Ocupar-se da Terapia Ocupacional e desocupar-se
Dicas de brincadeiras sensoriais

Ser diferente é normal... é essencial

Transtorno do Desenvolvimento da Coordenação

Dieta Sensorial

Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade - descobrindo um tratamento eficaz através da Psicomotricidade, Musicoterapia e Terapia Ocupacional
Porque essas áreas trabalham o ato e a ocupação do corpo pelo lúdico. Assim, conseguimos fazer com que a criança compreenda e supere mais facilmente suas limitações e desenvolva então sua autonomia. Por consequência, suas potencialidades virão à tona. Atividades de expressividade motora do movimento até invenção de fantasias infantis permeiam o imaginário infantil e a prática psicomotora, criando assim um espaço de escuta e fala consciente. Dessa forma, a criança toma consciência do seu corpo, da sua lateralidade, da sua situação e da situação de outros objetos no espaço, do domínio temporal, além de adquirir habilidades de coordenação de gestos e movimentos.
Nossas atividades (terapêuticas ocupacionais, psicomotoras e musicoterápicas) baseiam-se em atividades lúdicas, corporais, artísticas e de criação, como os jogos musicais, as atividades rítmicas, o cantar, os movimentos com música, o tocar instrumentos musicais e o compor. Elas nos auxiliam na organização do indivíduo, atuando na independência, na estruturação emocional, na percepção cognitiva (regras/limites; atenção; concentração; memória; criatividade), na comunicação (expressar o que se quer de forma adequada), nas atividades de vida diária (alimentação, vestuário, auto-cuidado), nas atividades de vida de trabalho (escola), nas atividades de vida de lazer (brincar) e na socialização.
O ritmo musical, tão relacionado às questões corporais, se faz importante nas atividades, pois é necessário trabalhar o corpo, o tônus muscular, o equilíbrio, a coordenação motora, dando sustentação ao esquema corporal desse corpo inquieto. Além de dar energia, o ritmo, feito de som e silêncio, trabalha a organização temporo-espacial, regulando o relógio interno e desenvolvendo a postura corporal, melhorando as funções de desempenho do ensino aprendizagem.
Além disso, é necessário durante o tratamento ficar atento às dificuldades no processamento sensorial da criança, a fim de regular e equilibrar os sentidos e as informações vindas do meio. Dessa forma, conseguimos elevar a autoestima, a segurança emocional e aprimorar a comunicação (verbal e não verbal). Oferecemos um espaço de expressão mais eficaz, seguro e prazeroso, onde mantemos facilmente a atenção da criança, que se sente muito mais à vontade para trabalhar suas dificuldades.
Uma atividade musical permite variações, uma vez que inserimos uma grande gama de estímulos e, quanto mais estímulos, maior o foco de atenção e percepção corporal. Começa com o recurso da música, passa pelo viés do corpo e ganha significado trabalhando todas as áreas do desenvolvimento. Em uma mesma atividade é possível compreender e explorar os sentimentos, a linguagem, a percepção corporal, a intensidade dos movimentos no meio, o domínio da força e a socialização. Esse é o trabalho conjunto de três profissões.
Priscila Straatmann Morél - priscilato@espacodomquixote.com.br
Terapeuta Ocupacional e Psicomotricista do Espaço Dom Quixote
Luciana Steffen - lucianamt@espacodomquixote.com.br
Musicoterapeuta do Espaço Dom Quixote
Ser Terapeuta Ocupacional é saber navegar no mar das diferenças...
A cada momento um medo, uma confusão.
Mas que cada um construa
Sua própria embarcação.
O mar é sempre igual aos olhos dos que comungam a mesma percepção.
Mas ele é muito mais amplo, profundo e surpreendente
Do que se pode imaginar...
A percepção do oceano é mutante
Para quem se atreve a navegar.
Mas use modelos apenas como referência para seu barco
Construa sua própria nau sem medo de ela não ser igual...
A diferença tem todo direito de navegar!
Cada um de nós tem o amplo direito de possuir
Seu próprio meio de expressar.
O barco da diferença corta o oceano,
podendo reinventar
até o próprio mar..."
(Autor Desconhecido)
RETIRADO DO BLOG: http://temasepoemasdato.blogspot.com/
Terapia Ocupacional e o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade
O terapeuta ocupacional oferece recursos para uma intervenção na esfera física, psíquica, social e sensorial, sendo um espaço acolhedor, protegido que compreende e auxilia a criança durante todo o processo terapêutico a atenuar os sintomas do TDAH utilizando-se de atividades lúdicas, corporais, artísticas e de criação. Essas atividades auxiliam na organização do indivíduo, atuando na independência, na estruturação emocional, percepção cognitiva (regras/limites, atenção, concentração), nas atividades de vida diária (alimentação, vestuário, auto-cuidado), nas atividades de vida de trabalho (escola), nas atividades de vida de lazer (brincar) e socialização.
Os atendimentos em Terapia Ocupacional podem ser individuais, em grupo ou domiciliar, além de orientar os pais e professores. Sabe-se que é fundamental o envolvimento da família e a participação da escola para o sucesso do tratamento.
Algumas crianças apresentam dificuldades no processamento sensorial, ou seja, apresentam uma dificuldade em processar a comunicação entre os sentidos que recebem e o que chega ao cérebro, de modo que as informações chegam com intensidade exagerada ou com intensidade diminuída. Por isso, vê-se a necessidade de realizar um perfil sensorial da criança, solicitando aos pais ou cuidadores lembrar como a criança reage a ruídos altos, toque inesperado, certos tipos de roupas, etc. É importante lembrar que nem todas as crianças com TDAH têm problemas de processamento sensorial, mas a maioria das crianças com problemas sensoriais integrativa podem apresentar sintomas de TDAH.
Terapia Ocupacional, Musicoterapia e Psicomotricidade: auxiliando o desenvolvimento na Síndrome de Down

