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Cinema nas férias!



Ainda em período de férias, muitas vezes os pais sentem dificuldade em ocupar os dias dos filhos com atividades interessantes e enriquecedoras. Estreou em janeiro uma animação brasileira, ganhadora de alguns prêmios internacionais, que vale a pena ser conferida. 

Trata-se do filme “O Menino e o Mundo”, do diretor Alê Abreu. Uma inusitada animação com várias técnicas artísticas que retrata as questões do mundo moderno através do olhar de uma criança. O Menino e o Mundo é uma obra feita com desenhos a lápis de cor, giz de cera, colagens e pinturas. Toda essa delicadeza para narrar a história de Cuca, que vai em busca do pai. 

Sofrendo com a falta do pai, um menino deixa sua aldeia e descobre um mundo fantástico dominado por máquinas-bichos e estranhos seres, revelando também aos espectadores o seu olhar ingênuo diante de questões existenciais, culturais e políticas em um mundo globalizado. 

Quantas vezes nos deparamos com estas máquinas-bichos e estranhos seres no dia-a-dia e não sabemos como lidar com eles. Ficamos com medo de ser engolidos ou até esmagados. Os fantasmas infantis nos acompanham e mudam conforme vamos crescendo, mas ainda “metem medo” em crianças maiores e em muitos adultos. 

O cinema abre as janelas da reflexão, consciente ou inconsciente, para descobrirmos o que precisamos revisitar na nossa infância e o que as nossas crianças precisam de ajuda para falar. 

O filme está em cartaz em espaços exclusivos como o Espaço Itaú Cultural em Porto Alegre e é recomendado para crianças maiores (mais de 10 anos) e adultos, menos pela estética e mais pela mensagem, duração (85 minutos) e densidade. 

Vale a pena conferir o trailer do filme para se encantar. http://www.youtube.com/watch?v=-rHgiSMiHhs


Janete Cristiane Petry - janetepp@espacodomquixote.com.br
Psicopedagoga do Espaço Dom Quixote

Reportagem no ABC Domingo - Grupo Sinos


A psicóloga e diretora do Espaço Dom Quixote, Fabíola Scherer Cortezia, contribuiu para a reportagem do ABC em debate da edição de domingo (10 de março) sobre como proteger as crianças da violência doméstica.

Fabíola destaca que "uma mãe jogar um filho pela janela parece irreal, já que se espera que a mãe exerça função de proteção. No entanto, em casos de pais com transtornos psiquiátricos graves há risco iminente. Temos que observar o comportamento do cuidador e, caso esteja passando por momentos de crise, não deve ficar, em hipótese alguma, sozinho com os filhos. Tratamentos com psicólogo e psiquiatra devem ser contínuos. Em casos graves, a internação é necessária para a preservação da vida de todos."

Escute a entrevista do Espaço Dom Quixote

A entrevista da psicóloga e diretora do Espaço Dom Quixote Fabiola Scherer Cortezia no programa Espaço Empresarial da Rádio União FM 105.3 já está disponível.

Acesse o site http://www.uniaofm.com.br/podcast e clique em #8 - Fabíola Scherer Cortezia (Espaço Dom Quixote) na opção "ouvir".

Recursos tecnológicos no tratamento fonoaudiológico



Como em praticamente todas as áreas, a inserção da tecnologia na Fonoaudiologia vem acontecendo com uma velocidade impressionante e pode agregar pontos muito favoráveis se utilizadas com embasamento.

Recentemente, o site do Conselho de Fonoaudiologia do RS reproduziu uma entrevista com a fonoaudióloga Bárbara Fernandes que reside nos Estados Unidos e que começou a criar aplicativos depois que atendeu uma criança com autismo. A partir daí decidiu unir a Fonoaudiologia à área tecnológica e fundou a empresa Smarty Ears, referência na área. Seus aplicativos - a grande maioria em inglês - podem ser adquiridos na App Store a partir de R$ 20. Sucesso nos EUA, seu grande objetivo é expandir as vendas no Brasil. Hoje, das mais de 40 opções disponíveis, apenas 11 estão em português.

A seguir, trechos da entrevista:

P: Você é responsável pela criação de mais de 40 aplicativos para Ipad, Iphone e Ipod para crianças com autismo e outras dificuldades de comunicação. Em qual área da Fonoaudiologia ele pode ser utilizado? 

R: Hoje temos cerca de 43 aplicativos em inglês, nove em português e oito em espanhol. Os aplicativos são diversos e temos para avaliação de fonologia, disfagia, voz, gagueira, comunicação alternativa, assim como aplicativos para terapia de articulação e fonologia, linguagem, voz, gagueira, etc. 

P: Desenvolve aplicativos para sistema operacional Android ou apenas para tecnologia Iphone? 

