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A Fisioterapia no desenvolvimento motor



A Fisioterapia em Neuropediatria é o ramo da neurologia que se dedica ao estudo das doenças do desenvolvimento e maturação do sistema nervoso em crianças. Possui importância no controle de doenças com comprometimento neurológico. Quando ocorre uma lesão neurológica em uma criança, o fisioterapeuta analisa a sua motricidade e a sua funcionalidade através do seu desenvolvimento motor normal. 

Para realizar o tratamento de crianças com lesões neurológicas, precisa-se conhecer o desenvolvimento motor normal (com todas as suas peculiaridades) para reconhecer o anormal. Assim, as etapas do desenvolvimento servem como guia no processo de diagnóstico e tratamento. 

Realizando uma avaliação e acompanhamento adequado do comportamento anormal da criança, é possível aplicar um tratamento precoce proporcionando estímulos para recuperar e manter um padrão de sinergia motora próxima da normalidade que a ajude no seu desenvolvimento. 

A Fisioterapia atuando na inibição dos reflexos patológicos e primitivos persistentes facilita o desenvolvimento gradual do controle motor postural. 

O objetivo da Fisioterapia é levar o seu paciente ao estágio máximo da independência, por meio das suas potencialidades, lançando mão de todos os processos terapêuticos disponíveis. 

As principais funções do fisioterapeuta são: melhorar a mobilidade, aliviar a dor, prevenir lesões e recuperar as funções não adquiridas e perdidas, utilizando diversas técnicas. 

O fisioterapeuta dispõe da possibilidade de proporcionar uma contribuição especial e inestimável às crianças que apresentam deficiência neurológica ou algum tipo de problema através do atendimento lúdico e terapêutico.


Letícia Salin - leticiafisio@espacodomquixote.com.br
Fisioterapeuta do Espaço Dom Quixote

O uso do andador infantil

O primeiro ano de vida do bebê é marcado pela aquisição de habilidades que são aprimoradas a cada mês. Uma delas é a aquisição do engatinhar entre o 8º e o 9º mês. Nessa fase é comum que os pais coloquem seus bebês em andador infantil com a finalidade de incentivar o desenvolvimento motor. Alguns estudos relatam que se deve evitar o uso do andador infantil, pois a criança perde a chance de engatinhar e desenvolver a noção de espaço, além de não poder testar sua capacidade de equilíbrio. Além disso, estes estudos apontam que o andador não influencia na habilidade do engatinhar e que o desenvolvimento motor sofre influência de vários fatores. A escolha dos pais de permitirem que seus filhos usem ou não o andador infantil pode fundamentar-se em crenças culturais, mitos sociais e/ou interesses pessoais. 



No ponto de vista da ortopedia, o engatinhar ajuda a fortalecer a coluna e posicionando-a de maneira correta, pois vendo crianças utilizando o andador observamos que ela caminha na ponta dos pés e quando começa a andar sua marcha é semelhante. 

Apesar de a Associação Brasileira de Pediatria desaconselhar esse dispositivo devido ao alto número de acidentes relacionados ao seu uso (quedas de escadas, traumatismos crânio-encefálicos) bem como à expectativa de atraso na aquisição da marcha relacionada ao uso do mesmo, muitos pais e cuidadores insistem no uso do andador devido à sua praticidade. 

O bebê é suscetível aos estímulos vindos do ambiente, o que torna essencial e oportuna as várias formas de movimentos que possam garantir o desenvolvimento e o crescimento adequados. Estas posturas variadas proporcionam competências para ela corresponder às suas necessidades e às de seu meio. O meio em que o bebê vive influencia seu aprendizado motor de maneira complexa, e a casa é o principal agente de aprendizagem e desenvolvimento. Neste contexto estão incluídos jogos, práticas culturais e brinquedos disponíveis à criança, os quais exercem grande influência no desenvolvimento de suas habilidades motoras e, principalmente, no incentivo dos pais nesse processo. 

Rolar, engatinhar, descobrir e explorar o local onde a criança vive é ideal para um perfeito desenvolvimento. O bebê precisa do chão da sala ou de qualquer lugar onde tenha um local limpo e seguro, além de alguns brinquedos direcionados, conforme a idade. 

É assim que uma criança vai crescer saudável e ter o seu desenvolvimento normal, não necessitando do andador.


Letícia Salin - leticiafisio@espacodomquixote.com.br
Fisioterapeuta do Espaço Dom Quixote

O uso da bola suíça na Fisioterapia



A Bola Suíça foi desenvolvida nos anos 70 na Suíça com o nome de Fit Ball. Foi desenvolvida com o intuito de ser um método para reabilitação de problemas neurológicos e ortopédicos. Foi denominada Bola Suíça por terapeutas da América do Norte que a viram ser usada na Europa, no tratamento ortopédico, para aumentar a consciência somática e encorajar o desenvolvimento neurológico pediátrico. Desde esta época, tornou-se uma verdadeira febre, se espalhando por diversos países. 

A Bola Suíça tem se tornado um instrumento terapêutico muito bem aceito entre os pacientes, pois promove uma ampla gama de aplicações clínicas. 