A criança com a síndrome tende a apresentar: hipotonia generalizada, reflexos fracos, diminuição do equilíbrio, da postura e da coordenação. Tendo em vista esse quadro, percebemos a necessidade de trabalhar as funções psicomotoras com relação ao controle da cabeça, erguer o corpo, virar de barriga para baixo, sentar, trocar a posição deitada para a posição sentada, arrastar e engatinhar, ajoelhar e ficar ajoelhado, ficar de pé, aprender a marcha, correr, subir, pular e saltar.
Pensando na estimulação precoce de qualidade para essa criança, a Terapia Ocupacional no Espaço Dom Quixote, objetiva estimular o desenvolvimento neuropsicomotor através do brincar, visando o ganho máximo de independências e autonomias na família, escola e na sociedade. O tratamento terapêutico ocupacional também preocupa-se em buscar o brilho no olhar da criança, instigando-a a descobrir novos caminhos e aprimorar seu fazer.
Já a Musicoterapia tem como objetivo desenvolver a comunicação e as habilidades interpessoais através da música, da improvisação, do cantar, de criar canções, dos instrumentos musicais. A música oferece outra forma de comunicação e facilita a linguagem através das canções, pois a criança ou adolescente já conhece o texto, a palavra a ser cantada. Diversas atividades e jogos musicais são realizados onde se precisa responder uma demanda, imitar sons, trabalhando a articulação, o desejo de se comunicar, aumentando a participação e o interesse em se socializar e se comunicar, tornando a criança mais preparada e segura para tal, já que a música motiva a criança a se engajar no tratamento por ser prazerosa, aumentando sua autoestima e autoconfiança.
Já a contribuição da Psicomotricidade está ligada ao desenvolvimento afetivo, ao contato físico, as emoções e ações, podendo servir como um suporte para o processo construtivo de aprendizagem da criança. Contribuindo de maneira expressiva para a formação e estruturação do esquema corporal, o que facilitará a sua aprendizagem, além de favorecer a maturidade neurológica. É pelo meio lúdico-educativo que oportunizamos à criança expressar-se por intermédio do jogo e do exercício, assim como a exploração corporal diversa do espaço, potencializar as atividades grupais.
Assim, a Terapia Ocupacional, a Musicoterapia e a Psicomotricidade buscam proporcionar momentos de interação social que aprimoram as habilidades interpessoais fundamentais tanto no nível pessoal, quanto no futuro profissional. O grupo de estimulação precoce vem a favorecer a comunicação mais eficaz, aumentando a capacidade de escuta, de tolerância, a capacidade de escolha e de expressão, maior clareza na fala, maior autoestima e independência, o saber se expressar oralmente e corporalmente. Além de favorecer o aprendizado das emoções e fortalecer o desenvolvimento biopsicossocial.
Com essa rede de apoio, a criança/adolescente, além da família, torna-se mais motivado para a vida familiar, escolar e futuramente profissional, melhorando muito a sua qualidade de vida.
Venha se informar sobre o Grupo de Estimulação Precoce do Espaço Dom Quixote que conta com Terapia Ocupacional, Psicomotricidade, Musicoterapia e Fonoaudiologia!
Também estamos realizando o Ciclo de Palestras sobre Síndrome de Down que ocorre em todas as terças do mês de agosto.
Priscila Straatmann Morél - priscilato@espacodomquixote.com.br
Terapeuta Ocupacional e Psicomotricista do Espaço Dom Quixote
Luciana Steffen - lucianamt@espacodomquixote.com.br
Musicoterapeuta do Espaço Dom Quixote
MISSÃO PAIS III: é hora de relaxar

