Anotações sobre clínica com adolescentes
Vestibular e escolha profissional: precisa ser tão estressante?
Como se não houvesse amanhã
Felicidade e o adolescente
Acessem o link:
http://www.academicoo.com/texto-completo/do-que-eles-precisam-para-serem-felizes-a-felicidade-na-visao-de-adolescentes
Fernanda Soares Fernandes - fernandapsico@espacodomquixote.com.br
Psicóloga do Espaço Dom Quixote
Especialista em Psicologia Clínica – CRP 07/17156
Celebrações
Nutrição e Exercício Físico
Orientação Profissional para Adolescentes
Filho na adolescência, e agora?

Música, Adolescência e Timidez - Oficina de Música

A Musicoterapia para adolescentes se torna muito eficiente para trabalhar as questões emocionais e relacionadas à identidade. As canções trazem à tona questões que marcam a vida presente e\ou passada e podem trabalhar também questões relacionadas ao futuro, desejos, anseios. As canções trazem lembranças relacionadas a situações passadas, emoções, relacionamentos, que ao virem à tona podem ser trabalhadas, transformadas se preciso for. O adolescente aprende a lidar melhor com suas emoções e não se envergonhar delas.
A música auxilia em todos os âmbitos do desenvolvimento: emocional, social, cognitivo e motor. Muito comum é a timidez nessa fase de mudanças, de introspecção, que atrapalha a interação com as pessoas. Na Musicoterapia são duas pessoas ou mais interagindo através da música que oferece um espaço de expressão, de deixar a timidez de lado e saber se colocar. O cantar e a improvisação desafia o adolescente a se colocar, convoca quem é muito tímido a se expor. Desenvolve-se habilidades e atitudes de autonomia, enfrentamento, defesa, cooperação, atenção e respeito com o outro, muitas vezes indiretamente e de forma mais prazerosa (com música!). Habilidades essas necessárias nas interacões do dia a dia, seja na família, na escola, com amigos e em um futuro mercado de trabalho. Na música se vivencia situações que em seu dia-a-dia irá enfrentar e saber se colocar na música permite que o adolescente consiga se colocar também no meio social.
A música oferece segurança. Em uma canção conhecida sabe-se o que está por vir, e no desconhecido, a repetição oferece segurança para encarar o novo. A canção é uma estrutura organizada com início, meio e fim, que permite retornar ao estribilho, repetir um trecho preferido, ir e vir. O retornar ao trecho conhecido é uma fonte de segurança para encarar partes desconhecidas da canção, uma nova estrofe. A repetição da canção se dá nos estribilhos, nos refrões, nas estrofes, na coreografia, nos padrões ritmicos, melódicos e harmônicos, etc, ela incentiva a autoconfiança, a segurança.
É preciso estar confiante e seguro para conseguir se colocar bem perante os outros, para sair da introspecção. Outro ponto fundamental é a autoestima que a música promove ao conseguir realizar uma atividade com sucesso.
Sentindo-se mais seguro para encarar as situações do dia a dia, com a autoestima elevada, as emoções mais estáveis e mais independente, além de ter aumentado a criatividade para enfrentar os problemas, a música oferece os recursos necessários para o adolescente deixar a timidez de lado.
Além das sessões individuais de Musicoterapia, o Espaço Dom Quixote em 2012 está oferecendo a Oficina de Música para adolescentes, onde serão oferecidas novas experiências, novos contatos e novas maneiras de se colocar. Serão realizadas atividades que irão proporcionar o conhecimento de instrumentos e músicas diversas, o tocar e cantar em conjunto, improvisações, composições inusitadas, onde cada um participará com o seu potencial, enriquecendo o grupo.
Além de muita diversão, a música auxilia a deixar a timidez de lado e a se tornar mais extrovertido, seguro, dinâmico e criativo, características fundamentais nos dias de hoje.
Informe-se!
Luciana Steffen - lucianamt@espacodomquixote.com.br
Musicoterapeuta do Espaço Dom Quixote
Oficina de Música!

Sugestões de Músicas para crianças e adolescentes?