R: Há um ano criamos dois aplicativos para Android, mas como existe um diversidade muito grande entre os aparelhos tablets de Android, isso torna-se quase impossível criar aplicativos que sejam compatíveis com Android. Isso sem contar na quantidade de tablets de muito baixa qualidade onde na maioria das vezes as pessoas compram e não usam por mais de umas poucas semanas. O Ipad é o aparelho usado por 98% dos fonoaudiólogos nos EUA para a terapia. 

P: É cada vez mais crescente o uso da tecnologia no tratamento fonoaudiológico? 

R: O uso de tecnologia na Fonoaudiologia teve um crescimento impressionante nos EUA nos últimos três anos. Crianças com autismo estão fascinadas com o uso do Ipad, uma tecnologia que é multisensorial: as crianças tocam na tela, ouvem e veem algo acontecer o que facilita e estimula o aprendizado. Aqui, estes aplicativos são utilizados já por 60% dos fonoaudiólogos.

P: Como surgiu o desejo de traduzir alguns desses aplicativos para o português?

R: O desejo de criar aplicativos em português sempre existiu desde a criação do primeiro aplicativo em inglês. Mas, o mercado brasileiro só agora está mais aberto ao uso de tablets. Vendo que várias amigas e familiares agora tem um Ipad, achamos que estava na hora de iniciar a criação de produtos em português.

P: Entre todos os aplicativos, qual o carro chefe e para que público ele é destinado?

R: O aplicativo de maior destaque sem duvida é o "Academia da Articulação" - um aplicativo destinado a fonoaudiólogos para trabalharem com crianças com desvios fonológicos e erros articulatórios. Também pode ser um material para os pais utilizarem em casa com as crianças. O aplicativo oferece 700 palavras divididas por fonemas, com gravador de voz e relatório automático do progresso na terapia.

P: Como podemos visualizar seus aplicativos?

R: Para adquirir basta visitar o nosso site www.ipadfono.com para saber mais informações ou baixar diretamente da loja da Apple na App Store no próprio aparelho.


Retirado de: http://www.crefono7.org.br/noticias_detalhe.php?cd_publicacao=164


Fernanda Helena Kley - fernandafono@espacodomquixote.com.br
Fonoaudióloga do Espaço Dom Quixote
Pós-graduada em Neuropsicologia UFRGS


Não perca: Espaço Dom Quixote na Rádio União FM



Neste sábado, dia 16 de fevereiro, a Rádio União FM apresentará no programa Espaço Empresarial uma entrevista com a psicóloga e diretora do Espaço Dom Quixote Fabíola Scherer Cortezia. 

O programa, que traz entrevistas com empresários, empreendedores e personalidades do Rio Grande do Sul, começa às 7h30min e serão abordados assuntos como o trabalho realizado no Espaço Dom Quixote com crianças, adolescentes, professores e cuidadores, novidades para 2013 no Espaço, além da triste tragédia ocorrida em Santa Maria na Boate Kiss. Alguns transtornos que aparecem na infância, como ansiedade e TOC também foram mencionados na entrevista e abordados pela entrevistada.

Acompanhe ao vivo na Rádio União FM 105.3 ou pelo site www.uniaofm.com.br/podcast.

Vale a pena acordar mais cedo neste sábado!

Referências


As pessoas sempre buscam referências e modelos para espelhar-se, independente da idade. No “país do futebol” os jogadores lideram a lista de eleitos, principalmente dos meninos, neste quesito. Famosos, ricos, idolatrados, nem sempre letrados e cultos, acabam virando ícone de moda, penteado, valores. Artistas do cinema e da música que viram um sucesso de uma hora para outra, e nem sempre se sabe porque, vão parar nas páginas de cadernos, pôsteres e são amados pelas meninas. 

Referências para nossas escolhas: cada um destes e destas modelos ocupam um lugar de importância na construção de valores, opiniões e posturas de nossas crianças e adolescentes. A mídia se encarrega de apresentá-los e colocá-los neste pedestal de destaque, assim como os derruba quando não lhe servem mais ou novos “talentos” aparecem. 

Superficialidade e suscetibilidade de valores. Vivemos num tempo onde as coisas mudam rapidamente de importância, nada mais permanece e se mantém como referência. No processo de formação da personalidade pela qual todos passamos a família tem papel fundamental. É o pai e a mãe que deveriam ocupar este lugar de referência para a criança e adolescente, pois serão eles que acompanharão a vida e as escolhas destes jovens. Os “ídolos teen e pop” estão sujeitos a transitoriedade, mas a família permanece. 

É importante dar espaço para que as crianças discutam sobre os modelos apresentados pela mídia e questionem os valores por eles defendidos. Esta abertura para o diálogo possibilita a formação de caráter, a liberdade de expressão e a elaboração de referenciais mais humanos e sólidos na estrutura psíquica. 