Cada uma delas exige tempo, atualização, novas informações, responsabilidades e obrigações. Além de adaptar-se a pressões internas e externas e aprender a lidar com a auto-critica e até mesmo com as dificuldades psicológicas.
No entanto, a correria diária, a exigência cada vez mais alta e a hiperatividade da sociedade, nos leva ao estresse. O estresse é um esforço de adaptação realizado pelo organismo, na tentativa de enfrentar situações consideradas ameaçadoras à vida e seu equilíbrio interno. Assim uma situação súbita que envolva algum tipo de perigo ou situações conflitantes e contínuas podem desencadear um processo de estresse.
Sendo responsável por vários sintomas como a irritabilidade, distúrbio de sono e do apetite, dificuldade na concentração, preocupação exagerada com relação a situações relevantes, diminuição da memória e até mesmo impotência sexual. Outras vezes pode ser acompanhado de distúrbios psicológicos, como depressão ou agitação.
Sabe-se que é bom ter certa dose de adrenalina sendo necessária à vida, mas não em excesso. Saber dividir as tarefas e os papéis profissionais que assumimos ao longo da vida é necessário e saudável. É fundamental existir um equilíbrio entre trabalho e descanso, ou seja, o corpo exige repouso, lazer e exercícios. Se você está tenso e estressado, é hora de dar uma pausa, reavaliar seu ritmo de vida e talvez tirar um tempo para descansar. Desocupe a mente e saiba relaxar. Brincar, voltar a ser criança juntos com os filhos torna a turbulência do dia-a-dia tranqüila e prazerosa.
Relaxar então significa tirar um tempo pra si, poder conversar consigo mesmo e encontrar o equilíbrio interno. Coloque uma música suave, feche os olhos, respire, inspire - mantendo um intervalo - e perceba suas zonas de tensões. Após, tente relaxar esses pontos, visualize a tensão e vá relaxando. Dura quinze minutos, é rápido e fácil. A recompensa é grandiosa, todos perceberão inclusive você.
Priscila Straatmann Morél - priscilato@espacodomquixote.com.br
Terapeuta Ocupacional e Psicomotricista do Espaço Dom Quixote
A Integração da Musicoterapia e da Terapia Ocupacional no tratamento da Síndrome de Asperger
Deve ficar claro, que não podemos generalizar, pois cada criança é um mundo e o diagnóstico preciso e seguro só pode ser dado por um médico especialista. No entanto, existem algumas características que podem ser observadas pelos pais quando seus filhos tenham entre 2 e 7 anos de idade, como a dificuldade de socialização, por exemplo.
Pensando nisso, a Musicoterapia e a Terapia Ocupacional buscam a integração dos atendimentos para o sucesso do tratamento. Essa proposta de intervenção conjunta, no Espaço Dom Quixote, busca aprimorar o funcionamento corporal e permitir assim o conhecimento e percepção do próprio corpo. Trabalhando de forma lúdica e incentivadora a atenção e a concentração, a memória operacional e motora, a percepção visuo-espacial, a percepção auditiva, a percepção temporo-espacial, a conscientização e a imagem corporal, o equilíbrio, a resistência física, o ritmo, a habilidade motora, a integração social e sensorial, a criatividade e a sensibilização. Cada atividade cantada é elaborada de forma a estimular o desafio interno de cada sujeito, como cantar e imitir os gestos da música, executar instrumentos, movimentos e desenhos com música.
A Musicoterapia trabalha diversos conceitos corporais através do ritmo, ativando as capacidades cognitivas como memória, atenção e percepção. A comunicação é facilitada e desenvolvida, já que a música possibilita outra forma de comunicação, uma comunicação não verbal, melhorando a compreensão das regras de um diálogo. No fazer musical surgem as mesmas regras de um diálogo, trabalhando-se a escuta do outro, o silêncio, o se colocar no grupo, a cooperação, respeito, tolerância, e o entendimento de limites.
Na Musicoterapia a interação social é facilitada, pois a música promove interesse, convida todos a participarem, é o elo comum que permite uma união e torna o trabalho em conjunto mais tolerável e mais fácil. Todos precisam se empenhar para o sucesso da atividade, a velocidade imposta pela música e o ritmo precisam ser respeitados, havendo dentro desse espaço, um espaço de trocas, compartilhar, de utilizar a criatividade, de lidar com o imprevisto e desenvolver a comunicação e interação.
A música impõe uma aproximação onde todos vivenciam a mesma coisa ao mesmo tempo, mas do seu jeito, com suas capacidades e limitações, oferecendo assim segurança para fazer parte de um grupo, de conviver com os outros. Começar e terminar a música ao mesmo, esperar sua vez de tocar, cantar, trabalham também o toque, o dar as mãos, a autoestima ao conseguir realizar a atividade e a capacidade de autonomia.
Cabe então à intervenção da Terapia Ocupacional ampliar a capacidade de independência do sujeito. É poder fazer do espaço lúdico, com crianças, um espaço onde esse sujeito possa ser olhado e escutado por meio do seu corpo, da sua motricidade, dos seus gestos. Esse sujeito fala e tem muito a dizer.
Então, a partir do momento que entendemos que o corpo humano é feito de linguagem e não ao contrário e sustentando-se pela linguagem, é possível trabalhar o aumento de vocabulário, diminuir os estereótipos e as obsessões. Proporcionando o bem estar emocional, a estabilização do humor e o convívio social.
É fundamental no trabalho terapêutico ocupacional enriquecer a interação social e as percepções corporais pelo recurso da música. Com o objetivo de criar rotinas, tão necessárias e vitais a eles e adequar as respostas. Respeitando o sujeito que já existe e usa seus interesses e experiências como base para criar novos caminhos, brincadeiras e possibilidades de forma prazerosa.
Nossa proposta de atendimento integrado visa sempre o sujeito, fazendo com se torne mais seguro e independente. Assim ganhando maior qualidade de vida.
Luciana Steffen - lucianamt@espacodomquixote.com.br
Musicoterapeuta do Espaço Dom Quixote
Priscila Straatmann Morél - priscilato@espacodomquixote.com.br
Terapeuta Ocupacional e Psicomotricista do Espaço Dom Quixote
Jardim sensorial: muito mais que um simples jardim