A terapia sobre a bola é útil no tratamento de pacientes em todas as áreas da Fisioterapia. É utilizada para: 

- Melhorar níveis de flexibilidade; 
- Amplitude de movimento (assistência passiva/ativa); 
- Fortalecimento de tronco, membros inferiores e superiores; 
- Alongamento global; 
- Treino cardiopulmonar (melhorando oxigenação e, portanto, nutrição celular); 
- Mobilização articular; 
- Manutenção de tônus muscular; 
- Propriocepção postural; 
- Equilíbrio; 
- Problemas posturais; 
- Relaxamento. 

A terapia com a bola, além de trazer resultados físicos, também trabalha com o emocional, pois é um trabalho de grande motivação para o paciente, fazendo-o sentir-se bem e capaz de vencer desafios. 

Essa prática pode ser realizada em grupos, separados de acordo com a idade ou com a patologia apresentada, ou ainda sessões individuais, programadas de acordo com a característica e necessidade de cada paciente. 

Fontes: 
- http://www.portaleducacao.com.br/fisioterapia/artigos/8941/bola-suica#ixzz2qt14rbdl
- http://www.fag.edu.br/tcc/2008/Fisioterapia/analise_ergonomica_da_bola_suica_em_fisioterapia.pdf


Letícia Salin - leticiafisio@espacodomquixote.com.br
Fisioterapeuta do Espaço Dom Quixote

A importância da Fisioterapia na Paralisia Cerebral



Artigo muito interessante da Revista Neurociências sobre a Paralisia Cerebral para entendermos mais sobre o assunto!

Paralisia cerebral: aspectos fisioterapêuticos e clínicos

Autores: Jaqueline Maria Resende Silveira Leite e Gilmar Fernandes do Prado

RESUMO
A paralisia cerebral congrega um grupo de afecções permanentes do sistema nervoso central sem caráter progressivo e de instalação no período neonatal. Há várias abordagens terapêuticas com possíveis benefícios ao paciente com paralisia cerebral, porém poucas embasadas em evidências científicas indiscutíveis. 
A abordagem fisioterapêutica teria a finalidade de preparar a criança para uma função, manter ou aprimorar as já existentes, atuando sempre de forma a adequar a espasticidade. Entretanto, o prognóstico da paralisia cerebral depende evidentemente do grau de dificuldade motora, da intensidade de retrações e deformidades esqueléticas e da disponibilidade e qualidade da reabilitação.
Este artigo revisa aspectos clínicos da paralisia cerebral, discutindo a fisioterapia e as diversas abordagens
terapêuticas utilizadas.
Descritores: Paralisia Cerebral, Espasticidade, Tratamento, Reabilitação.

Leia o artigo na íntegra em:

http://www.revistaneurociencias.com.br/edicoes/2004/RN%2012%2001/Pages%20from%20RN%2012%2001-7.pdf

Sentado em "W"


Sentar em “W” (w-sit) refere-se à postura assumida quando a criança senta-se no chão, com as pernas posicionadas no formato de um W (veja a figura). Esta é uma das muitas posições que uma criança pode assumir enquanto brinca sentada. A alternância entre posturas é extremamente benéfica para a criança, pois as transferências entre uma postura e outra ajudam a desenvolver os músculos do tronco e, principalmente, ajudam a formar as primeiras noções de equilíbrio e consciência corporal. 

No entanto, se a criança assume insistentemente a postura em “W”, então esta preferência pode vir a gerar problemas não só ortopédicos, mas também em relação ao desenvolvimento motor normal. 

O que a criança aprende enquanto brinca sentada 

Como exemplificado acima, é normal que a criança modifique constantemente sua postura durante uma atividade lúdica, assumindo inclusive a postura em “W”, sem que isso seja considerado prejudicial. Quando brincam desta forma, as crianças desenvolvem e aprimoram o controle muscular, assim são capazes de realizar rotações de tronco, inclinações, transferências de peso laterais, reações de proteção e trabalham também a dissociação de cinturas. Estas habilidades são primordiais para o desenvolvimento motor das crianças, influenciando inclusive o desenvolvimento da dominância manual. 

“Para se ter um bom controle distal é preciso ter boa estabilidade proximal”. Em outras palavras, para escrever, utilizar talheres, ou qualquer outra atividade que exija controle distal, é preciso que o tronco seja estável e ofereça boa sustentação aos músculos que vão movimentar o braço. Assim, se uma criança varia suas posturas sentadas e desenvolve o controle postural de tronco, então esta boa estabilidade proximal irá oferecer um melhor controle dos membros superiores, permitindo que elas manipulem livremente os brinquedos e desenvolvam suas habilidades manuais. 



O que acontece com o controle de tronco quando a criança permanece sentada em “W”

Na postura em “W”, a criança experimenta um grande aumento da base de sustentação quando comparada com outras posturas sentadas, isso lhe garante maior estabilidade estática e menor necessidade de ajustes posturais. Para entender o que isso significa, podemos comparar ao que acontece com nosso equilíbrio quando, de pé, afastamos as pernas (em outras palavras: ampliamos nossa base de sustentação). Saiba que nesta postura fica muito mais fácil manter o equilíbrio. 

