RSS
Mostrando postagens com marcador obesidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador obesidade. Mostrar todas as postagens

Combate à obesidade


Diante de um problema que vem adquirindo proporções epidêmicas,  ações como combater e prevenir tornam-se urgentes. 

Segundo projeção da Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2015, cerca de 2,3 bilhões de adultos vão estar com sobrepeso e mais de 700 milhões serão obesos. 

No Brasil, os números atuais mostram que a obesidade já é um problema de saúde pública. "O excesso de peso acomete 40% da população brasileira, aumentando o risco de doenças como hipertenção, diabetes, colesterol alterado entre outras", afirma o presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), Dr. Márcio Mancini, responsável pelo Departamento de Obesidade da SBEM. 

Atualmente, o índice de crianças brasileiras com sobrepeso já chega a 15%. A prevenção contra a obesidade passa pela conscientização da importância de uma alimentação equilibrada e a prática de atividade física. O estilo de vida sedentário, as refeições com poucos vegetais e frutas, além do excesso de frituras e açúcar se refletem no aumento de pessoas obesas, em todas as faixas etárias. 

A obesidade é caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal. Dentre os fatores que causam a obesidade estão os nutricionais, genéticos, fisiológicos, e psicológicos, comportamentais e ambientais. 


Cristine Cassel - cristinenutri@espacodomquixote.com.br 
Nutricionista do Espaço Dom Quixote

Documentário: Muito além do peso



É na infância começamos a “plantar a sementinha” da Educação Alimentar e com certeza esse hábito é para a vida inteira. 

Dados alarmantes comprovam que pela primeira vez na história da raça humana, crianças apresentam sintomas de doenças de adultos. Problemas de coração, respiração, depressão e diabetes tipo 2. Todos têm em sua base má alimentação e a obesidade. 

E quem são os verdadeiros culpados? 

Será que sabemos realmente o que estamos ingerindo? Vocês pais, sabem qual a real quantidade de açúcar “escondida” em um refrigerante ou em uma caixinha de suco? Produtos industrializados? Vilões? 

Essas e outras questões são abordadas no documentário SENSACIONAL "Muito além do peso: Uma reflexão sobre alimentação infantil". 

Recomendo aos pais que assistam esse documentário maravilhoso, que nos faz refletir sobre que tipo de alimentação estamos ofertando às nossas crianças. 

Assista em:
www.muitoalemdopeso.com.br ou http://www.youtube.com/watch?v=8UGe5GiHCT4 


Cristine Cassel - cristinenutri@espacodomquixote.com.br
Nutricionista do Espaço Dom Quixote

Percepção do estado nutricional da criança no contexto familiar



Dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) demonstram que o excesso de peso atinge aproximadamente 42 milhões de crianças menores de cinco anos de idade. Atentando a este alarmante dado, entende-se que a prevenção da obesidade nesta faixa etária seria a melhor alternativa para desacelerar a incidência desta doença. 

Sabe-se que as intervenções bem-sucedidas dependem do envolvimento dos pais, uma vez que estes são modelos de conduta para seus filhos. São eles as figuras responsáveis pela alimentação e nutrição da criança, no que diz respeito à quantidade e/ou qualidade da dieta. No entanto, estudos indicam que a falta de envolvimento dos pais no tratamento nutricional seria um dos maiores entraves no sucesso da intervenção. É sugerido que essa ausência de comprometimento dos pais tem como base justamente a falta de percepção do peso real da criança e suas possíveis implicações na saúde dos filhos a curto e longo prazo. 

O estudo de Tenorio e Cobayashi (2011) teve como objetivo revisar as pesquisas atuais sobre a capacidade dos pais para perceber o peso corporal dos filhos, as crenças relacionadas ao peso e os fatores que influenciam esta percepção. Os achados centraram-se no fato de que a percepção dos pais quanto ao peso dos filhos é baixa, independente da região em que residem, do nível socioeconômico e do grau de escolaridade. Muitos pais de filhos com excesso de peso não reconhecem ou não consideram que este seja um problema de saúde. Com relação aos fatores que influenciam a percepção, destacam-se a idade das crianças (quanto menor, menos se percebe o excesso de peso); o sexo (o peso das meninas é percebido corretamente); a baixa escolaridade e o não entendimento das curvas de crescimento utilizadas pelos profissionais de saúde. 

Os pesquisadores concluem que a falta de consciência do excesso de peso e dos fatores de risco relacionados a esta condição dificultam o sucesso da prevenção e tratamento da obesidade infantil. Referem que a prevenção é um método efetivo para o controle da obesidade nesta faixa etária, porém, é necessário um melhor entendimento dos fatores associados ao comportamento dos pais para estimular um comprometimento maior no tratamento da obesidade. 