Um jardim sensorial terapêutico vem a enriquecer o tratamento com surdos cegos, deficientes visuais, autistas, pessoas com déficit cognitivo, deficientes motores com alteração de marcha, equilíbrio e propriocepção, mas também pessoas que necessitam relaxamento e contato com a natureza para retomar seu corpo e seus sentidos agora integrados na estimulação de todos os sentidos.
O jardim terapêutico proporciona experiências sensórias motoras variadas como ver, sentir, cheirar, tocar, subir, descer, saltar. Visando a integração dos sentidos e o desenvolvimento global do individuo.
Para a Terapia Ocupacional, o Jardim Sensorial contribui para a reabilitação, melhora na qualidade de vida, permite a integração sensorial do individuo, ativa a percepção, cria um novo de aprendizagem.
Como os sentidos podem ser trabalhados no jardim sensorial:
Visão: diferentes qualidades de plantas, com ou sem flores, promove estímulo através de tamanhos, formas e cores diferentes.
Tato: estimulado no contato direto com as plantas e com as pistas sensoriais no corrimão e na troca de piso.
Olfação: o olfato será estimulado por um conjunto de diferentes estímulos dados por ervas aromáticas, entre os chás, os temperos e os perfumes.
Gustação: tão importante na formação do paladar junto com a olfação, a associação será feita através do gosto de algumas ervas do jardim que poderão ser utilizadas como chás ou em banhos.
Audição: O ambiente da sala de terapia impede o contato com os ruídos do mundo real, do cotidiano. Além do som em ambiente aberto ser muito diferente, o som em um jardim inclui seus ruídos próprios, estimulando nossa atenção.
Equilíbrio e Propriocepção: O jardim é composto por uma pista de diferentes pisos como madeira, areia, pedra e grama, variando a estabilidade e o nível do piso, em altura e inclinação.
Priscila Straatmann Mórel - priscilato@espacodomquixote.com.br
Terapeuta Ocupacional e Psicomotricista do Espaço Dom Quixote
Bebê no balde