Outro dia propus para uma menina de 10 anos que pesquisasse sobre uma jovem que ficou famosa por questionar dogmas e estruturas rígidas em seu país: o Paquistão. A pesquisa era sobre a jovem Malala Yousufzai, de 14 anos, que ousou questionar o governo que impedia as meninas de frequentarem as escolas na sua região. Este confronto acabou resultando num atentado sofrido por Malala, há poucas semanas atrás.  

Conhecer novas realidades, culturas diferentes, e tentar entender como conviver com estas diferenças faz parte da estruturação de valores de uma pessoa. Quanto mais cedo pudermos inserir estas experiências na aprendizagem de nossas crianças e adolescentes melhor será pois eles, muitas vezes, surpreendem pela maturidade com que entendem e refletem sobre estas questões. É importante que os pais, como referência primeira na construção de valores, apresentem aos seus filhos histórias de vida que possam inspirar e servir para refletir sobre nossa postura, escolhas e atitudes. A pesquisa de Sofia resultou numa discussão crítica e responsável. Para finalizar a tarefa propus que escrevesse um pequeno texto que vale a pena ser publicado. 

MALALA 

“Malala, uma menina de 14 anos, líder paquistanesa que teve coragem de escrever num blog sobre o que não gostava no governo e sobre as atitudes do governo. Ela começou a escrever no blog porque as meninas não podiam ir à escola, as mulheres não são respeitadas. Malala sofreu um atentado há algumas semanas atrás. Não se sabe quem atacou Malala, a polícia descobriu 9 suspeitos. Ela está na Europa. Passa bem, já está acordada e já se levantou com ajuda dos médicos. Acho que a atitude dela foi corajosa e perigosa. Perigosa porque ela estava escrevendo contra o governo, para o mundo todo. Corajosa porque escreveu num blog sua opinião sobre o governo.”


Janete C. Petry - janetepp@espacodomquixote.com.br
Psicopedagoga do Espaço Dom Quixote

Reportagem no Jornal VS



Veja aqui alguns trechos da reportagem veiculada nos jornais NH, VS e Diário de Canoas no dia de hoje.

"Dislexia, Discalculia, Déficit de Atenção e Hiperatividade. Estes são apenas alguns dos motivos que levam as crianças a terem problemas na hora de aprender. Por isso é essencial que esta criança receba um tratamento adequado o quanto antes. Para ajudar a combater estas dificuldades, existe em São Leopoldo o Espaço Dom Quixote. Trata-se de uma clínica transdisciplinar especializada no atendimento de crianças, adolescentes e suas famílias e escolas. 

De acordo com Fabíola Scherer Cortezia, psicóloga do Espaço Dom Quixote e especialista em Infância e Adolescência, acompanhar um caso precoce de dificuldade de aprendizagem a partir de uma visão transdisciplinar permite observar, em tempo real, os fatores que contribuem para que o sujeito não consiga aprender na escola. "A necessidade de um trabalho transdisciplinar justifica-se a medida que compreender as dificuldades de aprendizagem requer uma visão global do desenvolvimento do sujeito e de seu entorno", diz. Ela ressalta que muitos pais procuram uma professora particular para auxiliar os filhos quando notam dificuldades, no entanto, antes da decisão de como ajudar seu filho, é preciso saber o que o impede de aprender. No dia 25 de julho Fabíola esteve no Congresso Internacional Transdisciplinar da Criança e do Adolescente, no estado da Bahia, apresentando sobre o tema Uma Visão Transdisciplinar das Dificuldades de Aprendizagem.

DISLEXIA - o disléxico não consegue fazer as relações entre as letras e seus respectivos sons, dificultando o processo de leitura, explica a fonoaudióloga Fernanda Helena Kley.

DISCALCULIA - de acordo com Clarissa Paz de Menezes, psicopedagoga do Espaço Dom Quixote, o aluno com transtorno da matemática sempre vai precisar de um material de apoio para as aprendizagens matemáticas, quadros numéricos, material de contagem (palitos de picolé, feijão) e outros facilitadores.

TDAH - Hoje em dia é comum vermos crianças e adolescentes sendo rotulados com este diagnóstico, porém é importante que este diagnóstico seja feito por profissionais qualificados, após, pelo menos um mês de avaliação com a criança.

A psicóloga Fabíola Scherer Cortezia explica que quanto antes a família procurar uma avaliação adequada, mais fácil e rápida será a resolução do problema. E foi vendo a importância da prevenção que há cerca de um ano o Espaço resolveu abrir uma nova atividade: um grupo de estimulação precoce. A turma conta com crianças pequenas, de 2 e 3 anos, que são acompanhas por uma psicóloga, uma musicoterapeuta, uma fonoaudióloga e uma psicomotricista.