Quando sentada em “W”, o centro de gravidade dificilmente ultrapassará a sua base de sustentação (a área ocupada pelo “W”), desta forma, os músculos do tronco terão pouco trabalho para manter o equilíbrio. Obviamente equilíbrio e estabilidade são coisas boas, no entanto, a instabilidade é essencial para desenvolver reações posturais e força nos músculos do tronco. 

O problema é que o “W” é tão estável que não permite à criança exercitar seu equilíbrio, também limita as rotações de tronco e as transferências de peso laterais, como aquelas que realizamos para alcançar um objeto. 

Uma criança pode escolher sentar-se em “W” simplesmente por não ter de se preocupar com equilíbrio enquanto manipula um brinquedo. Entretanto, esta também é uma postura muito conveniente para crianças com disfunção neuromotora, particularmente naquelas com hipotonia de base. Assim, crianças com Síndrome de Down, diplegia, e também naquelas com mielomeningocele (devido à fraqueza de tronco) podem preferir sentar-se em “W” por causa de sua dificuldade natural em manter o equilíbrio de tronco. 

Como resultado, ocorre um atraso nas aquisições de controle de tronco e equilíbrio devido ao não uso. Como a rotação de tronco está comprometida na postura em “W”, a orientação na linha média é afetada. Além disso, pela falta de transferências laterais e da capacidade de cruzar a linha média (levar a mão esquerda a alcançar um objeto no lado direito do corpo), a criança tende a usar a mão direita no lado direito do corpo e a mão esquerda no lado esquerdo do corpo, afetando o desenvolvimento da dominação manual.

Ponto de vista ortopédico 

Quando sentada em “W”, os quadris encontram-se no limite da rotação interna, predispondo a criança a problemas ortopédicos futuros. Nesta posição anormal, o risco de luxação do quadril é preocupante. Além disso, esta posição anormal favorece a instalação de encurtamentos e contraturas musculares, particularmente nos isquiotibiais, adutores do quadril e tríceps sural. A postura em "W" também pode afetar o desenvolvimento ósseo, favorecendo a anteroversão da cabeça do fêmur e rotação interna da tíbia. 



O que fazer? 

Orientações simples podem ser utilizadas: Se você perceber uma frequência na postura em “W”, basta ajudá-la a modificar a posição com suas próprias mãos, guiando-a, por exemplo, para a postura de pernas cruzadas e conversando com ela explicando que ela precisa endireitar as perninhas. O fato de uma criança sem disfunção neuromotora sentar-se em “W” é muito mais um hábito do que uma necessidade. Assim, desencorajar o hábito é a melhor pedida. Quanto às crianças com disfunção neuromotora, elas podem ficar muito inseguras e irritadas ao serem forçadas a assumir qualquer outra postura sentada. Neste caso, a ajuda dos pais é fundamental para desestimular o sentar em “W” em casa. Além disso, envolver a criança em atividades lúdicas manuais nas quais elas permaneçam em qualquer outra postura que não o “W” irá ajudar no desenvolvimento dos músculos do tronco e desenvolvimento do equilíbrio. 

Texto adaptado e retirado do blog: 
http://fisioterapiahumberto.blogspot.com.br/search/label/Fisioterapia%20Pediátrica


Letícia Salin - leticiafisio@espacodomquixote.com.br
Fisioterapeuta do Espaço Dom Quixote
Pós-graduanda em Traumato Ortopedia - Universidade Gama Filho (RJ)

Fisioterapia em Neuropediatria: por que realizar?



A Fisioterapia é uma ciência da Saúde que estuda, previne e trata os distúrbios cinéticos funcionais intercorrentes em órgãos e sistemas do corpo humano, gerados por alterações neurológicas, genéticas, traumáticas ou por doenças adquiridas. 

Suas principais funções são: melhorar a mobilidade, aliviar a dor, prevenir lesões e recuperar as funções não adquiridas e perdidas, utilizando de diversas técnicas. 

A Fisioterapia em Neuropediatria é o ramo da neurologia que se dedica ao estudo das doenças do desenvolvimento e maturação do sistema nervoso em crianças. Possui importância no controle de doenças com comprometimento neurológico. Quando ocorre uma lesão neurológica em uma criança, o fisioterapeuta analisa a sua motricidade e a sua funcionalidade através do seu desenvolvimento motor normal. Para realizar o tratamento de crianças com lesões neurológicas precisa-se conhecer o desenvolvimento motor normal (com todas as suas peculiaridades) para reconhecer o anormal. Assim, as etapas do desenvolvimento servem como guia no processo de diagnóstico e tratamento. 

A Fisioterapia tem um papel fundamental no processo de reabilitação neurológica, na medida em que interfere de modo decisivo nos aspectos motores, cognitivos e psicossociais. Atuando na inibição dos reflexos patológicos e primitivos persistentes, facilita assim o desenvolvimento gradual do controle motor postural. Portanto, realizando uma avaliação e acompanhamento adequado do comportamento anormal da criança, é possível aplicar um tratamento precoce proporcionando estímulos para recuperar e manter um padrão de sinergia motora próxima da normalidade que a ajude no seu desenvolvimento. O fisioterapeuta dispõe da possibilidade de proporcionar uma contribuição especial e inestimável às crianças que apresentam deficiência neurológica ou algum tipo de problema através do atendimento lúdico e terapêutico. 