Terapia Ocupacional e Teoria Ecológica do Desenvolvimento Humano

INTEGRAÇÃO SENSORIAL

A teoria da Integração Sensorial é baseada no entendimento da seqüência do desenvolvimento humano e no entendimento das respostas adaptativas que a criança é capaz de dar a cada nível etário. Ou seja, o cérebro recebe constantemente grandes quantidades de informação através dos sentidos. Através dos sentidos é que a criança, conforme aprende a se mover, equilibrar-se e relacionar-se com os objetos e pessoas ao seu redor, aprende sobre o mundo em que vive. O cérebro organiza toda a informação recebida para possibilitar uma resposta. Se a modulação do sistema sensorial e as capacidades de suporte funcional não estão integradas, então as respostas adaptativas não atingirão um nível ótimo. Habilidades isoladas a partir de uma necessidade especifica tendem a não se generalizar para outras situações.
Segundo AYRES (1972), a Integração Sensorial é o processo pela qual o cérebro organiza as informações, de modo a dar uma resposta adaptativa adequada, organizando assim, as sensações do próprio corpo e do ambiente de forma a ser possível o uso eficiente do mesmo no ambiente. Visando assim quantidade e qualidade de estímulos proporcionados ao sujeito, para que busque um equilíbrio modulado, dando assim, uma resposta que esteja de acordo com suas capacidades e com o meio, melhorando o desempenho de uma criança, em seu processo de aprendizagem.
Aplicação pratica da integração sensorial:
- os estímulos sensoriais controlados podem ser usados para eliciar uma resposta adaptativa;
- uma resposta adaptativa contribui para o desenvolvimento da integração sensorial;
- quanto mais auto dirigida as atividades da criança, maior é o potencial das atividades para aprimorar a organização neural;
- padrões mais amadurecidos e complexos de comportamento são compostos pela consolidação de comportamentos mais primitivos;
- a melhor organização de respostas adaptativas intensificara a organização do comportamento geral da criança;
- é necessário o registro dos estímulos sensoriais significativos antes da resposta poder ser dada. (Carvalho, 1996).
Quando ocorre um distúrbio na recepção e organização das informações sensoriais recebidas sobre o mundo vai afetar o desempenho nas demais áreas. Quando a criança não recebe informações sensoriais importantes de forma clara e concisa, pode não estar recebendo o “alimento” que o cérebro precisa para o processo de aprendizagem, ocasionando problemas de comportamento e auto-estima. Sendo afetado, com maior visibilidade, a capacidade de aprendizagem, o desenvolvimento da coordenação motora e da linguagem. Interferindo com a habilidade de planejar e executar atividades motoras não habituais que é conhecida como dispraxia. Esta disfunção não é só um transtorno da coordenação ou execução motora, há dificuldade em conceituar ou formular um plano de ação. Assim, vemos crianças muito inteligentes, que não produzem de acordo com o potencial intelectual que possuem. Podemos então suspeitar que exista uma dificuldade no processamento sensorial.
Crianças com distúrbios neuromotores, sensoriais, déficit de aprendizagem, distúrbios do desenvolvimento se beneficiam da técnica de Integração Sensorial.
Priscila Straatmann Mórel – priscilato@espacodomquixote.com.br
Terapeuta Ocupacional e Psicomotricista do Espaço Dom Quixote
Brincadeira de criança, como é bom, como é bom