Só nos meses de julho e agosto cerca de 30 palestras e oficinas foram ministradas em escolas da região versando sobre dificuldade de aprendizagem, letramento, raciocínio lógico-matemático, inclusão, entre outros temas.

A equipe é composta por psicólogas, psicopedagogas, psicomotricista, fonoaudiólogas, musicoterapeuta, educadora física e nutricionista. São atendidos crianças e adolescentes que possuem alguma dificuldade ou necessidade de estimulação. Atualmente o paciente mais novo tem quatro meses de vida e o mais velho tem 20 anos."


Vídeo do Espaço Dom Quixote no Jornal VS

Acesse o link

http://www.jornalvs.com.br/webtv/programas/410942/espaco-em-sao-leopoldo-estimula-aprendizado-de-criancas-e-adolescentes.html

E veja a reportagem realizada no Espaço Dom Quixote com o grupo de Estimulação Precoce.

Filmes sobre Musicoterapia ou sobre o Poder da Música



Seguem algumas dicas de filmes: 

A MÚSICA NUNCA PAROU 
Título Original: The Music Never Stopped 
Gênero: Drama 
Direção: Jim Kohlberg 
Roteiro: Gary Marks, Gwyn Lurie, Oliver Sacks 
Produtores: Greg Johnson (II), Jim Kohlberg, Peter Newman 
País de Origem: Estados Unidos da América 
Ano: 2011 
Sinopse: História de um pai que se esforça para se conectar com seu estranho filho Gabriel depois que ele adquire um tumor cerebral que o impede de guardar novas memórias. Com Gabriel incapaz de encarar as crenças e os interesses que causaram sua distância física e emocional, Henry deve aprender a abraçar as escolhas de seu filho e tentar conectar-se com ele através da música. 
Trailer: http://www.youtube.com/watch?v=g4GDgq49boM 
Fonte: http://filmow.com/the-music-never-stopped-t34170/ 
Incrível e emocionante filme que mostra a importância da Musicoterapia em pacientes com danos neurológicos onde outros tratamentos não surtem efeito. A partir de músicas que Gabriel gosta, a musicoterapeuta consegue que Gabriel volte a se expressar e se conectar com o mundo e com a família, resgatando relações e a vida. 

ALIVE INSIDE - A STORY OF MUSIC AND MEMORY 
Título Original: Alive Inside - A Story of Music and Memory 
País de Origem: Estados Unidos
Direção: Michael Rossato-Bennet 
Ano: 2011 
A Music & Memory é uma organização sem fins lucrativos que carregou recentemente um trailer para um documentário apelidado “Alive Inside: A Story of Music and Memory”. Este programa explora os efeitos terapêuticos da música em pacientes com problemas mentais. O vídeo de seis minutos apresenta Henry, um idoso num lar de terceira idade que sofre de Alzheimer, e a sua reação quando ouve música do seu tempo.
Trailer: http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1679862-15605,00.html 
Fonte: http://palcoprincipal.com.br/noticias/Noticia/musica_faz_milagres_em_doentes_com_alzheimer_
com_video_1/0007272 
Não deixe de assistir o trailer! O trailer emociona ao ver a música mudando vidas de pessoas com Alzheimer. Maiores informações: http://www.ximotionmedia.com/. 

MR. HOLLAND - ADORÁVEL PROFESSOR
Título Original: Mr. Holland's Opus 
Direção: Stephen Herek 
Roteiro: Patrick Sheane Duncan 
Gênero: Drama/Música 
Origem: Espanha 
Ano: 1995 
Sinopse: Em 1964, um músico decide começar a lecionar para ter mais dinheiro e assim se dedicar a compôr uma sinfonia. Inicialmente ele sente grande dificuldade em fazer com que seus alunos se interessem pela música e as coisas se complicam ainda mais quando sua mulher dá à luz a um filho, que o casal vem a descobrir mais tarde é surdo. Para poder financiar os estudos especiais e o tratamento do filho, ele se envolve cada vez mais com a escola e seus alunos, deixando de lado seu sonho de tornar-se um grande compositor. Passados trinta anos lecionando no mesmo colégio uma grande decepção o aguarda. 
Trailer: http://www.youtube.com/watch?v=-LjtsgwnET0 
Fonte: http://www.interfilmes.com/filme_13958_mr.holland.adoravel.professor.html 