Fonte: TENORIO, AS & COBAYASHI, F. Obesidade infantil na percepção dos pais. Rev Paul Pediatr 2011;29(4):634-9. 


Daniele Santetti - danielenutri@espacodomquixote.com.br
Nutricionista do Espaço Dom Quixote 
Mestranda em Saúde da Criança e do Adolescente –UFRGS 

Oficina Obesidade Infantil



Oficina Obesidade Infantil



Hábitos alimentares X Mídia


Estudos epidemiológicos indicam que comportamentos sedentários, como assistir televisão, estão associados com sobrepeso entre crianças. A prevalência de obesidade é menor entre crianças que assistem uma hora ou menos de televisão por dia e maior entre aquelas que assistem quatro horas ou mais.

Segundo as recomendações da American Academy of Pediatrics (2001), o número de horas assistindo televisão não deve ultrapassar duas horas diárias para as crianças.

O ato de assistir televisão durante a semana parece estar relacionado positivamente com o consumo de alimentos advindos de redes de fast-food entre adolescentes.

É observada também uma relação entre propaganda e obesidade infantil, uma vez que nesta faixa etária a grande maioria dos alimentos divulgados em comerciais de televisão são aqueles com altas concentrações de açúcar e gorduras.

É preciso que a família fique atenta aos comerciais de produtos alimentícios industrializados vinculados nos veículos de comunicação com apelo ao público infantil. Muitos destes produtos são nutricionalmente inadequados para a faixa etária pediátrica, mas acabam tornando-se populares por estarem associados a personagens de desenhos que as crianças gostam.

A dica é trocar uma hora de televisão por uma hora de atividade física e/ou recreacional em família sempre que possível.


Fonte: CRESPO, C. et al. Television watching, energy intake, and obesity in US children: Results from the Third National Health and Nutrition Examination Survey, 1988-1994. Arch Pediatr Adolesc Med, v. 155, p. 360-365, 2001.


Daniele Santetti - danielenutri@espacodomquixote.com.br
Nutricionista do Espaço Dom Quixote

A atuação do nutricionista na obesidade infantil: prevenção e tratamento


A obesidade tornou-se uma questão de saúde pública no mundo, condição que em nossa sociedade passou a acometer não somente adultos como também crianças e adolescentes com números alarmantes. A obesidade está associada a problemas de saúde bastante significativos na idade pediátrica e indivíduos que apresentam sobrepeso e obesidade na infância têm uma maior predisposição ao desenvolvimento de patologias associadas ao estado nutricional, como por exemplo, as doenças cardiovasculares.

Dietas com alta densidade energética, associadas a um estilo de vida sedentário, são vistas como os principais fatores etiológicos do aumento da prevalência da obesidade no mundo. As alterações na estrutura da dieta, associadas às mudanças econômicas, sociais e demográficas e suas repercussões na saúde populacional, vêm sendo observadas em diversos países em desenvolvimento.

Para os profissionais da área da nutrição, existem dois enfoques, ambos de extrema importância para a saúde. Um deles é o tratamento dietoterápico quando o quadro de obesidade já está instalado na criança e no adolescente e onde a elaboração do plano alimentar visa à redução do peso corporal. Além disso, é importante salientar o incentivo à prática de atividade com o envolvimento da família em todo este contexto. O outro enfoque, que sem dúvida é a chave deste tão complexo processo, é a prevenção da obesidade através da promoção de uma alimentação saudável e do empenho na mudança efetiva de hábitos alimentares e estilo de vida destes núcleos familiares.

O nutricionista tem este instigante propósito de não só tratar, mas principalmente educar pessoas para que estas possam ter uma melhor qualidade de vida através de práticas alimentares saudáveis.


Daniele Santetti - danielenutri@espacodomquixote.com.br
Nutricionista do Espaço Dom Quixote

Influência dos pais no estilo de vida e no excesso de peso dos jovens



Mudanças no estilo de vida têm afetado indivíduos de todas as faixas etárias, e atualmente nosso estilo de vida caracteriza-se pelo sedentarismo e por hábitos alimentares inadequados, com alta ingestão de alimentos pobres em nutrientes e ricos em gordura, açúcar e sódio. Tais condutas levam ao desenvolvimento das tão faladas Doenças Crônicas Não Transmissíveis, dentre as quais podemos citar: hipertensão (pressão alta), diabetes, doença renal crônica, doenças vasculares, dislipidemias (um nome um tanto assustador que designa simplesmente a alteração nos níveis de gordura no sangue, como por exemplo, o aumento nos níveis de colesterol ou triglicerídeos) e, é claro, a OBESIDADE.