As atividades lúdicas devem ocorrer de maneira intencional e planejada pelo fisioterapeuta durante os atendimentos, sendo um recurso que tem como finalidade facilitar ou conduzir aos objetivos estabelecidos. Embora para a criança a atividade lúdica possa ser considerada como brincar, busca-se o alcance dos objetivos estabelecidos durante a avaliação. Buscando integrar os objetivos fisioterápicos com atividades lúdicas e sociais, também levamos a criança a uma maior integração com sua família e a sociedade.


Letícia Salin - leticiafisio@espacodomquixote.com.br
Fisioterapeuta do Espaço Dom Quixote
Pós-graduanda em Traumato Ortopedia - Universidade Gama Filho (RJ)

A Fisioterapia e o brincar



A arte de brincar é encontrada na criança quase como algo inato, verdadeiramente espontâneo, absolutamente criativo. Ela manifesta-se na maioria das vezes através das brincadeiras. 

Estudos já comprovaram a importância do brincar para o desenvolvimento sensório-motor e intelectual da criança, assim como sua importância no processo de socialização, no desenvolvimento e aperfeiçoamento da criatividade e auto-consciência. Tem também um importante papel na formulação dos valores morais. Estudos afirmam que “(...) brincar é um dos aspectos mais importantes na vida de uma criança e um dos instrumentos mais eficazes para diminuir o estresse”. 

Ao brincar a criança libera sua capacidade de criar e reinventa o mundo, libera afetividade e através do mundo mágico do “faz-de-conta” explora seus próprios limites e parte para uma aventura que poderá levá-la ao encontro de si mesma.

A literatura tem registrado a superioridade da abordagem por meio da dramatização quando comparada com a unicamente verbal. Através da primeira, podemos nos comunicar com as crianças, informando-as de forma mais compreensível o tratamento da Fisioterapia e prepará-las para enfrentar situações novas.

A fisioterapia na área de pediatria tem como base a avaliação, o planejamento e a execução do programa, as orientações e as reavaliações periódicas. O início da fisioterapia geralmente ocorre por meio da avaliação, buscando identificar as limitações, as dificuldades, as alterações, as capacidades, os interesses e as necessidades de cada criança. A presença das atividades lúdicas deve ocorrer de maneira intencional e planejada pelo fisioterapeuta, durante os atendimentos. Fujisawa (2000) refere que a presença do lúdico na fisioterapia caracteriza-se como uma atividade-meio, ou seja, um recurso que tem como finalidade facilitar ou conduzir aos objetivos estabelecidos. Embora para a criança a atividade lúdica possa ser considerada como brincar, busca-se o alcance dos objetivos estabelecidos.

Estudos ressaltam que os brinquedos e os jogos são componentes essenciais no atendimento de crianças e que a sua utilização de maneira correta torna a fisioterapia eficaz.

Segundo Burns e Macdonald (1999), o brincar deve ser utilizado ao máximo, em todos os procedimentos, como uma estratégia útil para incentivar a participação da criança na realização das atividades desejadas na fisioterapia.

Dessa forma, os jogos e as brincadeiras podem estar presentes tanto na avaliação, quanto nos atendimentos de fisioterapia. Vale destacar que quando as atividades lúdicas são dirigidas pelo adulto com o objetivo de promover e potencializar a aprendizagem, surge a dimensão educativa.


Letícia Salin - leticiafisio@espacodomquixote.com.br
Fisioterapeuta do Espaço Dom Quixote
Pós-graduanda em Traumato Ortopedia - Universidade Gama Filho (RJ)

Cama elástica pode ajudar pessoas com autismo



Segue uma reportagem bem legal sobre o uso da cama elástica com autistas. 

Muitas pessoas acham que a cama elástica é utilizada só para pular. Porém ela beneficia muito na percepção do seu próprio corpo, na postura, no equilíbrio, fortalece a musculatura e ajuda a relaxar muito! 

Acessem através do link: 
http://camaselasticas.blog.br/2013/08/05/cama-elastica-pode-ajudar-pessoas-com-autismo/

Letícia Salin - leticiafisio@espacodomquixote.com.br
Fisioterapeuta do Espaço Dom Quixote
Pós-graduanda em Traumato Ortopedia - Universidade Gama Filho (RJ)

A Fisioterapia e o atraso no desenvolvimento



O desenvolvimento motor é considerado como um processo sequencial, contínuo e relacionado à idade cronológica, pelo qual o ser humano adquire uma enorme quantidade de habilidades motoras, as quais progridem de movimentos simples e desorganizados para a execução de habilidades motoras altamente organizadas e complexas. 

O atraso global no desenvolvimento neuropsicomotor é definido como um atraso significativo em várias partes do nosso desenvolvimento, podendo afetar a motricidade fina, motricidade grossa, linguagem, cognição, interação social e ainda as atividades de vida diária. 