As atividades lúdicas servem de campo de treinamento para atividades diárias, escolares e atividades de coordenação em geral. Dificuldades em integração sensorial podem impedir o brincar, que é a maior fonte de aprendizagem da criança. Por outro lado, o desenvolvimento da habilidade de brincar com certeza leva a uma integração sensorial mais adequada.
Já dentro do campo psicomotor, o brincar permite a criança aliar ação a emoção, e assim dar significado a cada história que constrói no seu dia-a-dia. Além de permitir vivenciar os fatos e compreende-los da sua maneira, permitindo que a criança se conheça.
O brincar, pela visão psicomotora permite o fortalecimento e o treino da tonicidade muscular, fortalece a relação materno-paterna, principalmente se estes participam com entusiasmo da brincadeira. Esse é o trabalho da criança! A mãe vai autorizando, pela separação de ambas, que a criança se descubra e construa seus significantes.
É por meio do brincar com qualidade que a criança se desenvolve e usufrui desses instrumentos psicomotores (linguagem, comunicação, socialização, aprendizagem e psicomotricidade) durante a vida.
Por isso, muitas vezes a Terapia Ocupacional e Psicomotricidade andam lado a lado. Ambas privilegiam o desenvolvimento saudável e a importância da relação pais e filho.
Muitas vezes, é e permitir aos pais voltar a ser criança e explorar tudo o que história infantil tem a oferecer. E para isso, inventar tuneis, passar por baixo de cadeiras, mesas, criar vestidos e roupas de lençóis e cobertores são instrumentos enriquecedores para o desenvolvimento da criança.
Deixo o início do que pode vir a ser uma história de descobertas e imaginação... Há uma luz no final do túnel? Cadê? Sumiu...
Priscila Straatmann Mórel - priscilato@espacodomquixote.com.br
Terapeuta Ocupacional e Psicomotricista do Espaço Dom Quixote
Terapia Ocupacional e Unidade de Terapia Intensiva Neonatal