MÚSICA DO CORAÇÃO 
Título Original: Music of the Heart 
País de Origem: EUA 
Gênero: Drama 
Ano: 1999 
Estúdio/Distrib.: Miramax Films 
Direção: Wes Craven 
Sinopse: Quando o marido de Roberta a deixou por uma amiga da família, ela deixou a segurança de sua pequena cidade e se mudou para o East Harlem com um objetivo: dar às crianças esperança, orgulho e poder para fazer algo por elas mesmas da forma mais improvável - através de cinquenta violinos. Após 10 anos de ensino, a escola decide por cancelar suas aulas. Apoiada por seus amigos e pela comunidade local, ela decide lutar para manter o curso em funcionamento. 
Trailer: http://www.youtube.com/watch?v=8pnqbx8iTTM 
Fonte: http://www.interfilmes.com/filme_13982_musica.do.coracao.html 

TEMPO DE DESPERTAR 
Título Original: Awakenings 
País de Origem: EUA 
Gênero: Drama 
Ano: 1990 
Estúdio/Distrib.: Sony Pictures 
Direção: Penny Marshall 
Sinopse: Bronx, 1969. Malcolm Sayer (Robin Williams) é um neurologista que conseguiu emprego em um hospital psiquiátrico. Lá ele encontra vários pacientes que aparentemente estão catatônicos, mas Sayer sente que eles estão só "adormecidos" e que se forem medicados da maneira certa poderão ser despertados. Assim pesquisa bem o assunto e chega à conclusão de que a L-DOPA, uma nova droga que já estava sendo usada para pacientes com o Mal de Parkinson, deve ser o medicamento ideal para este casos. No entanto, ao levar o assunto para o diretor, ele autoriza que apenas um paciente seja submetido ao tratamento. Imediatamente Sayer escolhe Leonard Lowe (Robert De Niro) que há décadas estava "adormecido". Gradualmente Lowe se recupera e isto encoraja Sayer em administrar L-DOPA nos outros pacientes, sob sua supervisão. Logo os pacientes mostram sinais de melhora e também mostram-se ansiosos em recuperar o tempo perdido. Mas, infelizmente, Lowe começa a apresentar estranhos e perigosos efeitos colaterais. 
Trailer:
http://www.youtube.com/watch?v=Y0sbgJbPgM4&feature=results_video&playnext=1&list=PL193A1AC84F0DCDED 
Fonte: http://www.interfilmes.com/filme_14565_tempo.de.despertar.html 

MÚSICAS DO CORAÇÃO 
Título Original: Beautiful Music 
Direção: Richard Trank 
Roteiro: Richard Trank 
Gênero: Documentário 
Origem: EUA 
Ano: 2005 
Sinopse: “Músicas do Coração" conta a emocionante e comovente história sobre a relação entre uma professora de música e sua aluna - uma mulher judia ortodoxa e uma garota palestina cega, com autismo e com um incrível dom para o piano clássico. Durante dezoito anos, pelo menos duas vezes por semana, em meio aos altos e baixos do processo de paz, Devorah deu aulas de piano para Rasha. Apesar de cega e autista, e grata pelo apoio e direção dado por Devorah, Rasha é capaz não só de interpretar complicadas partituras musicais, mas também compor suas próprias músicas - um extraordinário talento para alguém com suas deficiências. 
Fonte: http://www.enterplay.com.br/filme/Musicas-do-Coracao-753398.htm 

SHINE - BRILHANTE 
Título Original: Shine 
País de Origem: Austrália 
Gênero: Drama 
Ano: 1996 
Direção: Scott Hicks 
Sinopse: Desconhecido chega em um bar em uma noite de muita chuva, logo demonstrando ser extremamente excêntrico e estar totalmente perdido. Assim, a dona do estabelecimento o leva para casa e neste momento é descortinado um flashback da vida do desconhecido, que desde criança já dava indícios de ser um brilhante pianista. 
Trailer: http://www.youtube.com/watch?v=vTt4Ar6pzO4
Fonte: http://interfilmes.com/filme_14451_Shine.Brilhante-%28Shine%29.html 

A VOZ DO CORAÇÃO 
Título Original: Choristes, Les 
Direção: Christophe Barratier 
Roteiro: Georges Chaperot (argumento de 1945), René Wheeler (argumento e roteiro de 1945), Noël-Noël (roteiro de 1945), Christophe Barratier (argumento e roteiro), Philippe Lopes-Curval (roteiro) 
Gênero: Drama/Romance 
Origem: Alemanha/França/Suíça 
Ano: 2004 
Sinopse: Pierre Morhange (Jacques Perrin) é um famoso maestro que retorna à sua cidade-natal ao saber do falecimento de sua mãe. Lá ele encontra um diário mantido por seu antigo professor de música, Clémente Mathieu (Gérard Jugnot), através do qual passa a relembrar sua própria infância. Mais exatamente a década de 40, quando passou a participar de um coro organizado pelo professor, que terminou por revelar seus dotes musicais. 
Trailer: http://www.youtube.com/watch?v=anh7Enari2U 
Fonte: http://www.adorocinema.com/filmes/filme-50325/ 