Ela nasce sem a integração dos sistemas que ainda estão se formando, a partir da maturação do SNC é que ela começa adquirir novas habilidades. Os primeiros anos de vida são considerados críticos para o desenvolvimento infantil, já que há maior plasticidade cerebral, o que favorece o desenvolvimento de todas as potencialidades da criança. 

Sabe-se que o processo de desenvolvimento ocorre de maneira dinâmica e é suscetível a ser moldado a partir de inúmeros estímulos externos. A interação entre aspectos relativos ao indivíduo, como suas características físicas e estruturais, ao ambiente em que está inserido e à tarefa a ser aprendida são determinantes na aquisição e refinamento das diferentes habilidades motoras. 

O desenvolvimento motor atípico não se vincula, obrigatoriamente, à presença de alterações neurológicas ou estruturais. Mesmo crianças que não apresentam sequelas graves podem apresentar comprometimento em algumas áreas de seu desenvolvimento neuropsicomotor. Estudos descrevem prejuízos mais comumente ligados à memória, à coordenação visuomotora e à linguagem. 

Neste sentido, crianças com desenvolvimento motor atípico, ou que se apresentam com risco de atrasos, merecem atenção e ações específicas, já que os problemas de coordenação e controle do movimento poderão se prolongar até a fase adulta. Além disso, atrasos motores frequentemente associam-se a prejuízos secundários de ordem psicológica e social, como baixa autoestima, isolamento, hiperatividade, entre outros, que dificultam a socialização de crianças e o seu desempenho escolar. 

O fisioterapeuta tem um papel fundamental no diagnóstico e tratamento de distúrbios do desenvolvimento, avaliando e identificando qualquer alteração no quadro neuropsicomotor. A intervenção deste profissional visa estabelecer e/ou restabelecer a funcionalidade do movimento, trabalhando no sentido de ensinar para a criança posturas e movimentos funcionais, mostrando a importância deste movimento como função e não como “fazer o movimento só por fazer”. Trabalhamos principalmente através da promoção de experiências motoras adequadas. Com a fisioterapia sendo oportunizada precocemente, é possível trabalhar esse processo de ensino-aprendizagem, fazendo com que a criança com atraso do DNPM (desenvolvimento neuropsicomotor) se torne apta a responder às suas necessidades e às do seu meio de acordo com o seu contexto de vida.

A importância da expressão corporal



O corpo é um dos meios pelo qual o ser humano pode se expressar. Estabelece novas relações e interage com as pessoas a partir dele. Vale lembrar que esta relação acontece, em grande parte, via movimento. Para Ossona (1998), todo movimento, desde o mecânico até o simbólico, sempre tem sua carga expressiva. Essa expressão pode ser instintiva e involuntária ou consciente e com algum objetivo. 

Sentir, pensar e agir caracterizam a existência da vida humana. No entanto, isto não acontece de forma fragmentada, mas por meio de uma rede complexa de interações na dimensão corporal humana; com o corpo, é possível perceber, analisar e interagir. Desta forma, a corporeidade permite compreender o ser humano como ser complexo, pois por meio do corpo é possível identificar a individualidade, a existência e o Ser. Esta corporeidade é formada por questões físicas, emocional-afetivas, sociais e culturais. 

O fisioterapeuta, como profissional na área da saúde que utiliza meios físicos e naturais, que conhece as funções do nosso corpo, que previne e trata de doenças, busca no seu tratamento a expressão corporal. A criança precisa expressar a partir do seu corpo os seus sentimentos, precisa se identificar com o seu corpo no espaço, interagir com ele, buscando o bem estar físico e mental. É através do desenvolvimento intelectual e afetivo que construímos as nossas habilidades motoras e vice-versa. 

Privar esse indivíduo de interagir positivamente na melhora da sua qualidade de vida poderá se refletir em angústias e frustrações. Permita e busque com os seus filhos, novas experiências: pule, dance, invente histórias em que o corpo esteja em movimento. Ajude a tornar a criança mais autônoma. Deixe despertar a sintonia do corpo com o mundo, pois percebendo esta ligação, conseguimos ver que nada é impossível, por maior que seja a limitação de cada um. 

Referências Bibliográficas: OSSONA, P. A educação pela dança. São Paulo: Summus, 1998.


Leticia Salin - leticiafisio@espacodomquixote.com.br
Fisioterapeuta do Espaço Dom Quixote
Pós-graduanda em Traumato Ortopedia Universidade Gama Filho (RJ)

Escoliose? Seu filho tem?


Nas crianças em fase de crescimento, os ossos podem apresentar desalinhamentos. Esses problemas incluem a escoliose, na qual a coluna vertebral encurva-se anormalmente e acarreta problemas que afetam toda a estrutura e postura da criança.

Dados nos trazem que cerca de 2% da população mundial tem escoliose. Sua detecção e sua gestão precoce podem impedir sua evolução a um grau extremo.

Geralmente, uma escoliose discreta não causa sintomas. A pessoa pode sentir cansaço nas costas após permanecer muito tempo sentada ou em pé. O cansaço pode ser seguido por dor muscular nas costas e, finalmente, por uma dor mais intensa em um caso mais grave. As curvaturas da escoliose, em sua maioria, são convexas para a direita na parte superior das costas e para a esquerda na parte inferior. Uma coluna vertebral com escoliose vista de costas, apresenta uma forma que lembra as letras C ou S, quando normalmente a coluna vertebral se parece com a letra I.