Fones de ouvido

Atualmente, está na moda usar aqueles fones de ouvido grandes, que podem ser de várias cores e que falam sobre o estilo de cada um. Quem ainda não viu alguém passando na rua com um destes, pode prestar atenção que eles estão aí e ganhando cada vez mais adeptos.
Mas será que este tipo de fone de ouvido também é prejudicial à audição?
O que sempre deve ser observado, e isto vale para qualquer tipo de amplificador sonoro, é a intensidade do estímulo auditivo, ou seja, qual o volume da música que está sendo escutada? Se o regulador de volume estiver perto do limite máximo, com certeza esta intensidade vai fazer mal para a audição se ficarmos expostos por muito tempo. Estes fones de ouvido grandes tem a vantagem de não reduzirem o espaço que receberá o estímulo auditivo para apenas o canal auditivo, diferente daqueles modelos menores que amplificam o som diretamente, e apenas, para este canal.
O problema em utilizar os fones de ouvido está na intensidade exagerada e no tempo de uso. Não dá para passar o dia com os fones de ouvido e com a música no máximo sem ocasionar perda auditiva PERMANENTE. Isto mesmo, permanente. Os danos podem não ser sentidos agora, mas com o passar do tempo a audição vai diminuindo e aí não tem mais volta. Por isso, é importante que os fones sejam utilizados com equilíbrio, deixar a música em uma intensidade moderada e dar descanso para os ouvidos a cada meia hora, pelo menos.
O assunto desperta tanto interesse que o programa Bom Dia Rio Grande fez uma reportagem esta semana. Assista através do link: http://mediacenter.clicrbs.com.br/templates/player.aspx?uf=1&contentID=207178&channel=45
Fernanda Helena Kley - fernandafono@espacodomquixote.com.br
Fonoaudióloga do Espaço Dom Quixote
Pós-Graduanda em Neuropsicologia (UFRGS)
Reprovado: e agora?

Muitos alunos e alunas vivem, neste momento, a expectativa pelo resultado de um ano de estudos. Nem todos os resultados serão de alegria, alívio e vitória por mais uma etapa vencida. Alguns alunos terão que lidar com a reprovação e o sentimento de frustração. Para muitas famílias este resultado provoca desorganização e mal-estar. É muito comum neste momento a famosa caça às bruxas ou bruxos: quem é o culpado? Professores, alunos, pais, todos se responsabilizam e são responsabilizados.
É importante que um resultado como a reprovação não seja visto, apenas, como uma derrota, um ano perdido, uma vergonha, mas como um alerta de que algo aconteceu, de que algo está errado e precisa mudar. Nesta hora, culpar ou responsabilizar uma das pontas do processo de educação não modificará o resultado e nem aliviará o sentimento negativo que se instala. É preciso refletir sobre a reprovação de um filho ou uma filha e planejar metas para obter um melhor resultado no ano seguinte.
A família tem um papel muito importante no processo educativo dos filhos, incentivando e organizando a rotina de estudos, valorizando a escola e a aquisição de conhecimentos, acompanhando o processo e os resultados dos filhos através dos cadernos, provas, conversas, momentos de estudo. Fazer parte da comunidade escolar não significa apenas matricular o filho numa escola; significa participar, na medida do possível e com esforço, das reuniões de pais, agendamentos de conversas com professores, festividades escolares.
Quando uma criança ou adolescente percebe os pais interessados e participativos na escola, sente-se valorizado e incentivado a ter um comprometimento maior com o seu estudo. Da mesma forma, os educadores que percebem a família valorizando o trabalho e esforço dos professores e da escola sentem-se mais comprometidos e respaldados. Este envolvimento da família cria um canal aberto para, família e escola, buscarem soluções para as dificuldades de aprendizagem que possam ocorrer durante o ano letivo.
Cabe ainda investigar se a reprovação é fruto de um desajuste escolar — falta de estudo, não realização de tarefas e não cumprimento de prazos para sua entrega, má postura no ambiente escolar que provoca indisciplina, descomprometimento e descaso — ou, ainda, se há uma dificuldade de aprendizagem. Quando há suspeita de dificuldade de aprendizagem, é importante investigar com profissionais capacitados para iniciar um trabalho de recuperação e resgate de habilidades cognitivas e de auto-estima.
Muitas podem ser as dificuldades de aprendizagem que impedem o sucesso imediato e esperado na vida escolar. Questões biológicas, psicológicas e sociais precisam ser investigadas para construir uma proposta terapêutica adequada e ajudar a criança ou adolescente a enxergar possibilidades de superação das dificuldades. Em alguns casos, este acompanhamento é temporário, tratando de questões bem pontuais e práticas; em outros, o acompanhamento é transdisciplinar, com vários profissionais, e trata de questões mais funcionais, subjetivas e com comprometimento maior.
É importante que a escola e a família estejam atentas a todos os sinais demonstrados durante o ano. Resultados negativos nas avaliações, incapacidade de compreender as informações, desatenção em sala de aula, comportamento inadequado, mudanças emocionais, mal-estar físico e desmotivação com a escola podem ser indicadores de que algo não está bem e precisa ser investigado com mais atenção. Nestes momentos, a conversa entre família e escola é fundamental para tentar compreender o que está acontecendo e buscar ajuda durante o ano letivo.
Cabe também ao aluno o comprometimento com os estudos, a dedicação e organização de tarefas e o envolvimento em sala de aula, buscando compreender e participar efetivamente das propostas de trabalho apresentadas pelos professores. Manter uma rotina de estudos em casa — revisando e estudando —, buscar ampliar seus conhecimentos com mais informações, alimentar-se adequadamente, realizar atividades físicas ou de lazer com os amigos e ter uma boa noite de sono são elementos indispensáveis para obter sucesso na vida escolar.
Se o resultado de um ano letivo for a reprovação, é importante encarar a situação com seriedade e compreensão. Mudar comportamentos, assumir responsabilidades e buscar ajuda são compromissos importantes e indispensáveis para não repetir este resultado. Deve-se cuidar para que a reprovação não acabe com a harmonia da família, não rebaixe a auto-estima do filho/da filha e não destrua a relação com a escola, mas seja entendida como uma nova oportunidade para refazer o caminho, aprender o que não foi aprendido, compreender-se melhor e desenvolver as competências e habilidades necessárias para uma boa qualidade de vida em todos os âmbitos.
Janete Cristiane Petry – janetepp@espacodomquixote.com.br
Psicopedagoga do Espaço Dom Quixote
Dom Quixote Responde: Gostaria de saber mais como pode se trabalhar a sexualidade na escola.