Esta doença, de causas extremamente complexas, exige um longo e sério tratamento, não menos complexo do que as causas que a originaram. E é por este motivo, e por sua ampla progressão (que já não escolhe idade, sexo ou classe econômica), que a obesidade é atualmente considerada uma epidemia mundial.


O aumento nos índices de obesidade ocorre de maneira mais expressiva desde a década de 80 e, no Brasil, a prevalência da epidemia subiu de 2,9% em 1974/75 para 13,1% em 1996/97 entre jovens do sexo masculino, e de 5,3% para 14,8% entre jovens do sexo feminino¹. Ou seja, a prevalência de obesidade triplicou entre nossas crianças e adolescentes em apenas duas décadas!O aumento foi mais significativo nas áreas urbanas, algo facilmente compreensível pelo sedentarismo exacerbado, pela constante e massiva influência da mídia e também pelo acesso facilitado aos mais diversos tipos de tecnologia e também aos alimentos de consumo rápido (“fast food”), em geral de alto valor calórico.


Um recente artigo de revisão, escrito por Ferrari (2009)2, constatou que a prevalência de sobrepeso e obesidade em pré-escolares no Brasil varia de 3,3 a 3,6%; em escolares varia de 7,4 a 53,3% e nos adolescentes varia de 9% a 45,4%. Assustador, não?
Entretanto, é preciso que tenhamos bem claro que existem inúmeros agentes que influenciam no estilo de vida dos jovens, sendo que os principais são: os pais, a escola, o grupo de convívio social e a mídia. Oportunamente falaremos de cada um deles, mas hoje gostaria de mostrar como os filhos podem realmente ser um “reflexo” dos pais:


Em estudo recente (Petroski & Pelegrini, 2009)3, percebeu-se que as mães de adolescentes com alto percentual de gordura corporal possuíam maior IMC* e índices duas vezes maiores de sobrepeso do que as mães de adolescentes com baixo percentual de gordura corporal. Já os pais dos adolescentes com alto percentual de gordura apresentaram prevalência duas vezes maior de excesso de peso (sobrepeso ou obesidade) do que os pais dos jovens com gordura corporal baixa. Estudos anteriores já demonstraram haver relação entre o IMC dos pais e o IMC dos filhos, bem como o aumento de chances de o/a filho/a desenvolver sobrepeso/obesidade caso possua um ou os dois pais com excesso de peso.4,5,6 Ou seja, é perceptível a influência dos hábitos de vida dos pais, bem como a constituição física que deles resulta, na composição corporal e no ganho excessivo de peso dos filhos.


Isso demonstra claramente a importância de se buscar orientações e educação alimentar adequada desde a faixa etária mais precoce, de modo que a criança ou jovem atinja todo o seu potencial de crescimento e desenvolvimento, sofrendo o mínimo possível com os eventuais impactos negativos que agentes externos possam lhe causar. É de extrema relevância também que os pais participem do tratamento do jovem, contribuindo no maior entendimento das causas/da origem do distúrbio, e que modifiquem seus hábitos junto com os filhos, de modo que a mudança de estilo de vida e a melhora da qualidade de vida ocorra para toda a família.


*O Índice de Massa Corporal estabelece uma razão entre o peso e a altura da pessoa. É calculado dividindo-se o peso (em kg) da pessoa pela altura (em metros) e novamente pela altura (em metros). Valor de IMC maior de 25 kg/m² indica sobrepeso e maior de 30 kg/m² indica obesidade.


Débora Kilpp
Nutricionista do Espaço Dom Quixote



Referências bibliográficas:
1 – WANG, Y; MONTEIRO, C; POPKIN, B. Trends of obesity and underweight in older children and adolescents in the United States, Brazil, China, and Russia. Am J Clin Nutr 2002;75:971–7.
2 – FERRARI, HG. Panorama da obesidade em crianças e adolescentes brasileiros: revisão dos últimos 10 anos. Pediatria (São Paulo) 2009; 31(1):58-70.
3 - PETROSKI EL, PELEGRINI, A. Associação entre o estilo de vida dos pais e a composição corporal dos filhos adolescentes. Rev Paul Pediatr 2009;27(1):48-52.
4 - LI et al. Intergenerational influences on childhood body mass index: the
effect of parental body mass index trajectories. Am J Clin Nutr 2009;89:551–7.
5- BEHRMAN, RI; KLIEGMAN, R. Nelson Princípios de Pediatria. 2ª ed. Rio de Janeiro: Ganabara Koogan S.A., 1994.
6 - RAMOS, AMPP; FILHO, AAB. Prevalência da obesidade em adolescentes de Bragança Paulista e sua relação com a obesidade dos pais. Arq Bras Endocrinol Metab (São Paulo), 2003; 47(6):663-668.