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Dom Quixote Responde


Pergunta: "Quais são as técnicas ou tratamento para a taquifemia?"

Em postagem anterior, já foi comentado o que é taquifemia e quais as características observadas em quem apresenta este distúrbio. Normalmente a queixa do paciente está relacionada à velocidade de fala aumentada, parece tropeçar nas palavras, não consegue articular cada palavra separadamente e, por isso, muitas vezes não é entendido.

O tratamento deve ser procurado sempre que a pessoa não se sentir à vontade com a maneira com que fala, se a fala interferir no seu desempenho acadêmico, profissional e nas relações sociais. Essa condição também pode ser observada em crianças, e os pais devem estar atentos se as alterações na fala persistirem por mais de alguns meses.

Os exercícios realizados envolvem o desenvolvimento da consciência de sua fala, articulação mais precisa e com movimentos mais amplos e aprimoramento da coordenação pneumo-fono-articulatória. Alguns exercícios como fala compassada, prolongamento das vogais, atenção ao final das palavras e sílabas são utilizados em conjunto com estratégias de feedback auditivo (escutar a própria voz ampliada) ou mascaramento (inibir a percepção da sua fala) . A escolha dos exercícios é feita pelo fonoaudiólogo após a avaliação do caso e cada terapia é individual e engloba as necessidades de cada um.


Fernanda Helena Kley - fernandafono@espacodomquixote.com.br
Fonoaudióloga do Espaço Dom Quixote
Pós-Graduanda em Neuropsicologia (UFRGS)

Cadeirante e adoção


Meu nome é Ana Paula, tenho 31 anos e sou cadeirante devido há um problema congênito. Estava procurando na net alguma matéria que falasse sobre adoção e mães cadeirantes, achei uma matéria no blog Espaço Dom Quixote. Gostei mto... vocês trabalham especificamente com casos assim?

Sabe se é muito difícil para uma mulher cadeirante e ainda solteira adotar uma criança? Este é um de meus sonhos, se Deus quiser quero me inscrever para adoção em 2012.


Resposta juridíca:
Bom dia Ana Paula, quanto ao assunto de adoção por uma mãe cadeirante, vale primeiramente explicar detalhadamente o que é uma adoção.

Juridicamente a adoção é um processo legal e irreversível que transfere o poder familiar dos pais biológicos, para uma família substituta.

Uma adoção no ponto jurídico, visa em primeiro lugar garantir o bem-estar do adotado e seu direito fundamental ao convívio familiar. Já para quem adota, é a possibilidade de realizar o sonho da paternidade ou maternidade sem gerar, de oferecer proteção, carinho e amor a uma criança e, principalmente, receber o amor deste filho.

Para que este ato jurídico "a adoção" se concretize existem alguns requisitos básicos segundo a lei, ou seja, o homem ou a mulher (adotantes) tem que serem maior de 18 anos e com uma situação socioeconômica estável, ou seja, capaz de se manter financeiramente e manter uma família. A pessoa precisa também ser pelo menos 16 anos mais velha do que quem será adotado. Não é preciso ser casado. Viúvos, divorciados e solteiros podem adotar sem problemas.

A lei em nenhum momento faz qualquer objeção ou sequer faz menção quanto aos adontantes serem ou não pessoas com deficiências físicas, até porque isso seria discriminação e a constituição federal é clara quanto a todos serem iguais.

Portanto Ana Paula, você sendo solteira e cadeirante pode adotar um filho
sim.

Lute pelos teus sonhos e seja feliz.


Drª Janaína Beck
OAB/RS 52277
Especialista em direito de família

Taquifemia




O que é taquifemia

A Taquifemia é um distúrbio da fala pouco conhecido e muitas vezes o diagnóstico é confundido com Gagueira. A pessoa que possui este diagnóstico tem como característica principal a velocidade de sua fala aumentada, ou seja, ela fala muito rápido. A fala é tão rápida que acaba por interferir na inteligibilidade da mensagem que a pessoa está tentando passar. Além disso, é possível identificar um aumento no número de hesitações na sua fala. É aquela pessoa que fala muito “hã” antes de começar a falar, demonstrando que precisa de um tempo maior para formular no seu pensamento o que vai falar. Outro ponto importante que deve ser observado no taquifêmico é que normalmente ele não tem consciente da sua dificuldade de fala.

O tratamento é feito por um fonoaudiólogo e este acompanhamento terá como objetivo aumentar a qualidade da comunicação com melhora na fluência da fala. Durante a terapia, será trabalhado com o paciente a consciência dele de sua própria fala, sendo que este aspecto é primordial no tratamento, pois assim ele conseguirá levar as estratégias do tratamento para o seu dia a dia, monitorando os altos e baixos de sua fala. Também são trabalhadas estratégias para a redução da velocidade da fala, melhora na articulação dos sons e coordenação pneumo-fono-articulatória.

A Taquifemia é considerada um problema de linguagem associado a uma disfunção no Sistema Nervoso Central e pode aparecer também em casos de Gagueira, Transtornos de Aprendizagem e Transtornos de Déficit de Atenção e Hiperatividade.
Com o decorrer da terapia fonoaudiológica, o paciente consegue aprimorar a sua fala, aumentando a sua inteligibilidade a partir da melhora da articulação e diminuição da velocidade de fala.