Dúvidas sobre educação e saúde de crianças e adolescentes? Nós podemos ajudar!
Espaço Dom Quixote na Escola Sagrado Coração de Jesus

O chocolate de Páscoa...

Entendendo as mudanças e necessidades da adolescência atual

Inclusão de alunos com deficiência em sala de aula

Mais um ano letivo se inicia e com isso novos alunos chegam. Cada qual com sua individualidade e necessidade. Alguns necessitam de um olhar mais específico e um auxílio maior para realizar as atividades propostas de sala de aula.
Atualmente, os alunos com deficiência estão passando uma crescente parte de seus dias incluídos em salas de aula regulares. No entanto, o ambiente escolar continua inacessível para esses alunos com deficiências físicas ou sensoriais. O professor deve ficar atento à participação ativa e passiva desse aluno.
A participação ativa envolve manipular materiais de aprendizado, fazer escolhas, interagir com os professores e colegas. Enquanto na participação passiva o aluno permite que outro colega tome decisão por ele, complete suas tarefas, ficando inativo no ambiente escolar.
O professor deve tomar cuidado na hora escolher suas atividades a modo de poder adaptá-las à necessidade não só da turma, mas também do aluno especial que está inserido nesse contexto.
Além de proporcionar o ensinamento de conteúdo, o professor estará trabalhando conceitos de cidadania, respeito, coleguismo, união, quebrando pré-conceitos, além de proporcionar o crescendo individual de cada criança para o futuro.
O professor que ainda não se sente preparado a trabalhar com tantas diferenças, pode começar se questionando como está a participação de cada aluno nas áreas abordadas em sala de aula. Depois, pode refletir o quanto o aluno com deficiência necessita de auxílio para realizar suas tarefas em aula
Concluído esse pensamento, você professor pode solicitar auxílio de um profissional que ajude no andamento da turma e do aluno especial. Assim, todos serão incluídos de forma integral dentro de suas necessidades e o professor se sentirá mais tranqüilo em seguir seus projetos com auxílio e cooperação dos alunos, dentro e fora de sala de aula.
Cada deficiência tem um tipo de absorção maior do conteúdo, por exemplo, alunos com deficiência auditiva, não percebem o som com tanta clareza, os deficientes visuais, lêem com as pontas dos dedos, os deficientes físicos podem jogar e brincar com sua imaginação.
Leve seus alunos para passear em um jardim sensorial, por exemplo, e permita que eles explorem seus sentimentos e atitudes. Em meio a sons, cheiros e texturas diferentes as crianças podem explorar, através de trilhas, o contato com o ambiente, podem experimentar angústias, surpresas, alegres, medos e tranqüilidade!
Priscila Straatmann
Terapeuta Ocupacional e Psicomotricista do Espaço Dom Quixote
Adolescência e Drogas: contribuições que a psicopedagogia pode trazer para o tratamento de adolescentes dependentes químicos