A escoliose pode ser detectada durante um exame físico de rotina. Pais, professores ou o médico podem suspeitar de uma escoliose quando a criança apresenta um ombro que parece mais alto que o outro, um lado do quadril mais alto que o outro e também quando a cintura parecer ser mais estreita (marcada) de um lado que do outro.

Algumas pessoas podem ser mais propensas a ter escoliose, e na maioria dos casos são meninas. A escoliose geralmente piora nos períodos de ESTIRÃO de CRESCIMENTO.

Como tratamento corretor, o médico ortopedista pode indicar a utilização de um colete ortopédico visando manter a coluna vertebral reta. Já a Fisioterapia participa do tratamento através de métodos e técnicas, buscando a reeducação postural, conscientização da postura correta, fortalecimento e alongamento da musculatura da coluna vertebral.

Em alguns casos, dependendo da gravidade da curvatura, pode ser necessário tratamento cirúrgico. Sendo assim muito importante o diagnóstico e tratamento precoce da escoliose, evitando a progressão da curvatura da coluna vertebral e diminuindo a necessidade da realização de uma cirurgia.


Priscila Votto Fernandes – priscilafisio@espacodomquixote.com.br
Fisioterapeuta do Espaço Dom Quixote

13 de Outubro: Dia da Fisioterapia e da Terapia Ocupacional


Aplausos, Obrigada!

Treze de outubro é dia de aplauso a dois profissionais que se destacam na área da saúde dentro do Espaço Dom Quixote. Hoje é dia de aplaudir a nós fisioterapeuta e terapeuta ocupacional. Mas, o que é Terapia Ocupacional e Fisioterapia com crianças e adolescentes dentro do Espaço Dom Quixote?

O terapeuta ocupacional é o profissional da área da saúde que atua em todas as faixas etárias com o objetivo de tratar disfunções física, psicomotora, social, mental e de desenvolvimento, podendo atuar na prevenção, habilitação ou reabilitação do indivíduo. Utilizamos como recurso terapêutico diferentes atividades (físicas, pedagógicas, treino de atividade de vida diária, treino de órtese e prótese, etc), confeccionamos adaptações dentro do ambiente laboral (ergonomia/ginástica laboral), escolar e domiciliar.

Nossa demanda é a população que apresenta disfunções neurológicas, condições incapacitantes ou degenerativas, com disfunções motoras, LER e transtornos mentais, tendo muitas vezes que se deslocar até Natal para poder ser tratado por este profissional. Nosso município oferece a intervenção terapêutica ocupacional apenas no CAPS-PAR (voltado para adultos com transtornos mentais), UTI-NEO (voltados a bebês prematuros com desenvolvimento comprometido), CAPS-AD (para crianças e adolescentes envolvidos com droga/álcool), CRM (centro de reabilitação só para crianças) e o CASE (voltado à saúde escolar).

A Fisioterapia é campo de atuação profissional na área da saúde que se responsabiliza principalmente pela prevenção e tratamento das disfunções do movimento humano. O objetivo da Fisioterapia é intervir no movimento corporal humano por meio do próprio movimento e outros recursos físicos, visando minimizar as disfunções e desconfortos ocorrentes ou impedir o aparecimento destes.

As atividades dos fisioterapeutas incluem criar e aplicar exercícios para: aumentar a capacidade respiratória de pacientes com problemas respiratórios; desenvolver a capacidade física e motora de bebês e crianças com problemas neurológicos; estimular a musculatura e treinar a coordenação motora de pessoas com deformações, artrites, reumatismo e outros problemas nas articulações; evitar problemas circulatórios e posturais em gestantes e fazer treinamento para o parto; promover a recuperação motora de pacientes com seqüelas de traumatismo craniano, derrame cerebral ou paralisia; tratar deformidades da coluna ou problemas de postura com exercícios de alongamento e de fortalecimento da musculatura. Além disso, usam recursos como eletricidade, calor e frio, raios laser, ultravioleta ou infravermelho e exercícios na água para aumentar a capacidade de movimentação, estimular a circulação e diminuir as dores de pacientes.


Priscila Straatmann Mórel - priscilato@espacodomquixote.com.br
Terapeuta Ocupacional e Psicomotricista do Espaço Dom Quixote

Priscila Votto Fernandes - priscilafisio@espacodomquixote.com.br
Fisioterapeuta do Espaço Dom Quixote

Dom Quixote Responde: Paralisia Cerebral


PARALISIA CEREBRAL: FISIOTERAPIA E TERAPIA OCUPACIONAL
O termo Paralisia Cerebral vem sendo usado como o significado do resultado de um dano cerebral, que leva à inabilidade, dificuldade ou o descontrole de músculos e de certos movimentos do corpo. O termo Cerebral quer dizer que a área atingida é o próprio Sistema Nervoso Central e a palavra Paralisia refere-se ao resultado do dano ao mesmo, afetando os músculos e coordenação motora, dos portadores desta condição especial de ser e estar no mundo.