A VIDA NO PARAÍSO 
Título Original: Så som i himmelen 
Direção: Kay Pollak 
Gênero: Drama 
Origem: Suécia 
Ano: 2004 
Sinopse: Conheça a história de Daniel Daréus (Michael Nyqvist), um talentoso maestro que, para se recuperar de um ataque do coração, volta para seu povoado, onde viveu sua infância. Confrontado pelo passado, sua socialização com as pessoas o leva a ser o professor do coral da igreja. 
Trailer: http://www.youtube.com/watch?v=WtkJlT3EkaM 
Fonte: http://www.cineplayers.com/filme.php?id=1660 


Luciana Steffen - lucianamt@espacodomquixote.com.br
Musicoterapeuta do Espaço Dom Quixote

Benjamim foi atrás de sua graça. E você?



Benjamim é um palhaço que perdeu a graça. Um palhaço que não encontrou algo que o faça rir. E que se depara com a grande e cruel dúvida: “quem sou eu?”. Em busca de respostas, Benjamim deixa para trás o que tinha de mais seguro e cômodo: a família, o circo. 

Na forma mais clara sobre a busca de si mesmo, ele vai atrás da identidade, aquela mesma do RG. Procurando neste pequeno e singelo pedaço de papel a resposta para suas perguntas. 

O encanto com ventiladores, sempre vistos de longe, representam a ânsia por novos ares, novas brisas e caminhos. Até que chega o momento em que decide por ir atrás destes ventos e descobrir com seus próprios pés o que quer fazer e quem quer ser. 

Benjamim representa um pouco de nós, palhaços que tantas vezes perderam a graça. Palhaços que perderam o sentido da caminhada e desligaram os ventiladores interiores, aqueles que nos movem entre o mundo. Benjamim nos coloca diante da frase que não saiu da mente desta que vos escreve, que diz assim: “o gato bebe leite, o rato come queijo e eu sou palhaço”. Simples e até engraçado. Mas é capaz de fazer pensar sobre o que somos e quem queremos ser. 

Benjamim não consegue isso sozinho, tem esta frase dita por seu pai, quando este também já não suporta a tristeza do palhaço. Talvez com o coração partido, com nó na garganta, não sei. Pai de Benjamim dá o primeiro sopro para que ele corra atrás de si mesmo, do seu sonho. Do seu próprio ventilador. Abre para o filho a árdua porta do desconhecido, do “deixe ver para crer”. 

Na sua breve, mas profunda jornada, Benjamim fez sua identidade, experimentou outros caminhos e no fim retorna para onde e para o que sabe fazer: ser palhaço. 

Benjamim nos ensina a arte de apreciar a tristeza que nos faz buscar outros ventos. A experiência de novos sentimentos, lugares, pessoas, profissões. Faz-nos ter consciência de que podemos mudar as coisas quando estas não nos agradam. Fazendo perceber que podemos girar as hélices de nossos ventiladores e descobrir ou redescobrir quem somos e para onde queremos ir. 

Toda essa “aventura” vivida por Benjamim só foi possível porque ele pôde contar com a ajuda do pai, que lhe permitiu sair, assim como voltar. E o melhor de tudo, voltar porque aquele era o lugar que ele gostaria de estar. A nós, Benjamins e pais de Benjamins, faça essa pergunta para si mesmo: “e eu sou o quê?”. Ao encontrar a resposta, ou a falta dela, não se apavore. Movimente seus ventiladores, abra espaço para a descoberta e deixe seu palhaço falar (rir) mais alto. 

“O gato toma leite, o rato come queijo e eu sou palhaço”.

Filme O palhaço (2011) Dirigido por Selton Mello Com Paulo José, Tonico Pereira, Selton Mello. Drama, Comédia. Brasil


Caroline Ciceri - carolinepsico@espacodomquixote.com.br
Psicóloga do Espaço Dom Quixote

Mídia e Educação


Todos os dias somos bombardeados por diversas e diferentes informações na mídia (televisão, jornal, revistas, internet). Nós, adultos, somos tentados a imitar, a consumir, a formar opinião e emitir juízos de valor sobre diferentes questões, até construímos uma identidade a partir destes canais e suas informações.

O que acontece com uma criança que fica “ligada, plugada” e refém de tanta informação? Aquilo que vemos em nossas casas, escolas, ruas e centros comerciais: futilidades, indiferença, imitação, infantilização, má conduta, entre outras questões preocupantes.

