aumenta a atividade cerebral, desenvolvendo diversas de suas funções, ativa áreas cerebrais ligadas à atenção, às emoções positivas, à linguagem, ao prazer (ativando a mesma área responsável pelo prazer causado por drogas, sexo ou comida) além de diminuir o nível de cortisol (hormônio do estresse), liberar endorfinas, diminuir a pressão arterial, aumentar as concentrações de imunoglobulina A (hormônio responsável pelo sistema imunológico), equilibrar o sistema neurovegetativo, reforçar a atividade dos nervos parassimpáticos (responsáveis pelo relaxamento do corpo), melhorar a concentração e a memória, entre outros benefícios.

A música é capaz de evocar e provocar emoções, ativa regiões responsáveis pela produção e liberação de dopamina e noradrenalina e a amídala, principal área do processamento emocional. Ativa também o hipocampo, responsável pelas memórias, e o córtex frontal inferior, e na execução musical, ativa os lobos frontais, córtex motor e sensorial. Assim, em uma sessão de Musicoterapia, o paciente faz música junto com o musicoterapeuta e esse fazer musical ativa as áreas envolvidas com emoções, com funções intelectuais, motoras e habilidades comunicativas, sendo que o Musicoterapeuta traça objetivos terapêuticos e oferece situações musicais que podem envolver uma ou mais dessas áreas a fim de alcançar os objetivos traçados.

A Musicoterapia auxilia na estimulação sensorial, onde o paciente redescobre o contato com o meio ambiente ao seu redor de forma prazerosa, na orientação da realidade, com canções relacionadas ao tempo e espaço, no aumento da autoestima, quando consegue realizar uma atividade com sucesso, no bem estar, diminuindo o estresse e a ansiedade, além de diminuir a quantidade de medicação e auxiliar o paciente a se engajar no tratamento.

Traz benefícios também no alívio da dor, aumentando o nível de resistência à dor, e, por envolver todo o cérebro, é eficaz na reabilitação, recuperando funções, como na reabilitação da fala, onde a pessoa pode não conseguir falar, mas consegue cantar e recuperar parcialmente ou totalmente a fala. Na reabilitação motora, através do ritmo, a Musicoterapia auxilia na marcha, pois há uma reação motora inconsciente a estímulos acústicos, que facilita o andar. Além disso, a Musicoterapia se mostra eficaz em diminuir movimentos involuntários.

No Transtorno de Espectro Autista, a atividade musical é capaz de organizar as redes de neurônios interconectados, já que essas pessoas apresentam uma desorganização nas redes neuronais, e ativar os neurônios espelho, que apresentam menor atividade. Além de melhorar a interação social, promover autonomia, entre outros benefícios.

Para concluir, a música apresenta uma incrível influência no cérebro que auxilia em diversas patologias e se mostra eficaz como terapia, abrangendo todos os níveis do desenvolvimento e aumentando a qualidade de vida das pessoas que procuram a Musicoterapia.


Musicoterapeuta do Espaço Dom Quixote