Fernanda Helena Kley - Fonoaudióloga

Dúvidas sobre educação e saúde de crianças e adolescentes? Nós podemos ajudar!

Meu filho é MUITO rebelde. O que devo fazer?


Em primeiro lugar, é necessário definir quais limites se deseja estabelecer, ou seja, o que “pode” e o que “não pode” ser feito, o que é preciso proibir, quais regras vale a pena estipular ou não. Uma vez estabelecidos quais limites respeitar (horário de dormir, das refeições, das saídas com amigos), é necessário explicitá-los por meio de uma conversa, deixando claras quais conseqüências se seguirão ao seu descumprimento. Qualquer limite deve ser o mais claro possível, de modo a eliminar qualquer ambigüidade, para que a criança compreenda o que pode e o que não pode.

É importante agir com firmeza e sem hesitação. Uma criança identifica quando um “não” pode ser um “talvez” e, nesse caso, não irá cumprir o estipulado. Pais e professores inseguros em suas decisões geram crianças que testam suas possibilidades. A palavra “consistência” é fundamental na aplicação de limites, pois quando se define que algo não pode ser feito, a regra não deve ser “furada” de acordo com o bom humor do responsável pela criança e novas regras não devem ser estipuladas baseadas no mau humor de quem as aplica. Os pais devem ser um modelo de comportamento para os filhos, não valendo o famoso: “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”.

Caso as dicas acima não surtirem resultado, vale o conselho de sempre: procure um especialista!

Fabiola Scherer Cortezia - Psicóloga

Dúvidas sobre educação e saúde de crianças e adolescentes? Nós podemos ajudar!

Dom Quixote Responde: Gostaria de saber mais como pode se trabalhar a sexualidade na escola.


Trabalhar questões de sexualidade com crianças e adolescentes é complicado, tendo em vista o tabu ainda existente com relação ao assunto. Em primeiro lugar deve-se conversar com os pais, para saber como eles se sentem em relação ao assunto e com a possibilidade de que este assunto seja trabalhado em sala de aula, nesta reunião se averiguar com os pais até onde eles já conversaram com os filhos sobre o assunto e qual o conhecimento prévio das crianças/adolescente.

Neste momento com os pais deve ser explanado de que maneira será trabalhado com alunos. Este trabalho poderá variar conforme a idade dos alunos. Para os pequenos historinhas sobre o assunto (mamãe botei um ovo, cabelinhos em lugares engraçados), teatrinhos de fantoches, bonecos anatômicos podem ser bons materiais de trabalho.

Com os adolescentes pode se oferecer palestras com médicos e/ou psicólogas, seminários/debates, é importante ressaltar que todas as atividades realizadas pelos adolescente devem ser feitas com a supervisão e intervenção de algum adulto. É fundamental abrir espaço para debate, pois não basta oferecer palestra expositiva, os adolescentes precisam se sentir à vontade para perguntar e expor opiniões, só assim se sentirão patê ativa da atividade oferecida!

É importante ter em mente a necessidade de responder exatamente o que a criança/adolescente pergunta, e para isso é necessário que se saiba até onde a criança/adolescente sabe sobre o assunto!

Fabiola Scherer Cortezia - Psicóloga - fabiola@espacodomquixote.com.br
Clarissa Paz de Menezes - Psicopedagoga - clarissapp@espacodomquixote.com.br

Dúvidas sobre educação e saúde de crianças e adolescentes? Nós podemos ajudar!

Dom Quixote Responde: Abordagem do corpo na Educação Infantil


A Psicomotricidade permite que a abordagem do corpo aconteça com maior tranquilidade. Falar do corpo na Educação Infantil, é falar de como a crinaça vivencia, experencia e se relaciona através da ação, como um meio de tomada de consciência que une o ser corpo, o ser mente, o ser espírito, o ser natureza e o ser sociedade.
A Psicomotricidade está associada à afetividade e à personalidade, porque o indivíduo utiliza seu corpo para demonstrar o que sente. Com as crianças de Educação Infantil tudo isso é visto, aprimorado e vivenciado através do brincar e pelo brincar. Como, por exemplo, brincar de engatinhar, rolar, balançar, dar cambalhotas, se equilibrar em um só pé, andar para os lados, equilibrar e caminhar sobre uma linha no chão e materiais variados (passeios ao ar livre), etc.
Tudo isso reforça as aptidões perceptivas e o aprimoramento psicomotor.

Deixo como sugestão de leitura:
NEGRINI, Airton. O corpo na educação infantil. Caxias do Sul-RS, EDUCS, 2002.

Priscila Straatmann Morél
Terapeuta Ocupacional e Psiomotricista

O que vocês tem sobre TDAH?

Aqui na clinica oferecemos cursos sobre o assunto para pais e professores, assim como atendimento a crianças e adolescentes portadores de TDAH com profissionais de diversas áreas (psicologia, psicopedagogia, terapia ocupacional, psicomotricidade, musicoterapia) visite nosso site (www.espacodomquiote.com.br) e nosso blog(www.espacodomquixote.blogspot.com) para maiores informações e textos sobre o assunto.

resposta via wwww.formspring.me/espdomquixote