Nossas crianças crescem com uma formação de identidade perturbada, confusa e cheia de ideias que não são próprias de sua idade, pois ainda não conseguem refletir sobre assuntos expostos nos diferentes horários e espaços de livre acesso. Percebemos a confusão quando uma criança pergunta, em sala de aula, ao professor – “O que é paranóico?”, após assistir a exaustiva exposição e documentação do massacre feito numa escola sem conseguir filtrar as informações. Imaginem a dúvida, insegurança, medo e confusão na cabeça de uma criança que percebe a fragilidade da vida diante da violência e fica, talvez, imaginando que sua escola também pode sofrer uma violência dessas. Ela entende que todo aquele que tem uma atitude violenta é um paranóico e essa palavra passa a fazer parte de seu vocabulário, podendo até ser usada para nominar um colega com atitudes mais impulsivas, agressivas ou simplesmente, diferente dela.

Conhecemos meninas que imitam as tendências da moda adulta com cuidados estéticos como pintar cabelos, unhas e maquiagem muito cedo. Tem horário semanal em estéticas para retocar e cuidar de algo que ainda não precisa de cuidados químicos, sem falar na imitação de fala e comportamento. Crianças que não se permitem brincar e sentir como uma menininha porque tem um comportamento adulto.

Nossas crianças não precisam de tanta informação e exposição. Elas precisam de atenção e cuidados, de segurança e rotina, limites para guiá-las nas suas escolhas.

Podemos e devemos acompanhar mais de perto a programação de nossos filhos e filhas. Eles não precisam ficar alienados ao que acontece no mundo, mas podemos auxiliar no filtro de tanta informação para garantir uma saúde mental e emocional com equilíbrio e seletividade.

Ao permitir que os filhos assistam a programação adulta estejam presentes para esclarecer dúvidas e refletir com eles sobre as informações. Observem e respeitem a restrição de idade recomendada na programação, esta é a primeira lição de respeito às regras que os pais podem dar aos filhos.

Diversifiquem a programação e a leitura das crianças para ampliarem seu repertório cultural e proporcionarem uma compreensão de mundo mais diversificada. Exercitem a criticidade e a reflexão com as crianças promovendo discussões em família sobre aquilo que a mídia expõe.

Se soubermos ajudar as crianças neste processo de reflexão e maturação emocional estaremos construindo um caráter sólido capaz de fazer uso da liberdade de escolha sem prejuízo da liberdade do outro.


Janete Cristiane Petry - janetepp@espacodomquixote.com.br
Psicopedagoga do Espaço Dom Quixote



A comunicação na infância



A comunicação é uma característica humana que pode ser observada ao longo de toda a vida e que ocorre principalmente através da capacidade de falar, ouvir, ler e escrever. A linguagem é uma habilidade imprescindível para que a comunicação ocorra e permite que o homem se comunique e se integre social e culturalmente. Porém há situações em que a comunicação é prejudicada em função de uma alteração na linguagem.

Na infância, essas alterações geralmente estão relacionadas a um atraso no desenvolvimento neuropsicomotor. Nestes casos, verifica-se que a criança demora mais para começar a falar, fala pouco, apresenta um vocabulário reduzido ou constrói apenas frases curtas e simples. Este quadro pode estar ligado a aspectos neurológicos e psiquiátricos, como nos casos de síndrome de Down, paralisia cerebral e autismo, entre outros.

É considerado adequado que, por volta dos 12 meses (1 ano), a criança inicie a produção das primeiras palavras e, até os 18 meses (1 ano e 6 meses), tenha um vocabulário de cerca de 50 palavras. Em casos de alteração de linguagem, pode haver um atraso nesta aquisição, o que serve de alerta para pais, professores e pediatras que ao perceberem algum atraso ou alteração na linguagem oral devem procurar atendimento especializado para a criança, pois a estimulação da linguagem é essencial nestes casos.

O tratamento é realizado por um fonoaudiólogo e deve ser iniciado o quanto antes, aproveitando-se o período de desenvolvimento lingüístico, possibilitando que a criança desenvolva a sua linguagem, tanto a compreensão como a expressão, e melhore suas habilidades para uma comunicação eficiente, podendo expor suas opiniões e vontades.
Fernanda Helena Kley
Fonoaudióloga do Espaço Dom Quixote

Dá pra passar de ano?

A psicóloga Fabíola Cortezia criou uma rotina para organizar os estudos de Marlon de Sá.

Foto Luís Félix/GES

Chegou o boletim do segundo trimestre e junto com ele notas e conceitos que apavoram os pais, além de recomendações da professora de que é preciso muito esforço para conseguir vencer as dificuldades e não reprovar de ano. Pais e filhos se dão conta de que o problema é sério e é preciso buscar ajuda. Mas por que o filho ou aluno não está aprendendo? Para a professora e psicóloga Fabíola Scherer Cortezia, do Espaço Dom Quixote, de São Leopoldo, a aprendizagem escolar também é considerada um processo natural, que resulta de uma complexa atividade mental, na qual pensamento, percepção, emoções, memória, motricidade e conhecimentos prévios estão envolvidos e em que a criança e o adolescente deve sentir o prazer em aprender.