Não há medicamentos nem operações que possam curar uma paralisia cerebral, havendo, porém, diversas e inovadoras possibilidades de melhorar e minimizar seus efeitos. Muitas crianças progridem para experimentar vida adulta quase normal se suas incapacidades forem administradas apropriadamente. Em geral, quanto mais cedo o tratamento começa, melhores são as chances da criança superar incapacidades de desenvolvimento ou aprender novas formas de realizar tarefas desafiadoras. O tratamento consiste em atendimento por uma equipe multidisciplinar incluindo o médico neuropediatra, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, fonoaudiólogo, psicólogo, entre outros.

A Fisioterapia como parte da equipe multiprofissional tem papel fundamental na habilitação da criança. A Fisioterapia motora é importante no tratamento de crianças com paralisia cerebral, atua na estimulação do desenvolvimento neuropsicomotor, prevenção de deformidades e encurtamentos, aquisições das etapas motoras, melhorando e facilitando suas atividades de vida diária. Já a Fisioterapia respiratória é indicada para os pacientes que apresentam complicações pulmonares secundárias à paralisia cerebral, visando a higiene brônquica, manutenção da permeabilidade de vias aéreas superiores, melhora da mecânica respiratória, além de oferecer orientações aos familiares para complementação do tratamento a domicílio.

A terapia ocupacional tem um papel importante por fornecer condições para o estabelecimento e efetivação de programas de tratamento que visam a facilitação do movimento, favorecendo assim as experiências e aprendizado sensoriomotores, estimulando aspectos cognitivos, auxiliando na adaptação e execução das AVDs, incentivando o brincar e o lazer, tornando a criança agente em seu processo de desenvolvimento.

É importante que a família compreenda que a proposta de tratamento é baseada em um trabalho motivador, que buscará evidenciar o potencial da criança.


Priscila Votto Fernandes - Fisioterapeuta
Priscila Straatmann Morél - Terapeuta Ocupacional e Psicomotricista


Primavera e as alergias respiratórias


Com a chegada da Primavera, a estação das flores, surgem e agravam-se os espirros, o comichão no nariz e nos olhos, obstrução nasal, a tosse, o cansaço e a falta de ar.

A Primavera é época de polinização, neste período com o desabrochar das flores, grãos de pólen se dispersam pelo ar podendo provocar as reações alérgicas. Além do pólen, esporos de fungos e partículas de pó também desencadeiam essas reações alérgicas no trato respiratório. Dentre as mais comuns, encontram-se as rinites e a asma brônquica.


Rinite – A rinite alérgica é uma doença crônica, causada pela irritação e inflamação da mucosa nasal pelo contato com alérgenos (substâncias que o sistema imune considera estranhas), como os ácaros existentes na poeira doméstica, pêlos de animais, fungos, mofo, pólen, perfume, alguns alimentos, medicamentos, bactérias, vírus, mudanças bruscas de temperatura e etc. Ela possui características hereditárias. Entretanto, mesmo que nenhum dos pais apresente o distúrbio, ele pode manifestar-se numa pessoa, que não nasce alérgica, mas possui um sistema imune que desenvolve uma resposta exagerada, quando entra em contato com determinadas substâncias.


Asma – É uma doença pulmonar cada vez mais freqüente, atinge cerca de 10% da população - caracterizada pela inflamação crônica das vias aéreas, na qual há estreitamento ou até mesmo obstrução do fluxo de ar causando dificuldade para respirar. Dentre os principais sinais e sintomas estão: a tosse, que pode ou não, estar acompanhada de alguma secreção (catarro), dificuldade respiratória, com dor ou ardência no peito, além de um chiado (sibilância). As causas mais comuns para desencadeamento de crises de asma estão as alterações climáticas, o contato com a poeira doméstica, mofo, pólen, cheiros fortes, pêlos de animais, gripes ou resfriados, fumaça, ingestão de alguns alimentos ou medicamentos.

A obstrução à passagem de ar pode ser revertida espontaneamente ou com uso de medicações (broncodilatadores e antiinflamatórios).


A Fisioterapia Respiratória auxilia no alívio dos episódios de falta de ar, na remoção de secreções, na melhora do padrão respiratório do asmático além de realizar treinamento de posturas para auxiliar nas crises e no controle da falta de ar.

Para prevenir os quadros de alergia respiratória lembre-se de manter a casa e o ambiente livres de poeira, principalmente para evitar o agravamento dos episódios alérgicos. É necessário também fazer o acompanhamento com o especialista, pois são doenças que não têm cura, e sim controle, desde que se faça o tratamento adequado.


Priscila Votto Fernandes – priscilafisio@espacodomquixote.com.br
Fisioterapeuta do Espaço Dom Quixote

Paralisia Cerebral: de uma pequena conquista um grande passo à frente


O termo Paralisia Cerebral vem sendo usado como o significado do resultado de um dano cerebral, que leva à inabilidade, dificuldade ou o descontrole de músculos e de certos movimentos do corpo. O termo Cerebral quer dizer que a área atingida é o próprio Sistema Nervoso Central e a palavra Paralisia refere-se ao resultado do dano ao mesmo, afetando os músculos e coordenação motora, dos portadores desta condição especial de ser e estar no mundo.