Enquanto isso, os primeiros relatos de cuidados ao recém-nascido remontam à era greco-romana. Somente no século XVIII, em 1769, na cidade de Londres criou-se o primeiro serviço com as características de maternidade, atendendo crianças em geral. Depois, na França surge o primeiro hospital destinado exclusivamente às crianças e aos recém – nascidos, em 1802.
Contudo, só em 1815, iniciaram-se as atividades de assistência destinadas a recém – nascidos, especialmente a prematuros. Com isso, a partir de 1960-1970, o professor Alexandre Minkowski decidiu adaptar aos bebês prematuros técnicas que a escola americana herdara das terapias intensivas destinadas a adultos e aplicava em crianças maiores.
O Terapeuta Ocupacional consegue se inserir nesta equipe com o trabalho de estimulação precoce, promovendo o acompanhamento do seu desenvolvimento sensório-motor, cognitivo, afetivo e social.
Enquanto, nos últimos anos, começa-se a pensar em atuar em UTIN no Rio Grande do Sul, nos EUA essa prática já vem sendo discutida desde 1970 e regulamentada em 1993, em Congresso da AOTA, devido à grande procura nos últimos anos. Entre as especificações do Terapeuta Ocupacional está a especialização em desenvolvimento infantil, além de ter amplo conhecimento e prática nesta área. (Delia Gorga, 1994, AJOT)
É neste sentido que se compreende a inserção do Terapeuta Ocupacional no espaço hospitalar como um profissional que tem como finalidade proporcionar melhor qualidade de vida durante o processo de internação, para as mulheres/mães, gestantes, bebês e seus familiares, oferecendo suporte por meio da relação terapeuta-paciente-atividades.
Nos EUA, os hospitais que oferecem o atendimento a recém-nascidos, constituem-se uma equipe interdisciplinar a fim de adquirirem habilidades e conhecimento dos pacientes. Neste meio, segundo Delia Gorga (1994), a Terapia Ocupacional promove um olhar diferenciado quando se fala no recém-nascido, ou seja, o Terapeuta Ocupacional olha para ele de forma holística, considerando a sua performance global, atentando para as performances motoras, sensoriais, cognitivas e emocionais, no sentido de como se dá essa organização corporal, dentro das atividades de avaliação funcional. Também se considera como a família pode assumir as modificações na estrutura de papéis parentais dentro deste ambiente.
A Terapia Ocupacional tem como especificidade a utilização de atividades como recurso terapêutico. Segundo Ferrigno (apud Kudo,1997), o Terapeuta Ocupacional utiliza a atividade como instrumento que pode viabilizar a expressão, a espontaneidade, o conhecimento das potencialidades e das limitações dos clientes durante as suas ações no mundo.
Para Motta e Takatori (2001), a atuação do Terapeuta Ocupacional em pediatria compreende o atendimento a recém-nascidos, bebês e crianças que “apresentam riscos ou alterações no seu desenvolvimento, decorrentes de circunstâncias de ordem orgânica, emocional e social que podem estar presentes antes, durante e logo após o nascimento ou durante a infância”.
Cabe ao Terapeuta Ocupacional através do atendimento com uma ampla observação do estado geral do bebê; após verificação do estado de consciência, de obtenção de informações com a equipe de enfermagem sobre o dia do RN, como é o seu posicionamento na incubadora ou no berço, como está o vínculo mãe-bebê, sem esquecer-se de observar o fazer do bebê, todos os movimentos e expressões, visto que estas são suas atividades; mostrar e auxiliar os profissionais e familiares nos cuidados com o recém-nascido. Neste contexto, o atendimento deve atender as necessidades emocionais e adaptativas do bebê e da família.
Na prática, o Terapeuta Ocupacional ajuda na elaboração de conteúdos emocionais da criança e da sua família, além de proporcionar maior integridade de funções no leito, avaliar e estimular sensoperceptocognitivamente o bebê, possibilitando maior segurança e facilitando o processo de alta hospitalar.
Segundo Meyerhof (1997), o objetivo da intervenção será tanto no sentido de promover o input sensorial como a de proteger o bebê de excesso de estimulação, graduando os estímulos de acordo com o desenvolvimento adaptativo do neonato. Enquanto a escala Brazelton tem como propósito original descrever o sistema autônomo, a atividade motora, os estados de consciência e a atenção social, vistos como integrativos e interativos no bebê a termo e saudável.
Priscila Straatmann Morél – priscilato@espacodomquixote.com.br
Terapeuta Ocupaciona e Psicomotricista do Espaço Dom Quixote
13 de Outubro: Dia da Fisioterapia e da Terapia Ocupacional

Treze de outubro é dia de aplauso a dois profissionais que se destacam na área da saúde dentro do Espaço Dom Quixote. Hoje é dia de aplaudir a nós fisioterapeuta e terapeuta ocupacional. Mas, o que é Terapia Ocupacional e Fisioterapia com crianças e adolescentes dentro do Espaço Dom Quixote?
O terapeuta ocupacional é o profissional da área da saúde que atua em todas as faixas etárias com o objetivo de tratar disfunções física, psicomotora, social, mental e de desenvolvimento, podendo atuar na prevenção, habilitação ou reabilitação do indivíduo. Utilizamos como recurso terapêutico diferentes atividades (físicas, pedagógicas, treino de atividade de vida diária, treino de órtese e prótese, etc), confeccionamos adaptações dentro do ambiente laboral (ergonomia/ginástica laboral), escolar e domiciliar.
Nossa demanda é a população que apresenta disfunções neurológicas, condições incapacitantes ou degenerativas, com disfunções motoras, LER e transtornos mentais, tendo muitas vezes que se deslocar até Natal para poder ser tratado por este profissional. Nosso município oferece a intervenção terapêutica ocupacional apenas no CAPS-PAR (voltado para adultos com transtornos mentais), UTI-NEO (voltados a bebês prematuros com desenvolvimento comprometido), CAPS-AD (para crianças e adolescentes envolvidos com droga/álcool), CRM (centro de reabilitação só para crianças) e o CASE (voltado à saúde escolar).
A Fisioterapia é campo de atuação profissional na área da saúde que se responsabiliza principalmente pela prevenção e tratamento das disfunções do movimento humano. O objetivo da Fisioterapia é intervir no movimento corporal humano por meio do próprio movimento e outros recursos físicos, visando minimizar as disfunções e desconfortos ocorrentes ou impedir o aparecimento destes.
As atividades dos fisioterapeutas incluem criar e aplicar exercícios para: aumentar a capacidade respiratória de pacientes com problemas respiratórios; desenvolver a capacidade física e motora de bebês e crianças com problemas neurológicos; estimular a musculatura e treinar a coordenação motora de pessoas com deformações, artrites, reumatismo e outros problemas nas articulações; evitar problemas circulatórios e posturais em gestantes e fazer treinamento para o parto; promover a recuperação motora de pacientes com seqüelas de traumatismo craniano, derrame cerebral ou paralisia; tratar deformidades da coluna ou problemas de postura com exercícios de alongamento e de fortalecimento da musculatura. Além disso, usam recursos como eletricidade, calor e frio, raios laser, ultravioleta ou infravermelho e exercícios na água para aumentar a capacidade de movimentação, estimular a circulação e diminuir as dores de pacientes.
Priscila Straatmann Mórel - priscilato@espacodomquixote.com.br
Terapeuta Ocupacional e Psicomotricista do Espaço Dom Quixote
Priscila Votto Fernandes - priscilafisio@espacodomquixote.com.br
Fisioterapeuta do Espaço Dom Quixote
Dom Quixote Responde: Paralisia Cerebral