Cartilha rápida para pais, professores e alunos
- pais, dêem o exemplo, estudando e lendo na frente de seus filhos;
- pais e professores despertem nas crianças o desejo de crescer, aprender e progredir;
- diálogo, muito diálogo para entender o que está acontecendo;
- críticas vazias do tipo: "preguiçoso e bagunceiro" somente reforça o rótulo do sujeito e não auxilia em nada, então é muito mais interessante o incentivo e a ajuda.
- estabelecer regras claras: hora para estudar, hora para brincar e sair com os amigos: se não tiver estudo, não há brincadeiras e idas a casa do amigo.
- buscar auxílio de um profissional da área da saúde e educação para diagnosticar onde está o problema e como solucioná-lo.
- À garotada, os profissionais também dão dicas importantes: vale a pena se esforçar um pouco mais nesta reta final para não perder o ano!

Confira a matéria completa no caderno Viver com Saúde do jornal NH, veiculada no dia 27/10/09.

Caderno Viver com Saúde destaca Espaço Dom Quixote


No caderno Viver com Saúde, suplemento encartado nos jornais NH, VS e Diário de Canoas do dia 26 de outubro, o destaque de capa foi o Espaço Dom Quixote.
Na publicação, a psicóloga Fabíola Cortezia destaca que uma rotina das atividades diárias dos estudantes, pode ajudar nas suas notas escolares.

Clique aqui para ler a matéria na íntegra.

Dom Quixote participa de programa na Pop Rock


No dia 11 de setembro, às 20h30min, a Dra. Fabíola Cortezia esteve na rádio Pop Rock.


Clique aqui para ouvir, na íntegra, o programa.

Para driblar a dificuldade de aprendizagem


Abaixo segue o post que saiu no Blog Meu Filho, no ClicRBS.

"O aluno que manifesta dificuldades na aprendizagem, nem sempre terá, necessariamente, falhas cognitivas. Quantas vezes ouvimos pais e professores se questionando por que a criança ou adolescente não vai bem na escola, sendo ele tão esperto e inteligente. A maioria dos alunos com dificuldades de aprendizagem têm estruturas depressivas do seu funcionamento psíquico, isto é, desacreditam em seu próprio potencial e usam expressões do tipo: "sou burro", "não faço nada bem". Estes alunos apresentam pouca tolerância à frustração, desistindo rapidamente, à primeira contrariedade.

São inúmeras as causas que levam o aluno a apresentar dificuldades na aprendizagem, entre elas: baixa auto-estima, problemas familiares, segredos familiares (há crianças que não conhecem bem a sua própria história, como poderão, então, conhecer o mundo, através da aprendizagem?). Quando a relação professor-aluno não vai bem, este também pode ser um agravante para o desinteresse do aluno. Em idade escolar, a capacidade de aprendizagem é uma das primeiras a ficar afetada sempre que haja uma perturbação emocional. Nascimentos, mortes, brigas ou separações podem afetar diretamente a aprendizagem do aluno, tendo em vista que ele se sente inseguro e, conseqüentemente, não consegue aprender.

Percebem que, quando mudamos o foco de análise da dificuldade de aprendizagem do indivíduo para a relação, levando em conta a influência da história individual, familiar e do contexto escolar, vemos que a situação é muito mais complexa do que uma falta de vontade do aluno, simplesmente? Ou melhor, devemos nos questionar, se há falta de vontade, qual o motivo?

Aos pais, sugiro que ofereçam ao filho a sensação de ser gostado, demonstrem o gosto de conhecer; despertem no filho o desejo de crescer e progredir. Sugiro que ouçam seus filhos, que lhes ofereçam ajuda, não apenas críticas vazias, e que estabeleçam limites com relação à hora de estudo, saída com os amigos...

Penso também que seja fundamental que os professores tenham um espaço de interlocução, possibilitando-lhes que se apropriem de referenciais teóricos que favoreçam a re-significação de suas práticas pedagógicas, possibilitando que sua atuação possa ser menos "pesada". Afinal, sabemos que não é fácil, também para o professor, lidar com os novos alunos da contemporaneidade e que a escola precisa se adaptar "ao novo mundo".

Em todas as circunstâncias, é imprescindível procurar compreender a causa desta falta de interesse do aluno pela escola. A busca por um profissional especializado poderá ser determinante para que o especialista consiga auxiliar a família, a escola e o aluno a lidar com a situação. Vale ressaltar que AFETO, LIMITES E DIÁLOGO são sempre uma bela combinação para lidar com nossas crianças e adolescentes."

Fabíola Scherer Cortezia, psicóloga do Espaço Dom Quixote