A incidência das formas moderadas e severas da Paralisa Cerebral está entre 1,5 e 2,5 por 1000 nascidos vivos nos países desenvolvidos; mas há relatos de incidência geral, considerando todos os níveis de comprometimento de até 7 a cada 1000 nascidos vivos.

CAUSAS

Há 3 tipos de fatores que predominam:

a) Fatores pré-natais: São aqueles que aparecem antes do nascimento e tem como principais causas: alterações genéticas e/ou congênitas, sendo as mais importantes doenças infecciosas contraídas durante a gravidez (toxoplasmose, rubéola, herpes, sífilis), exposição prolongada e inadequada ao Raio-X, uso de drogas e/ou álcool durante a gravidez, hidrocefalia, hemorragias do período gestacional, eclâmpsia, diabetes gestacional, etc.

b) Fatores peri-natais: Os problemas seriam causados por complicações ocorridas no momento do parto, que causariam sofrimento fetal com baixa oxigenação cerebral e conseqüente lesão do Sistema Nervoso Central, um exemplo clássico é a falta de oxigênio.

c) Fatores pós-natais: Ocorrem após o nascimento da criança e secundariamente a processos infecciosos do Sistema Nervoso Central, principalmente encefalites e meningites, abscessos cerebrais, traumatismos cranianos, dentre outros.

TIPOS

Quanto aos tipos de Paralisia Cerebral, são fundamentalmente quatro:

- Espástica – Caracteriza-se por tônus predominantemente alto. A movimentação é restrita em amplitude e é feita com grande esforço.

- Atetósica - Apresenta sempre um tônus muscular instável e flutuante. Aparecem movimentos involuntários e incoordenados que dificulta a atividade voluntária. São características as trocas bruscas de tônus muscular, passando de um tônus diminuído ou normal à hipertonia ou vice-versa.

- Atáxica - Caracteriza-se por transtornos de equilíbrio, hipotonia muscular e falta de coordenação em atividades musculares voluntárias.

- Mista - É a combinação de dois tipos citados acima.

TRATAMENTO

Não há medicamentos nem operações que possam curar uma paralisia cerebral, havendo, porém, diversas e inovadoras possibilidades de melhorar e minimizar seus efeitos. Muitas crianças progridem para experimentar vida adulta quase normal se suas incapacidades forem administradas apropriadamente. Em geral, quanto mais cedo o tratamento começa, melhores são as chances da criança superar incapacidades de desenvolvimento ou aprender novas formas de realizar tarefas desafiadoras. O tratamento consiste em atendimento por uma equipe multidisciplinar incluindo o médico neuropediatra, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, fonoaudiólogo, psicólogo, entre outros.

A Fisioterapia como parte da equipe multiprofissional tem papel fundamental na habilitação da criança. A Fisioterapia motora é importante no tratamento de crianças com paralisia cerebral, atua na estimulação do desenvolvimento neuropsicomotor, prevenção de deformidades e encurtamentos, aquisições das etapas motoras, melhorando e facilitando suas atividades de vida diária. Já a Fisioterapia respiratória é indicada para os pacientes que apresentam complicações pulmonares secundárias à paralisia cerebral, visando a higiene brônquica, manutenção da permeabilidade de vias aéreas superiores, melhora da mecânica respiratória, além de oferecer orientações aos familiares para complementação do tratamento a domicílio.

A criança com Paralisia Cerebral tem o direito de crescer, e ser o mais independente possível. Cada etapa do progresso no tratamento da criança com Paralisia Cerebral, por menor que seja, permite manter viva a esperança de haver um novo passo à frente.

Priscila Votto Fernandes – priscilafisio@espacodomquixote.com.br
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Gripe Comum ou Gripe A?


Quem de nós já não parou para pensar em como o tempo passa rápido? Daqui a pouco, já estaremos no meio do ano... Meio do ano? Isto lembra inverno. E inverno lembra gripes, resfriados e doenças respiratórias, a famosa gripe A (influenza H1N1). Mas como saber se contraímos uma gripe comum ou a gripe A? Veja abaixo as principais diferenças entre elas:





O que fazer, então, para prevenir as gripes e demais problemas respiratórios que aparecem com freqüência nessa época, principalmente, em crianças?
A melhor maneira de se proteger contra a gripe é tomar uma vacina anualmente, uma vez que o vírus sofre alterações frequentes que o transformam num organismo diferente, a vacinação deve também ser repetida todo ano para poder ser eficaz. É importante tomar a vacina logo no começo da estação da gripe, assim, a imunidade estará alta quando o vírus atacar (geralmente, no fim de junho a meados de setembro). As boas práticas de higiene também ajudam a evitar a contaminação dos vírus das gripes, como, por exemplo, lavar as mãos com água e sabão, especialmente depois de tossir ou espirrar; cobrir o nariz e a boca com lenço de preferência descartável quando tossir ou espirrar evitando a disseminação do vírus no ar. Pessoas com qualquer tipo de gripe não devem frequentar ambientes fechados e com aglomeração de pessoas E se você estiver gripado, não se esqueça de procurar assistência médica!
Priscila Votto Fernandes – priscilafisio@espacodomquixote.com.br
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