Priscila Straatmann Morél - Terapeuta Ocupacional e Psicomotricista
Síndrome da Alienação Parental

A SAP é freqüentemente observada em casos onde estão associados situações de ruptura da vida conjugal na qual um dos genitores tem uma tendência vingativa muito grande. Por não conseguir elaborar adequadamente o luto da separação, desencadeia um processo de destruição, vingança, desmoralização e descrédito do ex-cônjuge. Sendo o filho utilizado como instrumento da agressividade direcionada ao parceiro no processo vingativo.
O genitor alienante exclui o outro genitor da vida social e emocional dos filhos, vindo a interferir nas visitas, atacando a relação entre filho e o outro genitor acabando por denegrir imagem do outro genitor (criticando, emitindo falsas acusações).
Enquanto isso, a criança alienada apresenta um sentimento constante de raiva e ódio contra o genitor alienado e sua família, se recusando a dar atenção, visitar ou se comunicar com o outro genitor. Além disso, guarda sentimentos e crenças negativas sobre o outro genitor que são inconseqüentes, exageradas ou inverossímeis com a realidade.
Essas crianças com o passar do tempo apresentam distúrbios psicológicos como depressão, ansiedade e pânico, utilizam álcool e drogas como forma de aliviar a dor, maior incidência de cometer suicídio, baixa auto-estima e não conseguem manter ou ter uma relação saudável. Além disso, possuem sérios problemas de gênero, em função da desqualificação do genitor atacado.
Poder ajudar seu filho significa protegê-lo das discussões conjugais, valorize o lado bom do outro genitor e não somente denegri-lo, deixe que ele entenda e compreenda a situação de ambos. Buscar atendimento psicológico e outros profissionais como o terapeuta ocupacional e apoio jurídico para tratar o problema. Não podemos esperar que uma situação de SAP desapareça sozinha.
Neste caso, o auxílio terapêutico ocupacional traz conforto e estabilidade emocional através da atividade. Esta devidamente escolhida dentro do conceito do Modelo de Ocupação da Humana. A partir do Modelo da Ocupação Humana os sujeitos são ajudados a se envolverem em fazer coisas que mantêm, recuperam, reorganizam ou desenvolvem as suas capacidades, motivação e estilo de vida. Assim através da análise das condições (físicas, psicológicas e sociais) que podem afetar esse fazer que o terapeuta ocupacional intervenha, no sentido de ajudar a pessoa a (re) encontrar seu lugar social, como ser ativo, tendo como metas a qualidade de vida e a inclusão social. (Bartalotti, 2004)
Priscila Straatmann Mórel – priscilato@espacodomquixote.com.br
Terapeuta Ocupacional do Espaço Dom Quixote

